eLyra #13

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Já se encontra em linha o número 13 da revista eLyra, com o título Hibridismos na Poesia Moderna e Contemporânea, e organizada por Ida Alves e Marília Garcia.

O poema fora do livro – seja em imagens, sons, música, performance ou outros suportes –, o poema no papel tomado por vozes dramáticas ou narrativas, o poema num diálogo intermídias ou intertextos: são diversas as formas assumidas pelo poema que não cessam de pôr em xeque sua identidade e seus traços distintivos, refazendo continuamente as categorias e limites. Se um dos aspectos histórico-literários mais decisivos para a constituição da poesia moderna deriva da progressiva libertação de formas textuais pré-         -constituídas, por outro lado ocorre também a expansão da linguagem poética para outras práticas artísticas, produzindo obras que habitam uma zona de indiscernibilidade formal. Pensando nos diversos modos de contaminação entre as linguagens, os artigos deste número da e-lyra buscam pensar as relações entre a poesia moderna e contemporânea e os diversos hibridismos.

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Emira Gerguri aborda os direitos da mulher no Kosovo

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Burrneshat é um conceito que define mulheres que fazem um voto de castidade e usam roupas masculinas para viver como homens na sociedade patriarcal do norte da Albânia.
Dia 12 de Julho, na Confraria Vermelha Livraria de Mulheres, terá lugar uma sessão com a presença de Emira Gerguri, que falará sobre esta tradição, bem como sobre os Direitos da Mulher no Kosovo.

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Cadernos de Literatura Comparada #40

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Já se encontra em linha o número 40 dos Cadernos de Literatura Comparada, com o tema “Vozes Transatlânticas. O Atlântico literário em perspetiva”.

Este volume é organizado por Ana Paula Coutinho, Leonor Simas-Almeida, Patrícia Martinho Ferreira e José Domingues de Almeida.

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Entrevista com o autor do livro “Viagens pela Literatura Suíça. Ensaios”

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Viagens pela Literatura Suíça. Ensaios” é um dos livros da coleção de Estudos de Literatura Comparada.

Para ler a entrevista com o autor, Gonçalo Vilas-Boas, aqui.

 

PRAZO ALARGADO: Cadernos de Literatura Comparada #41

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A relação entre literatura e cinema é múltipla e complexa, compreendendo a ambivalência, a confrontação e o vínculo. Desde o seu aparecimento, o cinema suscitou em autores tanto fascínio e entusiasmo quanto desconfiança e repúdio. Se alguns escritores rejeitaram radicalmente este novo dispositivo, vendo nele antes uma curiosidade de feira e um entretenimento popular do que uma nova arte (Franz Kafka, G.K. Chesterton, Fernando Pessoa, Robert Musil), outros pretenderam criar linguagens literárias inéditas que respondessem ao surgimento do cinematógrafo e às suas potencialidades imagéticas (Guillaume Apollinaire, Blaise Cendrars, Fernand Léger, Jean Cocteau). Por sua vez, ao longo do tempo, o cinema ora incorporou segmentos verbais e figuras tipicamente literárias, procurando aproximar-se quer da narrativa quer da poesia (S. M. Eisenstein, D. W. Griffith, Man Ray, Pier Paolo Pasolini), ora pretendeu autonomizar-se, reclamando uma expressão própria, especificamente ocular e visual (Dziga Vertov, Jean Rouch). Certo é que nenhuma das técnicas ficou incólume e cada qual integrou sentidos da outra ou, confrontando-se com ela, procurou pensar-se e transfigurar-se.

Na bibliografia especializada dos estudos intermediais incidindo sobre as relações entre as duas práticas, predominam claramente os trabalhos sobre a adaptação. Compreende-se a insistência no tema. A adaptação não só torna imediatamente perceptível um certo tipo de ligação entre as duas práticas, como permite ainda questionar hierarquias, cânones e processos de hibridização. Porém, se a adaptação é a mais evidente forma de imiscuição da literatura no cinema, nem por isso é a única. Acresce ainda que o estudo da adaptação não permite compreender de que modo a literatura também se metamorfoseou no confronto com a arte cinematográfica.

Desde o surgimento do cinema, foram apresentadas várias teses sobre as aproximações temáticas, formais ou mesmo práticas entre os dois médiuns – sendo Jean Epstein um dos autores pioneiros no tratamento destas matérias. De todas as contribuições fica claro que a relação entre literatura e cinema não se esgota no aproveitamento de enredos ou personagens e na sua transposição. Ela dá-se através de muitos outros mecanismos: do segmento verbal tornado imagem (intertítulos) e da imagem tornada segmento verbal (ekphrasis); da mútua citação; da mimetização do arranjo formal de uma obra (montagem e sequencialidade); da compreensão de uma certa afinidade entre o carácter visual da palavra escrita e do fotograma ou, por outras palavras, a sua dimensão hieroglífica (Tom Conley, M.-C. Ropars Wuilleumier, Fernando Guerreiro), entre outros.

Nesse sentido, convidam-se investigadores das áreas dos estudos literários e do cinema a submeterem trabalhos que se inscrevam nesta perspectiva e que procurem explicitar as várias afinidades e tensões entre as duas práticas artísticas, analisando-as em especial a partir dos seguintes eixos:

+ Reflexão crítica sobre a adaptação
+ Relação entre poesia e cinema
+ Casos e modos de citação
+ Poética dos intertítulos
+ Desconstrução e reinvenção de géneros
+ Cinema e narrativa
+ Argumento

Os organizadores do no. 41 dos Cadernos de Literatura Comparada, publicação periódica do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa:

Elisabete Marques (ILCML – Universidade do Porto)
Rita Novas Miranda (ILCML – Universidade do Porto)
Sofia de Sousa Silva (ILCML – Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Todos os artigos devem ser enviados, por email, para cadernos.peerreview@gmail.com até 31 de julho de 2019.

Call for Papers – English
Call for Papers – French

 

 

 

(Caso o artigo não esteja de acordo com as Normas de edição da revista, os organizadores do volume poderão recusar o artigo, não o submetendo ao processo de blind peer review)