Actividades organizadas pelo ILC em 2015

NOTA: Para ter acesso à informação relativa às publicações de 2015, consultar as secções dedicadas às revistas (Cadernos de Literatura Comparada, eLyra e ESC:ALA), colecções (Estudos de Literatura Comparada, Pulsar, Cassiopeia e Libretos) e outros volumes (co-)editados pelo ILC.

 

Colóquios Nacionais e Internacionais

Annemarie Schwarzenbach e a Literatura de Viagens na Europa dos anos 30

Tipo: Jornada Internacional
Datas: 20 de março de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Annemarie Schwarzenbach foi uma escritora, jornalista, fotógrafa, viajante suíça. As obras incluem mais de 300 artigos, uma vintena deles sobre Portugal em 1941 e 42. O interesse dentro da literatura de viagens europeia é evidente, desde logo pelo número de edições e traduções das obras da autora – quer das obras ficcionais, quer dos relatos de viagem –, como ainda pelas questões de investigação que suscita em torno de formas de representação do outro, a envolver texto e imagem, no campo das relações interculturais ou também no que toca a uma poética do género viático.
Os anos 30, período em que emerge a escrita de Annemarie Schwarzenbach, foram uma década frutífera na literatura de viagens na Europa, nomeadamente no âmbito de uma escrita por mulheres, na continuação das práticas dos anos 20 e na procura de outros espaços, outros horizontes, outras respostas aos dilemas postos depois da 1ª Grande Guerra. Muitos procuraram então, aliado ao espírito de aventura, encontrar-se, ter novas perspetivas identitárias.
Nesta jornada, o Instituto de Literatura Comparada convida alguns especialistas a analisar a obra da viajante suíça no enquadramento das literaturas europeias dedicadas às viagens sobretudo as intercontinentais. Os contextos dos diferentes viajantes serão estudados nos respetivos textos. Desse modo será possível ver a obra da autora suíça no contexto mais global da literatura europeia e, em particular, da literatura de viagens, apontando para uma reflexão em torno de três grandes eixos de reflexão: a obra de Annemarie Schwarzenbach, a presença de escritores-viajantes estrangeiros no Portugal dos anos 30, a literatura de viagens na Europa dos anos 30.
Esta Jornada será acompanhada por uma exposição fotográfica cujo registo já esteve exposto no Centro Cultural de Belém, em 2010 de uma forma mais alargada. A exposição terá lugar na FLUP e num outro espaço externo – seria muito importante que a Reitoria pudesse acolher a exposição durante o período da Jornada.

Organização
Gonçalo Vilas-Boas
Maria de Fátima Outeirinho

 

Géographie, Langue et Textes Littéraires: Écrire le lieu, fictionnaliser l’espace


Tipo: Vème Colloque Luso-Hispano-Français
Datas: 23-24 de abril de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Depuis le XIXème, et plus précisément des ouvrages de Jules Verne, une certaine osmose entre l’approche géographique et la mise en fiction narrative s’est consolidée et a fait œuvre en littérature. Un souci théorique et thématique « géocritique » s’est fait jour au XXème siècle qui se penche sur des interrogations nouvelles autour des représentations linguistico-littéraires du lieu, et des approches géographiques du fait littéraire aux intersections disciplinaires fécondes.
En effet, la critique littéraire du XXIème siècle hérite de, et renforce une lecture et un descriptif spatial du récit, d’autant plus que l’enracinement purement « national » du phénomène scriptural devient problématique à l’heure de la mondialisation, de l’hybridation des repères et des identités narratives.
Plus que jamais, géographie, langue et littérature ont partie liée dans la perception du lieu ; d’un lieu en tant que constructo, espace façonné, habité, investi symboliquement par l’Homme. Dans cette approche, plusieurs perspectives critiques et lignes de recherche sont venues enrichir et complexifier, voire systématiser, les textes au carrefour du littéraire, du scientifique et du géographique, à savoir la géocritique, l’imagologie, l’écocritique, la littérature de voyage ou les études exiliques, entre autres.

