Apresentação do livro “Exiliance au Féminin dans le Monde Lusophone”

Apresentacao-Livro-Fondation-Calouste-Gulbenkian

No próximo dia 3 de Maio, quinta-feira, pelas 18h terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian em Paris a apresentação do livro “Exiliance au Féminin dans le Monde Lusophone”, pelo Prof. Doutor Alexis Nouss e conta com a presença da Prof.ª Doutora Ana Paula Coutinho e Prof.ª Doutora Maria Araújo da Silva.

Baseado no conceito de exiliência, traduzido de um neologismo proposto por Alexis Nouss (2015) para designar “o núcleo existencial comum a todas as experiências de sujeitos migrantes” e, numa perspectiva interdisciplinar, o livro “Exiliance Au Féminin Dans Le Monde Lusophone” explora a riqueza, a diversidade e os desafios das experiências exílicas femininas no mundo lusófono dos séculos XX e XXI, cujos traços são transmitidos eloquentemente pela criação (literatura, música, cinema e artes visuais).

Este livro é fruto do trabalho coletivo da conferência realizada em Paris com a Universidade de Sorbonne, a Universidade do Porto, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (ILCML) e a Fundação Calouste Gulbenkian, em outubro de 2016.

Os textos dos membros do ILCML presentes no livro são:

  • Deslocações, heterotopias e exiliências na obra de Lídia Jorge – Maria Graciete Besse
  • O silêncio e a palavra – as vozes femininas no romance de Lídia Jorge – Conceição Brandão
  • Ttudo termina em clichés”? – representações de mulheres migrantes nas narrativas de Lídia Jorge – Ana Margarida Fonseca 
  • “Entre a Batalha e a Bastilha”: exílios e avessos na poesia de Luiza Neto Jorge – Marinela Freitas 
  • Quando a experiência exílica se declina de forma mediada e mitigada, reflexões a partir de Domadora de camaleões, de Helena Ferro de Gouveia – Fátima Outeirinho 
  • Paris não tem centro: da poesia como engano geográfico (uma leitura de Marília Garcia) – Joana Matos Frias 
  • A condição do exílio: Maria Gabriela Llanson no Brabante – Pedro Eiras 
  • Post-exil au féminin: incorporation des héritages et des métamorphoses – Ana Paula Coutinho
  • Ancoragens temporárias, hospitalidades e utopias trágicas: para um outro modelo de linguagem – Graça Capinha 
  • Paula Rego: exílio, prátia , corpo feminino – Isabel Pires de Lima

 

Seminário Aberto: O Policial na Literatura Sueca

No próximo dia 19 de abril, quinta-feira, pelas 13h30, na sala 208, o Prof. Gonçalo Vilas-Voas dará o seminário aberto sobre o “Policial na Literatura Sueca”.

O policial sueco integra-se no chamado ‘policial nórdico’, que tem tido grande sucesso no volume de vendas mundiais e no número de adaptações em séries televisas e cinematográficas.
Há um aspeto importante no policial sueco: a importância dada ao espaço, urbano ou campestre, e ao tempo, fatores importantes para o decorrer da ação.
Já no século XXI, o grande fenómeno foi a trilogia Millenium, de Stieg Larsson (continuada depois da morte de Larsson por David Lagercrantz), à volta de grandes temas de corrupção e de política duvidosa, com a participação de uma hacker Lisbeth Salander, abrindo o género a muitas relações intertextuais e a um novo hibridismo. Apesar de a base continuar a ser predominantemente o ‘police procedural’, o género foi-se abrindo a outras vertentes e novas temáticas, acompanhando o desenvolvimento do país, não abandonando o modelo original, mas abrindo-o, mantendo-a como uma janela viva e dinâmica sobre a sociedade sueca e os problemas universais, como o tráfego de menores, a imigração, o nacionalismo, as máfias internacionais, a droga, os abusos contra as mulheres e as crianças, o racismo, a corrupção e, mais recentemente, os movimentos da extrema direita e os crimes na alta finança, temas universais que os torna atractivos para os leitores de todo o mundo, apesar de situados geograficamente no espaço sueco. Entre eles destacam-se Lars Kepler, Anders de la Motte, Mons Kallentoft, Caroline Eriksson, Carina Bergfeldt, Sofie Sarenbrant, Malin Persson Giolito, Jens Lapidus, autores de obras que colocam a nu a violência presente na Suécia actual, a par de mostrar a vida do dia-a-dia das personagens.

 

 

Ana Luísa Amaral, autora do mês na Livraria Lello

Integrada na iniciativa da Livraria Lello de dedicar cada mês a um autor, Abril será consagrado a Ana Luísa Amaral, autora nascida em Lisboa, em 1956, professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e membro da Direcção do Instituto de Literatura Comparada.
A autora deu uma entrevista à livraria que pode ser lida aqui: http://portoby.livrarialello.pt/porto-by-ana-luisa-amaral/
Podem conhecer no cartaz as iniciativas levadas a cabo durante o presente mês.

 

Exposição Literatura Sueca

“A literatura sueca traduzida em Portugal abrange autores sobretudo a partir dos finais do século XIX.”
É este o mote de lançamento para a exposição sobre Literatura Sueca em Portugal que terá lugar no Piso 0 da Biblioteca Central da FLUP de 3 a 30 de Abril. Salienta-se a importância da literatura policial sueca. Hennnig Mankell, Sofie Sarenbrant, Liza Marklund e Stieg Larsson são alguns dos autores que se podem encontrar nesta exposição.

“O Cinema e as Outras Artes” | Ciclo de Cinema

De 4 de Abril a 30 de Maio irá decorrer no Teatro Campo Alegre o ciclo de cinema intitulado “O Cinema e as outras Artes”.

Consulte a programação aqui:
Ciclo de Cinema