Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa | Vídeo

ILCML

No dia em que se comemoram 20 anos de unidade de investigação, o ILC, apresenta um vídeo sobre a sua constituição e actividades desenvolvidas.
Este é o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.

 

Novos títulos da colecção Estudos de Literatura Comparada

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O murmúrio das imagens I. Poéticas de Evidência

ILCMLA indefinição semântica que a palavra portuguesa «imagem» agencia quando equacionada verbalmente é tão remota quanto a própria associação de Poesia e Imagem, estabelecida na Antiguidade, pois o complicado posicionamento da visão entre as esferas do Sensível e do Inteligível impediu que por longos séculos na cultura ocidental se distinguissem os meios de construção de um analogon do discurso com o referente face aos meios de criação de um analogon dentro do próprio discurso. Este estudo visa apresentar uma ponderada reconstituição teórica desse complexo vínculo entre Poesia e Imagem, com as tensões históricas e as contradições tipológicas que tal relação sempre suscitou: trata-se assim de uma abordagem na qual necessariamente se cruzam os domínios elementares da Retórica, da Poética e da Estética, com vista a uma reflexão transdisciplinar que não se escusa mesmo a uma certa indisciplinaridade.

 

Autora
Joana Matos Frias

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

 

O murmúrio das imagens II. Modos de ver (em) Ruy Cinatti

ILCMLNo panorama multifacetado da poesia portuguesa do século XX, a obra de Ruy Cinatti representa uma súmula muito invulgar de todas as faces da ligação ancestral entre Poesia e Imagem: nela, a evidência vai das coisas às palavras, ou do mundo à linguagem, em consonância com um princípio fenomenológico, mas vai também das palavras às coisas, de acordo com um princípio poético, das palavras às palavras, obedecendo a um princípio retórico, e das palavras às imagens (ou destas àquelas), graças a um princípio intermedial. A imagem falante de Ruy Cinatti é assim mimese ou efeito de real, mas é também imagem autónoma, que dá a ver, já não o visível, mas o apenas visualizável. E é esta paridade que lhe permite ser fiel, simultaneamente, ao mundo e à poesia, observando assim uma responsabilidade ética sem prejuízo da finalidade estética essencial da obra.

Autora
Joana Matos Frias

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

 

De passagem: artistas de língua alemã no exílio português

ILCMLNos últimos anos e na esteira dos Estudos de Memória, que remontam já aos anos 80, tem-se verificado um interesse acrescido por textos da memória cultural, com especial enfoque em documentos sobre o eu. Com esta abordagem memoria- lista se cruzam as perspetivas multi, inter e transdisciplinares, privilegiando a importância a conferir a experiências de fronteira (políticas, territoriais, linguísticas e estéticas) que a vivência exílica e as suas manifestações artísticas representam. De facto, um olhar sobre os espaços “entre” trouxe um outro interesse à questão das rotas do exílio enquanto espaço de experiência cultural, que se têm tornado (também elas) alvo de novas investigações críticas e de correspondentes alargamentos semânticos.
Portugal como rota de exílio ganhou, assim, um novo significado que esteve na origem dos textos que este volume congrega. Com ele se pretende dar visibilidade a artistas de língua alemã que viveram o seu exílio em Portugal ou que por aqui passaram – alguns caídos no esquecimento – e um novo enfoque às suas obras, revisitando ou (re)descobrindo não apenas textos literários, mas também outras formas artísticas.

Autoras
Teresa Martins de Oliveira e Maria Antónia Gaspar Teixeira

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

 

Cartas selectas de Werther. Traduzidas do Francez

ILCMLDie Leiden des jungen Werthers, romance epistolar do jovem Goethe que constituiu o primeiro best-seller no mercado livreiro alemão, obteve – tanto no país de origem como em grande parte do espaço europeu – um intenso e controverso acolhimento logo após ter sido publicada a primeira versão (1774). Em Portugal, apesar da forte presença de mecanismos de resistência, o interesse por essa obra não foi tão tardio e escasso como se supunha. Existe na Torre do Tombo o manuscrito de uma primeira versão portuguesa do romance, inédita, proibida pela censura em 1799. A presente publicação de Cartas Selectas de Werther. Traduzidas do Francez, com um estudo sobre o ambiente cultural e literário que se vivia entre nós por finais do século XVIII, bem como sobre a própria tradução, propõe uma necessária revisão cronológica do processo rececional da narrativa goethiana no nosso país, retirando à tradução de 1821, já conhecida, o estatuto de primeira tradução portuguesa do romance alemão.

 

Autora
Maria Antónia Gaspar Teixeira

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

 

Modos de ver, modos de escrever. Da imagem e da escrita em Herberto Helder e em Jean-Luc Godard

ILCMLEncontrar Herberto Helder e Jean-Luc Godard sob um mesmo título pode causar, de repente, uma estranha reação… O que têm em comum um poeta português e um cineasta franco-suíço? Num primeiro momento, a resposta pode parecer simples. Os dois autores propõem uma reflexão e uma prática artística que não cessam de inquirir as outras artes, existindo em Helder uma inequívoca aproximação ao cinema e em Godard uma não menos incisiva aproximação à poesia. É este paralelismo disjuntivo que estará aqui em causa: de que modo Helder trabalha e pensa o cinematográfico? De que modo Godard trabalha e pensa o poético? E que cruzamentos engendram, então, estas duas perspetivas?

