Chamada para Comunicações: II Encontro de Jovens Investigadores em Literatura Comparada

A Associação Portuguesa de Literatura Comparada (APLC), com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, organiza em 2018, no Porto, o II Encontro de Jovens Investigadores em Literatura Comparada (EJICOMP II).
Pretende-se criar assim, pelo segundo ano consecutivo, um fórum de discussão que dê visibilidade aos estudos comparatistas, apurando-se o estado actual da área disciplinar através dos ensaios e dissertações desenvolvidos actualmente por mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos, recém-graduados e investigadores independentes. Durante o EJICOMP II, os investigadores mais jovens (ou mais recentes, já que não existe um critério etário) terão a possibilidade de:

  • apresentar os seus trabalhos (ensaios, dissertações, teses, projectos ou publicações) em curso ou concluídos nos últimos 5 anos; discuti-los com os seus pares;
  • receber comentários de docentes e investigadores em fases mais avançadas da carreira;
  • conhecer o estado da arte e algumas tendências ou percursos da actual crítica comparatista;
  • contribuir para um maior dinamismo da pesquisa científica e da produção académica;
  • sustentar um contacto regular entre os membros da comunidade científica, essencial para a criação e transmissão de conhecimento.

A APLC dá assim forma a três dos seus principais objectivos: incentivar, renovar e divulgar os estudos comparatistas em Portugal, unindo gerações e experiências distintas de investigadores, nacionais ou estrangeiros.

LÍNGUAS ADMITIDAS NO EVENTO

A língua principal do evento é o Português, mas podem ser consideradas propostas de comunicação em Inglês, Francês e Espanhol, desde que os trabalhos comparatistas envolvam autores de língua portuguesa e/ou estejam a ser desenvolvidos em universidades, institutos ou departamentos universitários de língua portuguesa.

PROPOSTAS (1 de Março a 20 de Maio de 2018)

As propostas de comunicação devem ser enviadas (em formato Word) para ejicomp2018@gmail.com, contendo as seguintes informações:

  1. Nome completo do investigador;
  2. Título da comunicação;
  3. Resumo da comunicação (até 200 palavras);
  4. Breve CV do investigador (5-6 linhas), contendo indicação da filiação institucional (Universidade em que decorre/ decorreu a investigação);
  5. Contactos de e-mail e telemóvel do investigador.

Os resultados serão comunicados aos autores até 30 de Junho de 2018.

INSCRIÇÃO (1 a 15 de Julho de 2018)

  1. A inscrição no evento decorrerá entre 1 e 15 de Julho de 2018, e corresponderá ao pagamento da cota anual (2018-2019) da Associação Portuguesa de Literatura Comparada (25€), com todos os direitos devidos aos associados. A inscrição é feita no sítio da APLC (aplc.org.pt) (APLC→ Inscrição/actualização→ Ficha de inscrição/ actualização) para preenchimento dos dados pessoais.
  2. O pagamento (25€) deve ser feito por transferência bancária em nome da APLC, com identificação “Inscrição EJICOMP/ APLC”: IBAN: PT50 0035 0824 00006718431 34
  3. Devem ser enviados por e-mail, quer à APLC (aplcomparada@gmail.com) quer à organização do EJICOMP II (ejicomp2018@gmail.com), os seguintes dados:
    1. Nome do investigador;
    2. Título da comunicação;
    3. Ficha de inscrição;
    4. Comprovativo de pagamento.

Publicação do programa online a partir de 16 de Julho de 2018 (www.ejicomp.com)
Encontram-se no sítio da APLC algumas indicações logísticas do EJICOMP II. Para mais esclarecimentos deve ser usado o e-mail do evento: ejicomp2018@gmail.com

O evento realizar-se-à a 13 e 14 de Setembro de 2018 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Colóquio Internacional_Queering Luso-Afro-Brazilian Studies

1-2 de junho de 2018
Faculdade de Letras da Universidade do Porto

> APRESENTAÇÃO
Nos dias 1 e 2 de Junho de 2018 realizar-se-á, na Faculdade de Letras do Porto, a 4.ª edição do Colóquio Internacional Queering Luso-Afro-Brazilian Studies. Este colóquio pretende promover leituras “queer” ou “queerizantes” de obras de autor@s e artistas canónic@s, bem como recuperar autor@s considerad@s “menores” ou marginais no âmbito das literaturas e culturas portuguesa, brasileira e africana de expressão portuguesa de qualquer período histórico.
“Queer” será entendido como uma ferramenta teórica útil para debater o que escapa à norma simbólica e social, o que resiste à categorização, à homogeneização cultural, à normatividade e, em especial, à heteronormatividade – no fundo, aquilo a que Monique Wittig chamou “o pensamento hétero”.
Assim, as comunicações apresentadas explorarão a literatura ou as artes visuais de expressão portuguesa a partir de uma perspectiva teórica e epistemológica centrada na desestabilização das noções de identidade de género e de orientação sexual, bem como na desconstrução dos binómios homem/mulher, natureza/cultura, sexo/género, hétero/homo, normal/anormal e público/privado. Tentar-se-á, pois, dar conta das múltiplas diferenças geradas por categorias como as de sexo, género, raça e etnia, que estão particularmente enraizadas nas práticas sociais e culturais das nossas sociedades.

