Apresentação do livro: Um Muro no Meio do Caminho

Em 2016, Julieta Monginho esteve como voluntária no campo de refugiados de Chios, na Grécia, experiência de tal forma impactante que serviu de mote ao seu novo romance, Um Muro no Meio do Caminho.
Este é um livro de histórias que se cruzam num campo de refugiados, onde cada um dos protagonistas procura manter a esperança enquanto a sua vida se encontra suspensa, e quando já tanto se perdeu ou deixou para trás. Embora ficcionados, são relatos que procuram transmitir a realidade que ainda hoje persiste, e alertar para as injustiças e dificuldades por que tantas pessoas passam, enquanto aguardam por um desfecho demasiado incerto.

No dia 25 de maio, pelas 14h estará presente na sala 104 da FLUP para apresentar a obra.

Colóquio Internacional: Queering Luso-Afro-Brazilian Studies

1-2 de junho de 2018
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Coloquio Queer

 

> APRESENTAÇÃO
Nos dias 1 e 2 de Junho de 2018 realizar-se-á, na Faculdade de Letras do Porto, a 4.ª edição do Colóquio Internacional Queering Luso-Afro-Brazilian Studies. Este colóquio pretende promover leituras “queer” ou “queerizantes” de obras de autor@s e artistas canónic@s, bem como recuperar autor@s considerad@s “menores” ou marginais no âmbito das literaturas e culturas portuguesa, brasileira e africana de expressão portuguesa de qualquer período histórico.
“Queer” será entendido como uma ferramenta teórica útil para debater o que escapa à norma simbólica e social, o que resiste à categorização, à homogeneização cultural, à normatividade e, em especial, à heteronormatividade – no fundo, aquilo a que Monique Wittig chamou “o pensamento hétero”.
Assim, as comunicações apresentadas explorarão a literatura ou as artes visuais de expressão portuguesa a partir de uma perspectiva teórica e epistemológica centrada na desestabilização das noções de identidade de género e de orientação sexual, bem como na desconstrução dos binómios homem/mulher, natureza/cultura, sexo/género, hétero/homo, normal/anormal e público/privado. Tentar-se-á, pois, dar conta das múltiplas diferenças geradas por categorias como as de sexo, género, raça e etnia, que estão particularmente enraizadas nas práticas sociais e culturais das nossas sociedades.

Eixos de trabalho propostos:
• Corpos queer, performance e performatividade
• “Gender Trouble” na literatura, no cinema, no teatro e nas artes visuais
• Leituras queer(izantes) de textos literários e objectos artísticos
• Literatura e desejo homossexual
• Activismo e artivismo queer
• Utopias queer e espaços de resistência
• Desconstrução de papéis sociais e novas identidades sexuais
• Ciborgues e monstros: hibridismos

Entrada livre.
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> KEYNOTE SPEAKERS

Miguel Vale de Almeida é Professor Associado com Agregação e Director do Departamento de Antropologia no ISCTE-IUL (Instituto Universitário de Lisboa), onde coordena e lecciona cadeiras sobre Multiculturalidade, Direitos Humanos e Cidadania, Colonialismo e Pós-Colonialismo. Foi Professor Convidado em Jerusalém e em Chicago. Tem-se dedicado à investigação de variadas áreas que integram o estudo de identidades e discriminações étnicas e raciais, crioulização, casamento entre pessoas do mesmo sexo, género e sexualidade. Do seu vasto currículo de publicações, destacamos artigos e capítulos de livros como “O corpo na teoria antropológica” (2004) e “Cronologia dos Movimentos LGBT em Portugal” (2017). Publicou ainda diversos livros, entre os quais The Hegemonic Male. Masculinities in a Portuguese Town (1996), Um Mar da Cor da Terra. “Raça”, Cultura e Política de Identidade (2000; publicado em inglês em 2004), e A Chave do Armário (2004).

Para além de exercer actividades académicas, é conhecido em Portugal pelo seu activismo ligado a questões LGBT+. Foi eleito deputado da Assembleia da República Portuguesa em 2009, tendo participado na votação que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Escreveu crónicas regulares para o jornal Público e mantém activo um blogue. Mais recentemente, tornou-se comentador político na RTP3 no programa “360º”, onde debate semanalmente temas da actualidade.

