Chamada de artigos: Poesia e Colagem (eLyra #7)

(c) Rui Pires Cabral

Processo declaradamente moderno e sobretudo vanguardista na sua origem plástica, a colagem marcou de forma decisiva o andamento artístico das primeiras décadas do século XX, tendo tido expressões marcantes mas diferenciadas nas estéticas cubista, expressionista, dada e surrealista, entre outras. Promovendo uma rehierarquização dos materiais mediante a sua associação insólita, bem como um enaltecimento das diversas estratégias de apropriação, a colagem não só proporcionou uma reproblematização crítica das relações da arte com o mundo, como o fez ainda relativamente aos conceitos de autoria e autoridade, transgredindo em definitivo as fronteiras entre materiais, campos artísticos, géneros, discursos e práticas criativas. Neste sentido, a colagem converteu-se naturalmente num procedimento elementar e agenciador para a própria escrita poética, no seio da qual teve um impacto flagrante no plano da criação, mas também no da reflexão crítica. À entrada do século XXI, a colagem apresenta-se claramente como uma das manifestações mais emblemáticas e sistemáticas da complexa rede de vínculos intermediais que tem pautado a produção poética, conforme se tem tornado patente em várias exposições, publicações e equacionamentos teórico-críticos por parte de vários artistas e pensadores.

Neste sentido, o número 7 da revista eLyra, editado por Joana Matos Frias (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e Sofia de Sousa Silva (Universidade Federal do Rio de Janeiro), será dedicado ao tema POESIA e COLAGEM. Privilegiar-se-ão propostas que incidam sobre conceitos operatórios ou aspectos históricos/teórico-críticos, a par de propostas que trabalhem sobre obras poéticas em particular.

Os interessados em colaborar poderão enviar artigos até ao dia 15 de Março de 2016 para o endereço de email: elyra.poesiaecolagem@gmail.com

Mais informações disponíveis aqui.

Seminário Aberto: “A visibilidade da tradução literária, dizem as tradutoras”

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No próximo dia 7 de Janeiro, pelas 17h30, na sala G307 da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, terá lugar o seminário aberto subordinado ao título “A visibilidade da tradução literária, dizem as tradutoras: encontro com Ana Luísa Amaral, Ana Maria Chaves e Helena Topa“.

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Chamada de artigos: Colóquio Internacional Vergílio Ferreira – Escrever e Pensar ou O Apelo Invencível da Arte

Para Vergílio Ferreira, a “alegria breve” da vida, luz intensíssima e frágil face ao tempo cosmológico, é a grande razão do ser e da escrita, conforme explicitou em vários momentos reflexivos da sua obra: “Escrevo para tornar possível a realidade, os lugares, tempos, pessoas que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que só na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que é a primeira e a última que nos liga ao mundo.” Aqui nascem também as grandes raízes conceptuais do seu pensamento, fundado em torno de algumas obsessões permanentes, como a aparição, o equilíbrio interior, a Grande Ordem, ou o sentimento estético.

A obra de Vergílio Ferreira é uma das mais marcantes da literatura portuguesa do século XX. Os inúmeros artigos e estudos que a mesma tem originado comprovam a vitalidade de uma escrita e de um pensamento que continuam, no presente, a suscitar a interrogação sobre a condição e o destino humanos, bem como sobre a literatura e o mistério da Arte.

Foi para festejar a grandeza desta Obra que a Câmara Municipal de Gouveia elaborou um Programa Comemorativo do Centenário do Nascimento de Vergílio Ferreira (1916-2016), que decorrerá ao longo de todo o ano de 2016. Integrado nesse programa, o Município de Gouveia e o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) organizam, no sentido de prolongar aquela indagação, o Colóquio Internacional Vergílio Ferreira – Escrever e Pensar ou O Apelo Invencível da Arte, que se realizará a 18 e 19 de maio de 2016, no Porto, e a 20 e 21 de maio, em Gouveia. A organizaçao contará com a colaboraçao da Abraplip – Associaçao Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória e do Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia, ambos da FLUP.

O Programa do Colóquio privilegiará os seguintes eixos temáticos:

  • Da escuta a escrita: correlações intersubjectivas, interartísticas e intertextuais;
  • Fronteiras discursivas e inclusão textual: do romance-problema à conta-corrente dos dias;
  • Modos e modalidades da «arte de pensar»: Vergílio Ferreira, entre o Sagrado e a Filosofia, a Ética e a Estética, a Poesia e a Política;
  • «A alma do meu país teve o tamanho do mundo»: Portugal e a Europa no pensamento vergiliano;
  • O(s) espaço(s) na ficção de Vergílio Ferreira.

Línguas oficiais: Português, Espanhol, Francês e Inglês.

As propostas de comunicação, apresentadas nas línguas oficiais do Colóquio, deverão ser enviadas, até 25 de janeiro de 2016, para os endereços eletrónicos bibliotecamunicipal@cm-gouveia.pt e ilc@letras.up.pt e delas deverá constar título, linha temática em que se inscrevem, resumo com um máximo de 200 palavras e um breve CV com um máximo de 100 palavras.

Já confirmadas as presenças dos seguintes conferencistas: Alípio de Melo, Almeida Faria, Amadeu Lopes Sabino, Ana Paula Coutinho, Ana Turíbio, António Brás Teixeira, António Gordo, Carlos Reis, Cícero Cunha Bezerra, Eduardo Lourenço, Fernanda Irene Fonseca, Francisco José Viegas, Gabriel Magalhães, Helder Godinho, Hugo Monteiro, Isabel Cristina Rodrigues, Isabel Pires de Lima, Joana Matos Frias, João Moita, Jorge Costa Lopes, Jorge Valentim, José Gavilanes Laso, José Rodrigues de Paiva, Luci Ruas, Luís Mourão, Manuel Cândido Pimentel, Maria Celeste Natário, Otávio Rios, Perfecto Quadrado, Renato Epifânio, Rosa Maria Goulart e Yana Andreva.

Comissão Científica:
Alípio de Melo
António Saez Delgado
Carlos Reis
Fernanda Irene Fonseca
Gabriel Magalhães
Helder Godinho
Joana Matos Frias
Jorge Costa Lopes
Maria Celeste Natário
Maria João Reynaud
Otávio Rios

eLyra #6: Poesia e Aceleração

accel2Já se encontra em linha o sexto número da eLyra, a revista da Rede de Pesquisa Internacional LyraCompoetics subordinado ao tema Poesia e Aceleração.

O número, organizado por Ida Alves e Luis Maffei, inclui ensaios de Diana Junkes Martha, Marleide Anchieta de Lima, Julio Cattapan, Paulo Braz, Everton Barbosa Correia, Bruno Darcoleto Malavolta, Vitor Ferreira, Telma Scherzer, Adrienne Kátia Savazoni Morelato, Monica Simas, Danilo Bueno, João Batista Santiago Sobrinho e Joana Matos Frias, uma resenha de Kigenes Simas e um poema de Adalberto Müller.

A Literatura sob a Perspectiva do Sublime Feminista + Os Retornos e a Memória Colonial: um assunto (afinal) de Mulheres

No próximo dia 15 de Dezembro, terão lugar na sala G207 da Faculdade de Letras da Universidade do Porto as conferências “A Literatura sob a Perspectiva do Sublime Feminista” de Rosana Cássia Kamita (17h30) e “Os Retornos e a Memória Colonial: um assunto (afinal) de Mulheres” de Simone Pereira Schmidt (18h30), ambas docentes e investigadoras da Universidade Federal de Santa Catarina e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Brasil).