Eixos de trabalho propostos:
• Corpos queer, performance e performatividade
• “Gender Trouble” na literatura, no cinema, no teatro e nas artes visuais
• Leituras queer(izantes) de textos literários e objectos artísticos
• Literatura e desejo homossexual
• Activismo e artivismo queer
• Utopias queer e espaços de resistência
• Desconstrução de papéis sociais e novas identidades sexuais
• Ciborgues e monstros: hibridismos

Entrada livre.
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> KEYNOTE SPEAKERS

Miguel Vale de Almeida é Professor Associado com Agregação e Director do Departamento de Antropologia no ISCTE-IUL (Instituto Universitário de Lisboa), onde coordena e lecciona cadeiras sobre Multiculturalidade, Direitos Humanos e Cidadania, Colonialismo e Pós-Colonialismo. Foi Professor Convidado em Jerusalém e em Chicago. Tem-se dedicado à investigação de variadas áreas que integram o estudo de identidades e discriminações étnicas e raciais, crioulização, casamento entre pessoas do mesmo sexo, género e sexualidade. Do seu vasto currículo de publicações, destacamos artigos e capítulos de livros como “O corpo na teoria antropológica” (2004) e “Cronologia dos Movimentos LGBT em Portugal” (2017). Publicou ainda diversos livros, entre os quais The Hegemonic Male. Masculinities in a Portuguese Town (1996), Um Mar da Cor da Terra. “Raça”, Cultura e Política de Identidade (2000; publicado em inglês em 2004), e A Chave do Armário (2004).

Para além de exercer actividades académicas, é conhecido em Portugal pelo seu activismo ligado a questões LGBT+. Foi eleito deputado da Assembleia da República Portuguesa em 2009, tendo participado na votação que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Escreveu crónicas regulares para o jornal Público e mantém activo um blogue. Mais recentemente, tornou-se comentador político na RTP3 no programa “360º”, onde debate semanalmente temas da actualidade.

Sam Bourcier é Professor Associado na Universidade de Lille. Lecciona cadeiras como Estudos Culturais, Estudos de Género e Queer, Média, Minorias e Televisão. Foi Professor convidado na Universidade de Nova Iorque, nos EUA, e nas Universidades de Santa Catarina e de Salvador, no Brasil, entre outras. É um reconhecido activista LGBT+ e teórico Queer. Trabalha temas como o feminismo, transfeminismo, teorias de género e queer, sub-culturas sexuais, pós-pornografia e pós-colonialismo. É largamente responsável pela divulgação da Teoria Queer em França com a tradução de Monique Wittig, Teresa de Lauretis e Paul B. Preciado, com quem tem trabalhado. Escreveu a trilogia de referência Queer Zones: Queer Zones 1, Politique des identités sexuelles et des savoirs (2001), Queer Zones 2, Sexpolitiques, (2005) and Queer Zones 3, Identités, Cultures Politiques (2011). Recentemente, publicou Homo INC.OPORATED: Le Triangle et La Licorne qui pète (2017). Em 1996, fundou os seminários Zoo com um colectivo de teóricos e activistas que tinham como objectivo desenvolver os Estudos Gay, Lésbicos e Queer em França. Para além da sua actividade académica, participa com frequência noutros registos. Em 2005, recebeu financiamento do Centro Nacional de Cinematografia em França para realizar um documentário intitulado “Mutantes” sobre o feminismo pró-sexo norte-americano, de que também foi co-autor. Foi colunista e repórter da revista Bang Bang, uma revista sobre género, e foi co-apresentador do programa “Élevons le débat” no canal Pink TV.

 

> COMISSÃO
Comissão organizadora
Ana Luísa Amaral (Universidade do Porto, Portugal)
Alexandra Moreira da Silva (Université Sorbonne Nouvelle – Paris III, France)
Marinela Freitas (Universidade do Porto, Portugal)
Marta Correia (Universidade do Porto, Portugal)

Comissão Científica
Fernando Curopos (Université Paris-Sorbonne, France)
Maria Araújo da Silva (Université Paris-Sorbonne, France)
Chatarina Edfeldt (Dalarna University, Sweden)
Anna Klobucka (UMass, Dartmouth, USA)
Alda Lentina (Dalarna University, Sweden)
Paulo Pepe (Queen’s University, Belfast, UK)

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> PROGRAMA
Em breve.
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> CONFERENCISTAS
Em breve.

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Entrevista Prof. Dr. António M. Feijó | Vídeo

António M. Feijó é coordenador do Projecto Estranhar Pessoa. Abriu o Encontro de Estudos Pessoanos com o tema “O interesse de Pessoa para os heterónimos”. Neste vídeo aprofunda a forma como o estudo da obra Pessoana tem vindo a contribuir para um aprofundamento da interpretação crítica em torno dea heteronímia.

(Este é o sexto episódio de uma série com 8 que tem como objectivo trazer mais conhecimento sobre aquilo que tem sido discutido na área dos Estudos Pessoanos.)

Entrevista Dr.ª Clara Riso | Vídeo

Clara Riso, directora da Casa Fernando Pessoa, sediada em Lisboa, fala-nos sobre a importância dos protocolos de parceria entre a Casa e instituições, como é o caso do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.

Este é o penúltimo episódio de uma série com 8 que tem como objectivo trazer mais conhecimento sobre aquilo que tem sido discutido na área dos Estudos Pessoanos.

Entrevista com Prof. Doutor Caio Gagliardi | Vídeo

 

Caio Gagliardi, da Universidade de São Paulo é coordenador do Grupo de Estudos Pessoanos.
Durante o Encontro que teve lugar na FLUP, no passado mês de Fevereiro, abordou algumas questões e problemas em torno da crítica Pessoana.

(Este é o quarto episódio de uma série com 8 que tem como objectivo trazer mais conhecimento sobre aquilo que tem sido discutido na área dos Estudos Pessoanos.)