Comissão Organizadora
José Domingues de Almeida
Maria de Fátima Outeirinho

 

Aviateurs-Écrivains | Écrivains-Aviateurs: témoins et écrivains de l’histoire

Tipo: Colloque international
Data: 10-11 de setembro de 2015
Local: Biblioteca Municipal de Vila do Porto, Santa Maria – Açores
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, Universidade dos Açores, APEF

L’aviation a joué un rôle majeur dans l’Histoire du XXe siècle, de la conquête de l’air, lors des vols pionniers des frères Wright, aux débuts de l’aviation civile, en passant par les moments marquants des deux guerres mondiales, où l’avion devient instrument de guerre.
Soudain, non seulement il devient possible de survoler le monde, de l’observer d’en-haut, de changer de perspective, mais aussi de se rendre rapidement ailleurs, introduisant par là dans l’espace européen une double conséquence de mobilité et d’interaction/intégration dont les témoignages méritent d’être creusés.
L’aviation – fait éminemment transatlantique dès le départ, puisque aux apports technologiques et aux implications sociales et représentations littéraires tant nord-américains qu’européens -, change dès lors radicalement aussi bien la perception de l’espace-temps, – source d’un nouvel imaginaire et d’une féconde inspiration fictionnelle -, que l’approche mobile transatlantique et intra-européenne.
Maints ont été les auteurs qui ont pris la navigation aérienne pour sujet. Moins nombreux sont ceux qui ont été simultanément aviateurs et écrivains. Outre l’incontournable Antoine de Saint-Exupéry, – pour qui « voler ou écrire, c’est un tout » -, en France, Joseph Kessel, Jules Roy (peu connus du grand public, ayant reçu pourtant le Grand Prix de l’Académie Française), mais aussi Romain Gary et André Malraux, combinent ces deux qualités. Ailleurs, on soulignera le rôle et l’apport des Américains Amélia Earhart et Richard Bach, et des Britanniques Roald Dahl, William Ash et Nevil Shute.
À côté de ces auteurs, plus ou moins connus et reconnus, des professionnels de l’air sans ambition littéraire qui ont fini par laisser leur témoignage historique par écrit, n’ayant souvent publié qu’un ou deux livres, ont aussi une place assurée dans ce corpus. C’est le cas des pionnières françaises Valérie André, Jacqueline Auriol et Élisabeth Boselli, mais aussi des aviateurs André Turcat et Henri Fabre. Pionniers de l’aviation, pilotes d’essai, pilotes de guerre, ils ont en commun d’avoir consacré leur vie à l’aviation et voulu en laisser un témoignage pour les générations futures. Leurs textes – ceux des écrivains-aviateurs tout comme ceux des aviateurs-écrivains –, relèvent d’une passion pour l’aviation, que Jules Roy décrit à merveille : « Mais notre amour à nous, c’est l’aviation. Nous quitterons tout. L’avion remplacera pour nous tout autre amour. Malheur à celui qui n’a pas compris cela ».
Qu’ils soient donc écrivains-aviateurs ou aviateurs de métier devenus écrivains occasionnels, ils nous ont légué un patrimoine inestimable – en prise directe avec l’actualité, souvent entre témoignage historique et fiction – et dont les enjeux sont encore à étudier. L’Université des Açores, l’Institut de Littérature Comparée Margarida Losa, la LPAZ et l’APEF invitent les chercheurs que cette thématique intéresse à se rendre sur l’île de Santa Maria, aux Açores – endroit emblématique pour son rôle essentiel dans l’Histoire de l’aviation transatlantique et pour son emplacement géographique privilégié – en vue d’une réflexion sur cette littérature inspirée par l’aéronautique, autour des axes suivants :

Écrivain-aviateur, témoin et écrivain de l’Histoire ; Contributions aux représentations de l’espace et du voyage; Valeur documentaire vs valeur esthétique de la littérature sur l’aviation; Figure de l’aviateur-écrivain et de l’écrivain-aviateur ; Enjeux fiction et réel; Apports pour l’histoire de l’aviation; Apports pour (re)penser l’Europe et les relations/ communautés transatlantiques.

Organização
Álvaro Nunes
António Sousa Monteiro
Dominique Faria
José Domingues de Almeida
Maria de Fátima Outeirinho

 

Fidelino Figueiredo: Filosofia e Literatura

Tipo: Colóquio Internacional
Data: 12-15 de outubro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Instituto Camões, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, Instituto de Filosofia da Univ. Porto

