Colóquio Queering Luso-Afro-Brazilian Studies

Nos próximos dias 19 e 20 de Maio realizar-se-á o colóquio Queering Luso-Afro-Brazilian Studies, organizado em parceria com o ILC na Universidade de Dalarna, na Suécia.

PROGRAMA

DAY 1: Thursday May 19 (Lecture Room 1, main entrance hall)
9.30 – 10.00 Official Opening
Prof Marita Hilliges, Vice Chancellor, Dalarna University
Welcome from the organizing committee
Chatarina Edfeldt & Alda Lentina, Dalarna University

QUEER POLITICS
10.00 – 11.30 Chair: Chatarina Edfeldt (Dalarna University)
Dário Borim Jr. (University of Massachusetts Dartmouth)
From Brazil to Sweden to Brazil: Gender Trouble in Fernando Gabeira.
Anna M. Klobucka (University of Massachusetts Dartmouth)
Notes on Cosmopolitan Queer Politics of Portuguese Modernism.
Fernando Curopos (University of Paris Sorbonne – Paris IV)
Contra os queers, marchar, marchar!

11.30 – 11.45 Coffee break

QUEER BODIES IN MOTION
11.45 – 12.45 Chair: Katherina Dodou (Dalarna University)
Ana Martins (University of Exeter)
Walking under the rainbow: the body in transit in the work of Carolina Maria de Jesus and Conceição Evaristo
Paulo Pepe (University of Birmingham)
The Queer Variations of António Variações

12.45 – 14.00 Lunch break

QUEERING CULTURAL TRANSLATIONS
14.00 – 15.00 Chair: Marinela Freitas (University of Porto)
Nelson H. Vieira (Brown University) Asymmetrical Sexualities and Cultures: Opening Sexual and Ethnic
Boundaries in Contemporary Brazilian Literature
David Bailey (University of Cambridge)
The betrayals of Adolfo Caminha: Bom Crioulo and the creolization of Naturalism

15.00 – 15.30 Coffee break

QUEER REPRESENTATIONS IN LUSO-BRAZILIAN CINEMA AND LITERATURE
15.30 – 17.00 Chair: Fernando Curopos (University of Sorbonne – Paris IV)
Luís Sobreira (University of Charles de Gaulle – Lille 3)
Divergências e convergências em A outra margem, de Luís Filipe Rocha
Fabiano Grendene de Souza (Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul)
Castanha e Beira-Mar: diversidade sexual no cinema do Rio Grande do Sul
Leonardo A. do Carmo Silva (University of Paris Sorbonne – Paris III)
Construção e problematização da identidade lésbica na obra de Cassandra Rios – Norma, estereótipos e
performances

17.15 FILM (LECTURE ROOM 1 – NOT STREAMED)
NÓS DUAS DESCENDO A ESCADA /TWO GIRLS DESCENDING THE STAIRS BY FABIANO GRENDENE DE SOUZA
(BRAZIL, 108 MIN, ENGLISH SUBTITLES)

19.15 CONFERENCE BUFFET

DAY 2: Friday May 20 (Lecture Room 1, main entrance hall)

QUEERING THE LITERARY CANON
9.30 – 11.30 Chair: Anna M. Klobucka (University of Massachusetts Dartmouth)
Denise Saive (University of Antwerp, Belgium)
Empty Fathers and Failing Empires; the deconstruction of masculinity in “Os Lusíadas”.
António Fernando Cascais (Universidade Nova de Lisboa)
Each man kills the thing he loves”: Uma leitura queer de “O berloque vermelho”
Teresa-Cláudia Tavares (Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém)
Masculinidades no primeiro capítulo de Os Maias
Victor K. Mendes (University of Massachusetts Dartmouth)
A crítica da heteronormatividade na relação heterossexual em Fernando Pessoa.

11.30 – 11.45 Coffee break

POETICS OF LITERARY QUEERNESS I
11.45 – 12.45 Chair: Alda Lentina (Dalarna University)
Maria Araújo da Silva (University of Paris Sorbonne – Paris IV)
Celebração queer no ciclo ficcional de Dulce Maria Cardoso
Helena Topa Valentim (Universidade Nova de Lisboa)
A colocação entre e inter na obra poética de Mário de Sá Carneiro: elementos para uma hermenêutica
linguística.

12.45 – 14.00 Lunch break

POETICS OF LITERARY QUEERNESS II
14.00 – 15.30 Chair: Ana Martins (University of Exeter)
Marinela Freitas (University of Porto)
“Nem homem nem mulher”: A poética queerente de Ana Luísa Amaral
Helena Ferreira and Aline Ferreira (University of Aveiro)
Leitura de “Ara” à luz da teoria Queer
Inês Lima (University of Massachusetts Dartmouth)
Biting One’s Tail: Angélica Freitas Queers the Canon

ESC:ALA #8

Já se encontra em linha o oitavo número da ESC:ALA, a revista electrónica de estudos e práticas interartes. O oitavo número inclui colaborações de Afonso Cortez, Alexandre Marinho, Álvaro Seiça, Amândio Reis, Ana Cláudia Santos, Filipe Pinto, Gonçalo Robalo, Joana Linda, João Pedro da Costa, Leonardo Gandolfi, Luís Mendonça, Maria Inês Castro e Silva, Maria Sousa, Mathilde Ferreira Neves, nuno ventura barbosa, Pablo López, Rita Figueiredo, Susana Nascimento Duarte, Tânia S. Ferreira e Valupi que vão do ensaio ao vídeo, passando pela fotografia, a pintura, a prosa e a poesia.