Autora
Rita Novas Miranda

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

Já está disponível a revista e-Lyra “Reescritas Poéticas”

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A escrita poética é marcada pelo diálogo com obras que se configuram como matrizes da criação, processo cujos vestígios podem ser percebidos em bibliotecas de escritores, arquivos pessoais, manuscritos e correspondência, entre outros. Como parte do ato criativo, destaca-se a reformulação de textos, procedimento empregado de maneira constante por poetas, em busca da expressão formal mais apurada, tendo em vista que a literatura, em seu diálogo consigo mesma, oferece aos escritores a possibilidade de comunicação entre poemas de sua autoria ou de autoria diversa. Neste dossiê da RevistaeLyra, estão contemplados os diálogos praticados pelos poetas, com base na retomada de textos anteriores, no intuito de transformá-los, rediscuti-los, parafraseá-los ou parodiá-los em um novo poema, lançando mão de procedimentos diversos de reescritas, tais com o paráfrase, paródia, colagens, tradução, deslocamentos de versos ou partes de poemas já publicados.

O número da Revista eLyra que se volta à reescrita poética guarda espaço para a Poesia, seção de abertura do volume, em que estão poemas dos escritores contemporâneos Paulo Henriques Britto, Marcos Siscar, Fabrício Corsaletti, Rodrigo Petrônio e Alberto Martins.

N. 12 (2018): REESCRITAS POÉTICAS

CONSELHO DE REDAÇÃO DA ELYRA
DIRETORES
PAULO DE MEDEIROS
ROSA MARIA MARTELO

TÍTULO
REESCRITAS POÉTICAS
DEZEMBRO 2018

ORGANIZADORES DO Nº 12
CRISTIANE RODRIGUES DE SOUZA
FABIANE RENATA BORSATO

ASSISTENTE EDITORIAL
LURDES GONÇALVES

Encontra-se disponível os Cadernos “Intersexualidades em Questão”

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Entre os famosos Fragmentos de um discurso amoroso (1977), de Roland Barthes, e o aparecimento da teoria e dos estudos queer, os estudos de literatura transformaram-se radicalmente. A  publicação   de Fragmentos marca definitivamente   o  fim   da    vaga estruturalista e sepultam o poder detido pela crítica ao longo de pelo menos dois séculos de existência. Ao reconhecer a ação crítica como um ato de leitura, Barthes conferiu a quem lê o poder que críticos acreditavam possuir – não há método, não há ciência que descreva o amor imenso do(a) leitor(a) pelo texto, pela literatura. Além de falar de amor, Barthes tratava do amor à Literatura, por isso a sua pergunta e, por isso, as mutações que os estudos de literatura sofreram nas décadas seguintes.  Mutações profundas que aproximaram os estudiosos da produção de leitura, da(s) forma(s) que fazem uma obra ser lida ou não, num tempo e num espaço determinados, que fazem uma obra deslizar no tempo  e no  espaço, fecundar outras obras e ser por outras fecundada. O amador-leitor – ou a amadora-leitora! – vale, então, pela leitura que produz.

Barthes, que morreu em 1980, não viu a revolução académica, do qual foi um dos geradores, que abalou as formas tradicionais de se fazer crítica. Barthes não viu o reconhecimento da autoridade de um sujeito que fala de si mesmo. Barthes não viu os estudos de género, não viu os estudos gaye lésbicos e, muito menos, a teoria queer abalarem as estruturas burguesas da universidade e, porque não dizer, da própria linguagem. Mas tinha consciência de como fazer isso, daí a fragmentação como procedimento – especialmente, em Roland Barthes por Roland Barthes (1975) ou em Fragmentos de um discurso amoroso (1977), obras nas quais o mestre ao se fragmentar, fragmentando o discurso, deixou claro que se sempre fala de si, mesmo quando se fala do outro. Ou seja, Barthes, de alguma forma e como fazem os grandes escritores, previu o que aconteceria quando a teoria queer e seus estudos passaram não a examinar objetos queer, mas a queerizarem objetos não queer – ou melhor, quando compreendemos que o olhar, a leitura, o ato de interpretar garantiram a emergência da alteridade e, portanto, colocaram em xeque identidades estáveis, objetos estáveis, sujeitos estáveis, discursos estáveis.

O número 39 dos Cadernos de Literatura Comparada divide-se em três partes: a primeira, um dossier composto por quinze artigos, debruça-se sobre género, feminismos e sexualidades e os seus cruzamentos com a literatura. A segunda parte, a secção Vária, é composta por três ensaios diversos que, não se centrando nas sexualidades, se ocupam, porém, de temas comparatistas.  Finalmente, a última parte, composta por oito recensões elaboradas por investigadores do projeto Alimentopia  / Utopian  Foodways, alguns deles membros do Instituto de Literatura Comparada, expande preocupações afetas à investigação desenvolvida pelo Instituto de Literatura  Comparada Margarida Losa e pelo seu projeto aglutinador “Literatura e Fronteiras do Conhecimento: Políticas de Inclusão. Esta ultima secção reúne, assim, oito relatórios de leitura de monografias e antologias de textos que dão conta do cruzamento dos Estudos sobre a Alimentação com os Estudos sobre a Utopia, inflectindo também nas questões de género.

 

N. 39 (2018): INTERSEXUALIDADES EM QUESTÃO

CONSELHO DE REDAÇÃO DOS CADERNOS
DIRECTORES
ANA LUÍSA AMARAL
ANA PAULA COUTINHO
GONÇALO VILAS-BOAS
ROSA MARIA MARTELO

ORGANIZADORES DO Nº 39
EMERSON INÁCIO
MÁRIO LUGARINHO
MAXIMILIANO TORRES
ANA LUÍSA AMARAL
MARINELA FREITAS

ASSISTENTE EDITORIAL
LURDES GONÇALVES