Fidelino de Figueiredo (1888-1967) é uma figura exemplar para os estudos que cruzam a Filosofia com a Literatura. Tendo-se afastado do ambiente intelectual português por razões políticas, nunca fez do desterro um refúgio. Antes o aproveitou para alargar os horizontes do seu pensamento. O ensino − em países tão distintos como a Espanha, o Brasil ou os Estados Unidos – libertou-o das amarras do nacionalismo ideológico, tornando-o cada vez mais sensível ao que Goethe chamou um dia a “Literatura do Mundo”, um conceito que só se entende (em 1827 como hoje) se acreditarmos numa filosofia que possa transcender as identidades individuais ou nacionais. Para compreender a sua obra, temos pois de exercitar em nós um espírito comparatista que, no dizer de Cláudio Guillén, exclui os extremos e
aprecia a deslocação. A visão que o século XX sobre ele desenvolveu nem sempre valorizou a sua arte ponderada, feita de angústias e dúvidas, de perguntas mais do que de respostas. Os que dividiram a sua obra em duas partes, a de cunho literário e a de crítica filosófica, não entenderam que ele as não dividia: eram partes alternadamente visíveis da mesma moeda. Os que o classificaram pelo seu pendor conservador, dizendo-o “setecentista” ou “oitocentista”, acreditavam num modelo amoral para as Humanidades, impedindo-as de qualquer dimensão espiritual para as afirmarem como modernas.

Organização
Celeste Natário
Maria Luísa Malato

 

Ofício Múltiplo: Poetas em Outras Artes

Tipo: Colóquio Internacional
Data: 22, 23 e 24 de outubro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

É cada vez mais frequente os poetas associarem a criação verbal e o recurso a outras linguagens artísticas, quer em formas híbridas ou compósitas, quer recorrendo alternadamente à palavra escrita, às artes plásticas, à música, a diferentes meios audiovisuais, digitais e performativos. Se este trânsito se tornou mais comum na criação contemporânea, que explora o impacto das relações de intermedialidade e transmedialidade, já ao longo do século XX muitos autores se dividiam por um ofício múltiplo, ora votados à poesia escrita, ora trabalhando a imagem visual, ou a imagem em movimento, ou outros processos criativos. E todavia, a assimilação teórica e crítica da obra desses autores como um todo tem-se revelado lenta, sendo mais comum tratar-se apenas um dos seus campos criativos, ou, na melhor das hipóteses, considerar-se os vários domínios de criação, mas separando-os em função de abordagens críticas sem qualquer diálogo entre si. Acresce que as dificuldades em tratar criticamente este tipo de obras fez com que algumas permanecessem injustamente esquecidas ou pouco estudadas.
São estes autores – plurais e diversificados nas linguagens artísticas a que recorrem – que pretendemos estudar sob a ideia de um ofício múltiplo. Poderão estes criadores facultar-nos uma nova perspetiva dos diálogos entre a poesia e as outras artes nos séculos XX e XXI? Constituirão um cânone específico? Levantam questões novas no plano da teoria e da crítica? Levam-nos a repensar a ideia de poesia e o lugar da poesia na relação com as outras artes? Permitem-nos entender de que modo as correlações entre as artes foram sendo equacionadas e avaliadas? Eis as questões que orientaram os trabalhos do colóquio.

Organização
Joana Matos Frias
Pedro Eiras
Rosa Maria Martelo
Mathilde Ferreira Neves

 

Viagens e Outros Labirintos. Homenagem a Gonçalo Vilas-Boas

Tipo: Colóquio Internacional
Data:3-5 de dezembro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória”

