Seminários sobre Poesia Brasileira Contemporânea: Alguns Aspectos Metapoéticos

Seminários sobre Poesia Brasileira Contemporânea orientados pela Prof.ª Fabiane Borsato (UNESP/FAPESP) na FLUP, nos dias:

I – 15 de fevereiro, às 15h30, na Sala do DEPER
II – 22 de fevereiro, às 15h30, na Sala do DEPER

Entrada livre.

 

O Teatro e a Cidade. Teatro no Porto 1850-1950.

O Arquivo Municipal do Porto organizou a exposição O TEATRO E A CIDADE. TEATRO NO PORTO 1850-1950, patente até 27 de Março de 2017 na Casa do Infante, na Rua da Alfândega, 10. Apresenta-se um percurso possível, não exaustivo, pela atividade teatral na cidade do Porto entre 1850 e 1950, numa perspetiva essencialmente histórica, à volta de materiais do Arquivo, mas também de outras instituições do Porto e de Lisboa. A exposição organiza-se à volta de três núcleos: os espaços, os atores e os autores. O Instituto de Literatura Comparada associou-se a esta iniciativa, organizando um ciclo de conferências sob a designação de À VOLTA DO TEATRO, com duas conferências no dia 16 de Fevereiro sobre Camilo Castelo Branco e Ramada Curto, a cargo de Tânia Moreira e Joana Miguel, e outras duas no dia 27, sobre Raúl Brandão e António Patrício, com Maria João Reynaud e Pedro Eiras.

O teatro era a grande forma de diversão dos portuenses, daí o número significativo de salas existentes, desde o Teatro da Guarda ao Coliseu, passando pelo Teatro S. João, o Teatro Baquet, o Teatro da Trindade, o Teatro Sá da Bandeira, o Rivoli e muitos outros que entretanto fecharam as suas portas. Estes espaços no Porto eram geralmente polivalentes, apresentando programas de teatro declamado ou lírico, teatro de revista, vaudevilles, mágicas e zarzuelas. Grande parte destas salas situavam-se entre a Batalha, a Rua de Santo António, a Rua Sá da Bandeira e a Rua Passos Manuel. A atividade teatral passava também por salões de Associações e casas particulares. Este papel de centro de diversão passou depois, já bem no século XX, para o cinema, partilhando muitas vezes os mesmos espaços.

O teatro declamado alternava entre os principais escritores portugueses, dos clássicos aos contemporâneos, como Camilo Castelo Branco, André Brun, Amílcar Ramada Curto, Júlio Dantas, Eduardo Schwalbach, Virgínia Vitorino, Gervásio Lobato, António Sá de Albergaria, D.João da Câmara, Carlos Selvagem, só para referir alguns,e autores estrangeiros, como Shakespeare, Molière, Geotges Feydeau, Linares Rivas, Alexandre Dumas (Filho), Henrik Ibsen, Oscar Wilde, entre muitos outros. As traduções eram frequentemente adaptações.

Relativamente ao teatro lírico, o Porto foi visitado sobretudo por companhias estrangeiras, com um reportório na língua original, que apresentaram óperas e operetas de autores tão variados como Gioacchino Rossini, Giuseppe Verdi, Georges Bizet, Richard Wagner, Georges Bizet, Giacomo Meyerbeer, Gaetano Donizetti, Vincenzo Bellini, Giacomo Puccini, entre muitos outros. Nos programas figuravam também compositores portugueses como Francisco de Sá Noronha, Ciríaco Cardoso e Alfredo Keil.

A revista foi um dos géneros mais populares desde os finais do século XIX. Caracterizava-se por uma série de ‘números’ independentes, com pequenas críticas aos costumes da aristocracia e da burguesia em plena ascensão, mas sempre com o cuidado de não ferir o seu próprio público. Dos autores de revistas e operetas destacaram-se Arnaldo Leite, Luís Antero de Carvalho Barbosa e Heitor Campos Monteiro que formaram a Parceria do Porto, responsáveis por mais de 50 títulos de especialmente espetáculos de revista. Importante foi também a Parceria de Lisboa à volta de Ernesto Rodrigues, João Bastos e Félix Bermudes.

Desde a Grécia Antiga, o teatro sempre foi um modo de olhar e questionar a sociedade, continuando a desempenhar essa missão até hoje nos diferentes palcos da cidade.

Seminário Aberto “In Praise of Exile”

Conferência do Prof. Costica Bradatan (Texas Tech University / Univ. of Queensland) na FLUP, no dia 20 de fevereiro, às 14h00, na Sala de Reuniões.

Entrada livre.

Abstract: My contribution is in three parts. First, I will sketch a phenomenology of uprooting and exile. Uprooting is a devastating event because you have to separate yourself overnight from something that, for as long as you can remember, has been an important part of your identity. Yet, philosophically there is something “redeeming” about it: when your “old world” has vanished you are suddenly given the chance to experience another. Indeed, what you eventually get is not just a “new world,” but the insight that the world is something you can dismantle and piece together again. In the second part, I will look at the process of re-making of the self that accompanies exile through the lens of a specific experience: the change of language. When she starts writing in the new language the world is born anew to the writer. Yet the most spectacular rebirth is her own. In the final part, I will explore the link between exile and marginality: the exiled artist, writer or philosopher is in privileged position to subvert the mainstream, challenge the canon, and thus produce novelty.

Costica Bradatan is Associate Professor of Humanities in the Honors College at Texas Tech University and an Honorary Research Associate Professor of Philosophy at the University of Queensland, Australia. He has also held faculty appointments at Cornell University, University of Notre Dame, and University of Wisconsin-Madison, as well as at several universities in Europe and Asia. He is the author/editor/co-editor of ten books, most recently Dying for Ideas. The dangerous Lives of the Philosophers(Bloomsbury, 2015). He is currently writing a new book, In Praise of Failure, expected to come out with Harvard University Press in 2019. Bradatan has also written for The New York Times, Washington Post, The Globe & Mail, The New Statesman, Dissent,and Times Literary Supplement, among other places. His work has been translated into a number of languages, including German, Dutch, Chinese, Vietnamese, and Farsi.

Seminários do Fim do Mundo | Série V

No dia 16 de março (quatro dias antes do equinócio da primavera), às 18h, na sala de reuniões (piso 2), decorrerá mais um seminário do fim do mundo, com a presença de Fátima Outeirinho, Sofia Araújo e Jorge Lopes. A entrada é livre.