A ESC:ALA é editada por João Pedro da Costa, Mathilde Ferreira Neves e Rita Novas Miranda, colaboradores do grupo de investigação Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.

Seminário Aberto “Sexologia, psicanálise e as políticas sexuais do modernismo português”

No dia 15 de Junho, pelas 17h30, o Professor Doutor Fernando Beleza (Univ. New Hampshire) estará na sala de reuniões 2 para o seminário aberto “Sexologia, psicanálise e as políticas sexuais do modernismo português”. A entrada é livre.

Estudos recentes têm mostrado de forma consistente a importância das relações entre literatura e ciência nas primeiras décadas do século XX europeu. Rejeitando a noção de que ciência e literatura são dois discursos necessariamente antagónicos e incompatíveis (forjada em grande medida na segunda metade do século XX), a crítica tem vindo a expor o modo como ambos os discursos se moldaram mutuamente durante as décadas modernistas. Em particular, a sexologia e a psicanálise—enquanto discursos diferenciados e em competição nos campos científico e cultural sobre sexualidade, subjectividade e identidade—ocuparam um lugar central neste processo de trocas constante entre ciência e literatura. Esta comunicação pretende trazer aspectos relevantes deste debate para o contexto do modernismo português, expondo a forma como a sexologia e a psicanálise tiveram um papel crucial na definição das políticas sexual, estética e cultural do modernismo (masculino) português. Mais concretamente, argumentarei que a célebre recusa por parte de Fernando Pessoa de certos elementos da psicanálise de Freud, nomeadamente da teleologia edipiana, reflecte, de modo paradigmático, uma defesa do modelo sexológico de Havelock Ellis e Edward Carpenter, que, por seu lado, terá servido como o principal discurso sobre sexualidade no modernismo português, definindo os contornos estéticos das suas políticas sexuais, desde A confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro (1913), até à “Carta da génese dos heterónimos” de Pessoa (1935). Finalmente, para além das marcas no plano estético, a hegemonia do modelo sexológico de identidade no modernismo português permite ainda estabelecer relações significativas com outros modernismos europeus que, tal como ele, também partilharam posições homófilas no contexto das suas políticas sexuais, estéticas e culturais.

cartaz_ Fernando Beleza

Colóquio Carmina 2 – Poesia e outras artes

De 16 a 18 de Junho, na Fundação Cupertino de Miranda (VN Famalicão), decorrerá o colóquio Carmina 2 – Poesia e outras artes, coordenado por Rosa Maria Martelo. Mais informações aqui.

    Falaremos de passagens, de poesia e de outras artes. Reunindo poetas, artistas plásticos, criadores audiovisuais, críticos e ensaistas, procuraremos responder a questões como estas: – Quando a poesia se apresenta como uma arte da imagem, a que tipo de imagens faz apelo? E como? – Que passagens ligam as imagens da poesia às imagens das artes plásticas e do cinema?

Já saiu o nº 15 da Coleção Estudos de Literatura Comparada

Acaba de sair o número 15 da coleção Estudos de Literatura Comparada – Annemarie Schwarzenbach e a Literatura de Viagens na Europa dos anos 30 – de Gonçalo Vilas-Boas e Maria de Fátima Outeirinho.

    Os anos 30 do século XX foram um período extremamente conturbado na história europeia. Sofre-se em pleno o choque da queda da bolsa de Wall Street e a enorme crise económica que provocou e facilitou a subida ao poder de Adolf Hitler que, com apoio de outros, levou a cabo uma das mais sangrentas décadas da história. Mas, ao mesmo tempo, foi uma época rica na literatura, e, especialmente, na literatura de viagens. Muitos e muitas quiseram abandonar a Europa, com a curiosidade de conhecer outros povos, outras realidades e fugir, ainda que só por momentos, da barbárie alemã, que se vai estender aos países vizinhos. Viajam, sobretudo antes do início da guerra, para o Médio Oriente, para as Américas, para África, mas também dentro da própria Europa.

    O período em que emerge a escrita de Annemarie Schwarzenbach foi uma década frutífera na literatura de viagens na Europa, nomeadamente no âmbito de uma escrita protagonizada por mulheres, na sequência das práticas dos anos 20 e da procura de outros espaços, outros horizontes, outras respostas aos dilemas trazidos pela 1.ª Grande Guerra. Muitos procuraram então, aliado ao espírito de aventura, encontrar novas perspetivas identitárias.