De 3 a 5 de dezembro de 2015 realizou-se na Faculdade de Letras da Universidade do Porto o colóquio “Viagens e Outros Labirintos. Homenagem a Gonçalo Vilas-Boas”, co-organizado pelo ILC – Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, pelo DEG – Departamento de Estudos Germanísticos e pelo CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória». A comissão organizadora foi formada por docentes da FLUP membros dos Institutos e do Departamento promotores da homenagem: Ana Paula Coutinho, John Greenfield, Maria de Fátima Outeirinho, Rosa Maria Martelo e Teresa Martins de Oliveira.
Pretendeu-se reunir no Colóquio um amplo grupo de Estudiosos Colegas e Amigos do Professor e Investigador Gonçalo Vilas-Boas, não só de Portugal mas também dos muitos outros países com quem estabeleceu laços próximos de amizade e de colaboração científica, numa reflexão que promovesse um debate alargado e pluriperspetívico sobre as principais áreas dos vastos campos de interesse e de investigação que privilegiou ao longo da sua carreira. Foram, assim, destacadas as seguintes áreas de estudo: literatura de expressão alemã, literatura comparada, literatura policial, literatura de viagens e estudo de mitos. Nelas se enquadraram as 33 comunicações apresentadas nas quatro diferentes línguas propostas: português, alemão, inglês e francês, ao longo de dois dias e meio.
O Colóquio contou com a participação de muitos docentes e investigadores da FLUP, bem como de oradores provenientes não só de diferentes universidades e institutos superiores de Portugal (Universidades de Coimbra, Porto, Aveiro, Minho, Nova de Lisboa, Católica de Lisboa, Institutos Politécnicos do Porto e de Leiria) mas também de seis universidades estrangeiras, nomeadamente, da Alemanha, Eslováquia, França, Grã-Bretanha, Noruega e Polónia.
As sessões contaram com grande afluência, salientando-se a presença de docentes da FLUP das mais diferentes áreas, bem como de outras universidades portuguesas e ainda de estudantes dos três ciclos de estudos e muitos antigos alunos do Homenageado. De destacar também a presença em algumas das sessões de Autoridades Académicas, Diplomáticas e Consulares e ainda de representantes de instituições com as quais o Professor Vilas-Boas manteve uma colaboração privilegiada.
As muitas comunicações e as discussões que se lhes seguiram puderam não só lembrar a vasta obra cientifica que Gonçalo Vilas-Boas construiu e que o tornou uma referência da Germanística, não só em Portugal como também no estrangeiro, tanto nos países de língua alemã como em muitos outros países europeus, como, principalmente, dar continuidade e discutir muitos dos seus temas de eleição, num diálogo aberto e muito plural. No primeiro dia do Congresso foi inaugurada na Biblioteca da FLUP uma exposição dedicada ao docente e investigador Gonçalo Vilas-Boas, que reuniu grande parte das suas obras e ainda documentação vária relativa à sua actividade lectiva, científica e de divulgador. A exposição, que ficou patente até janeiro de 2016, contou também com numerosas visitantes.

Organização
Ana Paula Coutinho
John Greenfield
Maria de Fátima Outeirinho
Maria Teresa Oliveira
Rosa Maria Martelo

 

Seminários Abertos

Objectos Ofuscantes: Mutações do Livro de Poesia no Séc. XXI

Conferencista: Gustavo Rubim
Data: 12 de março de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação “Interartes”, da Unidade, bem como no Seminário Poéticas Comparadas do Mestrado em Estudos Literários Culturais e Interartes.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série III

Conferencistas: Rosa Maria Martelo, Lígia Bernardino e Luca Argel
Data: 19 de março de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2015.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série III

Conferencistas: Isabel Cristina Rodrigues, Paulo Alexandre Pereira, Raquel Sousa
Data: 18 de junho de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2015.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série III

Conferencistas: Margarida Gil dos Reis, Matilde Vieira, Vitor Ferreira
Data: 24 de setembro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2015.

 

À volta do Báltico: o Báltico na Cartografia Setecentista

Conferencista: João Garcia (FLUP)
Data: 12 de Outubro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades no âmbito do Programa Estratégico.

 

Historical Memory and Visual Media: Poland and Russian in Contemporary Cinema

Conferencista: Katarzyna Pisarska (Univ. Lublin)
Data: 13 de Outubro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades no âmbito do Programa Estratégico.

 

As línguas à volta do Báltico

Conferencista: João Veloso (FLUP)
Data: 21 de outubro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades no âmbito do Programa Estratégico.

 

A glimpse into a Baltic country: Lithuania

Conferencista: Saule Caplikaite
Data: 26 de outubro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades no âmbito do Programa Estratégico.

 

El Policíaco Sueco (das origens à saga Millenium de Stieg Larsson e a sua continuação

Conferencista: Martin Lexel
Data: 23 de outubro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades no âmbito do Programa Estratégico.

 

Conferências: “A Literatura sob a Perspectiva do Sublime Feminista” e “Os Retornos e a Memória Colonial: Um Assunto (Afinal) de Mulheres

Conferencistas: Rosana Cássia Kamita (UFSC/CNPq) e Simone Pereira Schmidt (UFSC/CNPq)
Data: 15 de dezembro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se nos grupos de investigação Inter/Transculturalidades e InterSexualidades no âmbito do Programa Estratégico.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série III

Conferencistas: Zulmira Santos, Pedro Sobrado, Tiago Sousa Garcia
Data: 17 de dezembro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2015.