Sam Bourcier é Professor Associado na Universidade de Lille. Lecciona cadeiras como Estudos Culturais, Estudos de Género e Queer, Média, Minorias e Televisão. Foi Professor convidado na Universidade de Nova Iorque, nos EUA, e nas Universidades de Santa Catarina e de Salvador, no Brasil, entre outras. É um reconhecido activista LGBT+ e teórico Queer. Trabalha temas como o feminismo, transfeminismo, teorias de género e queer, sub-culturas sexuais, pós-pornografia e pós-colonialismo. É largamente responsável pela divulgação da Teoria Queer em França com a tradução de Monique Wittig, Teresa de Lauretis e Paul B. Preciado, com quem tem trabalhado. Escreveu a trilogia de referência Queer Zones: Queer Zones 1, Politique des identités sexuelles et des savoirs (2001), Queer Zones 2, Sexpolitiques, (2005) and Queer Zones 3, Identités, Cultures Politiques (2011). Recentemente, publicou Homo INC.OPORATED: Le Triangle et La Licorne qui pète (2017). Em 1996, fundou os seminários Zoo com um colectivo de teóricos e activistas que tinham como objectivo desenvolver os Estudos Gay, Lésbicos e Queer em França. Para além da sua actividade académica, participa com frequência noutros registos. Em 2005, recebeu financiamento do Centro Nacional de Cinematografia em França para realizar um documentário intitulado “Mutantes” sobre o feminismo pró-sexo norte-americano, de que também foi co-autor. Foi colunista e repórter da revista Bang Bang, uma revista sobre género, e foi co-apresentador do programa “Élevons le débat” no canal Pink TV.

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> PROGRAMA

Programa: Queering Luso-Afro-Brazilian Studies
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> COMISSÃO
Comissão organizadora
Ana Luísa Amaral (Universidade do Porto, Portugal)
Alexandra Moreira da Silva (Université Sorbonne Nouvelle – Paris III, France)
Marinela Freitas (Universidade do Porto, Portugal)
Marta Correia (Universidade do Porto, Portugal)

Comissão Científica
Fernando Curopos (Université Paris-Sorbonne, France)
Maria Araújo da Silva (Université Paris-Sorbonne, France)
Chatarina Edfeldt (Dalarna University, Sweden)
Anna Klobucka (UMass, Dartmouth, USA)
Alda Lentina (Dalarna University, Sweden)
Paulo Pepe (Queen’s University, Belfast, UK)

Annemarie Schwarzenbach – Vida e Obra | Vídeo

Annemarie Schwarzenbach foi uma escritora, viajante, historiadora, jornalista, fotógrafa, nascida em 1908 em Zurique. É autora de uma vasta obra literária, com um forte cunho autobiográfico. Levou uma vida de nómada, escrevendo centenas de reportagens para jornais suiços. Passou também por Lisboa, onde publicou mais de 20 reportagens sobre a importância da capital portuguesa.

Aula aberta: “uma outra coisa” de Herberto Helder?

“uma outra coisa” de Herberto Helder?

No próximo dia 03 de maio, pelas 13h30m, na sala 302 da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, falar-se-à da “obra em minúsculas”, de Herberto Helder (Porto Editora, 2018).

A obra será apresentada por Diana Pimentel da Universidade da Madeira e responsável pela edição da obra juntamente com Daniel Oliveira, filho do escritor, e Raquel Gonçalves, aluna do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Uma faceta menos conhecida de Herberto Helder, a de repórter em Angola, no semanário Notícia, motiva a obra em minúsculas, que reúne crónicas e reportagens realizadas pelo poeta. 

Este livro resulta da investigação, transcrição, revisão e selecção de textos por Daniel Oliveira, Diana Pimentel e Raquel Gonçalves, e reúne o trabalho jornalístico de Herberto Helder (1930-2015), realizado em Angola entre Abril de 1971 e Junho de 1972, que assinou como Herberto Helder e Luís Bernardo, ou HH e LB.

Diana Pimentel é professora auxiliar na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira. É autora de Fogo forte e silêncio – Ensaio sobre Literatura Portuguesa Contemporânea (Rio de Janeiro, Oficina Raquel, 2017), ca-ir.ao/centro. sobre herberto helder (Lisboa, Edições Guilhotina, 2016) e Ver a Voz, Ler o Rosto: uma polaróide de Herberto Helder (Porto, Campo das Letras, 2007). Organizou, com Luis Maffei, o livro de ensaios Até que. Herberto (Lisboa, Edições Guilhotina, 2016). Colaborou nos volumes coletivos Metodologias, Avanços em Literatura e Cultura Portuguesas (Santiago de Compostela-Faro, Através Editora, 2012), Poesia Experimental Portuguesa: Contextos, Ensaios, Entrevistas (UFP, 2014), Literatura Explicativa: Ensaios sobre Ruy Belo (Assírio & Alvim, 2015), Literatura, Cinema, Banda Desenhada (Edições Húmus, 2015) e HH: Se eu quisesse, enlouquecia (Rio de Janeiro, Oficina Raquel, 2015).

 

Seminário Aberto: “Palabra, Signo y Representación”

Maria Victoria Curto, da Universidade Complutense de Madrid, irá honrar-nos com um seminário aberto que tem como principal tema a conformidade da autoridade espiritual feminina.
É no dia 15 de Maio, pelas 15h30 na Sala 409.