Seminário Aberto “Das fronteiras e da memória do romance realista”

Aristóteles, em Poética, afirma ao falar da epopeia de Homero: “deve preferir-se o impossível verosímil ao possível inverosímil”. Pretendo pensar como romance realista da segunda metade do século XIX, escrito na periferia do imperialismo neocolonialista pela pena do português Eça de Queirós e do brasileiro Machado de Assis, foi capaz de desafiar a inverosimilhança do tempo histórico e criar um discurso contundente que extrapolou as fronteiras do estético e garantiu sua permanência na memória da ficção em língua portuguesa. Gostaria de problematizar o suposto “passadismo” imputado ao romance oitocentista, através de uma leitura que privilegie a revolução estética que muitos de seus autores souberam criar.

Seminário Aberto “Flávio de Carvalho e as experiências de um artista midiático avant la lettre”

Resumo: Apresentação da obra e figura de Flávio de Carvalho no modernismo brasileiro destacando a seguir suas intervenções iniciadas ainda com seus primeiros projetos apresentados em concurso no final dos anos 1920. E que se estendem à psicologia das multidões, testando reações de uma procissão (1931), ao lançamento de um traje de verão no centro de São Paulo (1956) e ao contato com uma tribo no Alto Rio Negro (1958).

Rui Moreira Lite foi curador das mostras dedicadas a Flávio de Carvalho pela 17ª. Bienal de São Paulo (1983) e pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (2010) e consultor da seção Flávio de Carvalho na mostra Desvios de la Deriva no Centro de Arte Reina Sofia, em Madri (2010). É autor do livro Flávio de Carvalho o artista total (2008) e, entre outros do artigo “Flávio de Carvalho: media artist avant la lettre” publicado pela revista internacional Leonardo de artes, ciência e tecnologia em 2004. Tem-se dedicado igualmente aos estudos das relações entre escritores portugueses e brasileiros organizando com Fernando Lemos a antologia A Missão Portuguesa (2003). Casais Monteiro: uma antologia (2012) e Correspondência Casais Monteiro-Ribeiro Couto (2016).

Seminário Aberto “Tem país na paisagem?”

Seminário Aberto de Literatura e Estudos Interartes, com a Poeta e Professora Marília Garcia, sob o tema Tem país na paisagem?
2 de novembro, pelas 16h30, na sala do Deper.

Literatura e Periodismo: Colonização e indianismo no folhetim O Guarani, de José de Alencar

O seminário da Profª Rosana Kamita, intitulado Literatura e Periodismo: Colonização e indianismo no folhetim O Guarani, de José de Alencar, vai ter lugar no próximo dia 11 de outubro, pelas 16h30, na sala do Deper.

Literatura e Feminismo: Clarice Lispector com Rosana Cássia Kamita

Tertúlia: Literatura e Feminismo: Clarice Lispector

Rosana Cássia Kamita (Universidade Federal de Santa Catarina – ILC)

 

 

O feminismo contribuiu para a reavaliação de antigos conceitos, estabeleceu novos posicionamentos em relação aos estereótipos referentes aos temas e gêneros literários, assim como lançou luz às convenções da escrita produzida por mulheres, as quais estão passando a sujeitos da história e da criação literária. Ao atacar a ordem constituída em uma sociedade androcêntrica, contribuiu para o desenvolvimento da literatura de autoria feminina. Atualmente a mulher tem, na maior parte das vezes, livre acesso à literatura, cabe, no entanto, ponderar-se sobre o poder político desse acesso e os espaços ocupados por essa produção literária. A literatura é sempre impulsionada/desafiada a reavaliar seus próprios limites e Clarice Lispector é uma das escritoras a representar esse nível de tensão e instabilidade, quando autoria e representação femininas são repensadas através da própria autora e por seu fazer literário. Assim, objetiva-se pensar nessa dimensão estabelecida  entre feminismo e literatura a partir da contribuição de Clarice Lispector nesse contexto, através de uma leitura crítico-feminista de alguns de seus contos.

 

A entrada é gratuita mas sujeita a inscrição

inscrição: livrariaconfraria@gmail.com

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