 

Filmes, Documentários e Exposições

Documentário “Abril Duras no Porto”

Realização: Joana Rodrigues
Data: 17 de abril de 2015
Local: Casa das Artes
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

No dia 17 de Abril, pelas 18h, na Casa das Artes (Rua António Cardoso/Rua Ruben A – Porto), foi pela primeira vez projetado o documentário “Abril Duras no Porto” (48’), com realização e montagem de Joana Rodrigues e som de João Rodrigues.
Foi também feita apresentação de duas publicações:
Marguerite Duras: palavras e imagens da insistência/mots et images de l’insistance, Instituto de Literatura Comparada, Coleção Libretos, 2015, com artigos de Jean Cléder, Arnaud Rykner, David Pinho Barros, Elisabete Marques, Adília Carvalho, Rita Novas Miranda, Mathilde Ferreira Neves, Patrícia Lino, Ana Paula Coutinho, Maria de Fátima Outeirinho,Eduarda Keating e Marie-Manuelle Silva; testemunhos (teatro) de Carlos Pimenta, Nuno Carinhas, Rosa Quiroga, Luís Mestre e de (cinema), Regina Guimarães, além de colaborações artísticas.
Duras belas Dizem/Duras exquise. Instituto de Literatura Comparada, 2015, com gravuras de Adriana Romero, Bárbara C. Branco, Carolina Grilo Santos, Catarina Real, Joana Gomes, Joana Patrão, Margarida Ramos, e textos de Graciela Machado, Ana Paula Coutinho e Joana Matos Frias.
Completar-se-á assim o ciclo «100 anos com Marguerite Duras», desencadeado pelo Projeto “Abril Duras no Porto”- uma iniciativa do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa -, que envolveu vários agentes e organismos culturais desta cidade, nomeadamente: Alliance Française do Porto, Cineclube do Porto, Culturprint, Direção Regional da Cultura do Norte, Espaço Mira, Faculdade Letras do Porto, Institut Français du Portugal, Reitoria da Universidade do Porto, Mala Voadora, Medeia Filmes, e Teatro Nacional São João.
Esta atividade enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades.

 

Exposição “Luz Acesa nos Bastidores”

Ilustrador: Luis Manuel Gaspar
Data: 24 de outubro a 24 de novembro de 2015
Local: Palacete Viscondes de Balsemão
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Esta atividade enquadra-se no grupo de investigação Intermedialidades.

 

Exposição bibliográfica e documental na Biblioteca Central da FLUP

Organização: Gonçalo Vilas-Boas
Data: 1 de outubro a 5 de novembro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Esta atividade enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades.

 

Projeção do filme: Tränstromer lê o seu poema “Baltic” Östersjöar

Realização: Eva & James Wine
Data: 11 de novembro de 2015
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Esta atividade enquadra-se no grupo de investigação Inter/Transculturalidades.

Jornada de Estudos “Le Tiers Inclus à l’Âge des Migrations”

Cette Journée d’Études entend procurer un espace et un rendez-vous de réflexion en français sur les apports, le rôle et le témoignage de la figure de l’écrivain frontalier sur la question – on ne peut plus actuelle – de l’inclusion-exclusion sociale, culturelle et identitaire, dans le contexte plus vaste des mouvements migratoires et transfrontaliers qui ont l’Europe pour point de départ, destination/installation, ou lieu de passage / transit.

Dans ce sens, l’Organisation de cette Journée restreindra fortement l’éventail des approches possibles à trois axes centraux, décisifs et exclusifs pour le débat que nous voulons tenir, voire poursuivre. À savoir:

1. L’étude d’écrivains dont les poétiques se trouvent très explicitement ciblées plus haut, dans le préambule. Pour l’exemple, nous avancerons des noms tels que Fouad Laroui, Alty Manço, Malika Madi, Leonora Miano;
2. L’étude d’écrivains en situation / statut frontalier qui, à partir des années 1990, vivent et écrivent en conséquence des changements géopolitiques et géoculturels opérés à l’échelle mondiale;
3. L’étude d’auteurs de langue française se penchant très clairement sur des questions et vécus migratoires.
 

PROGRAMME

Salle des Réunions (2e étage)

09.00 Accueil et secrétariat

09.30 Ouverture protocolaire

10.00 ALTAY MANÇO (IRFAM – Belgique)
Conférence d’ouverture : Métissages 100 %  : un roman au service du contact culturel
[Présentation : José Domingues de Almeida]

10.45 Pause-café

11.00 Séance 1
[Président de séance : Ana Paula Coutinho]

JOSE DOMINGUES DE ALMEIDA (Un. Porto / ILC – Portugal) : Altay Manço et le pourcentage métis, avec la Turquie en fond

MARGARITA GARCIA CASADO (Un. de Cantabria – Espagne) : Le grand voyage d’Ismaël Ferroukhi, cheminement vers un nouveau positionnement identitaire

CRISTINA ÁLVARES (Un. do Minho – Portugal) : « Iranienne et fière de l’être »? Intégration sociale et intégrité éthique chez Chahdortt Djavann et Marjane Satrapi

ANA BELEN SOTO (Un. Europea de Madrid – Espagne) : Marzena Sowa : Écrire pour témoigner de l’expérience frontalière
Échange

13.00 Déjeuner offert par l’Organisation

14.30 Séance 2
[Président de séance : Maria de Fátima Outeirinho]

ANA PAULA COUTINHO (Un. Porto / ILC – Portugal) : Le « tiers inclus » d’un pays sans frontières : une approche de Fouad Laroui

PILAR ARNAU I SEGARRA (Un. de les Illes Balears – Espagne) : Voix d’ailleurs, voix d’ici. Pour une approche interculturelle de l’écriture littéraire à travers les textes des écrivains d’origine maghrébine résidant au sud de l’Europe

ANA MARIA ALVES (Inst. Politécnico de Bragança – Portugal) : La figure de Nancy Huston – écrivain transfrontalier. Entre exil et écriture l’intermédiaire du tiers et son langage

ISABELLE SIMÕES MARQUES (Un. Aberta & CLUNL – Portugal) : Migrer vers une autre langue : le cas d’Agota Kristof ou le défi de « l’analphabète »

16.15 Pause-café

16.30 Séance 3
[Président de séance : José Domingues de Almeida]

MARIA DE FÁTIMA OUTEIRINHO (Un. Porto / ILC – Portugal) : Une logique du tiers-inclus permettrait-elle d’approcher l’écrivain frontalier, voire transfrontalier ?

DAWN NG (Un. Paris VIII – France) : Linda Lê, écrivaine franco-vietnamienne ou passeuse de frontières

FANNY MAHY (Un. de Porto – Portugal) : L’immigration dans la littérature jeunesse. Vers une compréhension du monde dans lequel on vit?

CLAUDE DUEE (Un. de Castilla-La Mancha – Espagne) : La migration de la langue espagnole vers la France

JULIE CORSIN (Un. de Castilla-La Mancha – Espagne) : Silvia Baron-Supervielle, écrivain transnationale en quête d’appartenance

Échange

Clôture

ORGANISATION
Ana Paula Coutinho (Un. Porto)
Maria de Fátima Outeirinho (Un. Porto)
José Domingues de Almeida (Un. Porto)

Materiais para o Fim do Mundo (4)

Já se encontra disponível o mais recente volume de Materiais para o Fim do Mundo da colecção Libretos do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Neste quarto libreto, Matilde Vieira questiona os fins do mundo perspectivados pelas crianças, entre a literatura infanto-juvenil, a paisagem desolada de A Estrada de Cormac McCarthy, a desagregação da linguagem, a invasão do nada; Tiago Sousa Garcia encontra em Camões as razões para o canto e para a renúncia ao canto, quando o mundo ciclicamente se perde numa “austera, apagada e vil tristeza”; por fim, Vítor Ferreira lê o fascínio e o pavor pelo fim do mundo entre o teatro de Sarah Kane e o cinema de Lars von Trier, problematizando conceitos como pessimismo, perigo ou responsabilidade. Organização de Pedro Eiras.

Seminário Aberto: “Um violoncelo todo seu: diálogos interartes em Guilhermina de Mário Cláudio”

guilhermina

No próximo dia 23 de fevereiro, pelas 15h30, na sala do Departamento de Estudos Portugueses e Estudos Românicos (DEPER) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, terá lugar o seminário aberto subordinado ao título “Um violoncelo todo seu: diálogos interartes em Guilhermina, de Mário Cláudio”, orientado por Jorge Valentim (UFSCar).

Colóquio Internacional Vergílio Ferreira – Escrever e Pensar ou O Apelo Invencível da Arte

Para Vergílio Ferreira, a “alegria breve” da vida, luz intensíssima e frágil face ao tempo cosmológico, é a grande razão do ser e da escrita, conforme explicitou em vários momentos reflexivos da sua obra: “Escrevo para tornar possível a realidade, os lugares, tempos, pessoas que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que só na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que é a primeira e a última que nos liga ao mundo.” Aqui nascem também as grandes raízes conceptuais do seu pensamento, fundado em torno de algumas obsessões permanentes, como a aparição, o equilíbrio interior, a Grande Ordem, ou o sentimento estético.

A obra de Vergílio Ferreira é uma das mais marcantes da literatura portuguesa do século XX. Os inúmeros artigos e estudos que a mesma tem originado comprovam a vitalidade de uma escrita e de um pensamento que continuam, no presente, a suscitar a interrogação sobre a condição e o destino humanos, bem como sobre a literatura e o mistério da Arte.

Foi para festejar a grandeza desta Obra que a Câmara Municipal de Gouveia elaborou um Programa Comemorativo do Centenário do Nascimento de Vergílio Ferreira (1916-2016), que decorrerá ao longo de todo o ano de 2016. Integrado nesse programa, o Município de Gouveia e o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) organizam, no sentido de prolongar aquela indagação, o Colóquio Internacional Vergílio Ferreira – Escrever e Pensar ou O Apelo Invencível da Arte, que se realizará a 18 e 19 de maio de 2016, no Porto, e a 20 e 21 de maio, em Gouveia. A organizaçao conta com a colaboração da Abraplip – Associaçao Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória e do Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia, ambos da FLUP.

O Programa do Colóquio privilegia os seguintes eixos temáticos:

  • Da escuta a escrita: correlações intersubjectivas, interartísticas e intertextuais;
  • Fronteiras discursivas e inclusão textual: do romance-problema à conta-corrente dos dias;
  • Modos e modalidades da «arte de pensar»: Vergílio Ferreira, entre o Sagrado e a Filosofia, a Ética e a Estética, a Poesia e a Política;
  • «A alma do meu país teve o tamanho do mundo»: Portugal e a Europa no pensamento vergiliano;
  • O(s) espaço(s) na ficção de Vergílio Ferreira.

Línguas oficiais: Português, Espanhol, Francês e Inglês.

 
Programa atualizado

18 DE MAIO DE 2016
Local | Fundação Eng.º António de Almeida

14h30 >> Sessão Solene de Abertura

Evocação do Colóquio Comemorativo dos 50 Anos da Vida Literária de Vergílio Ferreira (1993)
– excerto do filme (20’)

15h45 >> Conferência de Abertura |Moderadora: Ana Paula Coutinho
Fernanda Irene Fonseca (Univ. Porto) – Até à hora do fim: o “impossível repouso”

16h30 >> Conferência 1| Moderadora: Isabel Pires de Lima
Yana Andreeva (Univ. Sófia) – O diário e o diarista em diários de escritores portugueses

17h00 >> Pausa

17h30 >> Em diálogo com Vergílio Ferreira | Moderador: Gonçalo Vilas-Boas
Agrupamento de Escolas de Vilela (Paredes) – supervisão de Isabel Margarida Duarte e Sónia Rodrigues
Universidade Sénior Rotary da Póvoa de Varzim
Universidade Sénior Douro Cultura da Foz

18h30 >> Dois Testemunhos | Moderadora: Celeste Natário
Participação: Rodrigues Paiva (Univ. de Pernambuco) / Perfecto Cuadrado (Univ. das Ilhas Baleares)

19h00 >> Apontamento musical – Melodiartes

20h30 >> Jantar | Restaurante Casa da Música (sujeito a inscrição)

19 DE MAIO de 2016

9h30 >> Conferência 2| Moderadora: Joana Matos Frias
Rosa Maria Goulart (Univ. Açores) – Uma vida a pensar e a escrever – até ao fim

10h00 >> MESA A | Moderadora: Maria de Fátima Outeirinho
Ana Paula Coutinho (ILC – Univ. Porto) – Vergílio e a Europa: um escritor a pensar em cont(r)a- corrente
Bruno Béu de Carvalho (CEC – Univ. Lisboa) – Vergílio Ferreira: a possibilidade poética do ‘eu’ e o negativo interrogativo da narração/identidade
Tânia Moreira (CITCEM) – Notas vergilianas sobre a Arte e o Mal

10h00 >> MESA A1| Moderadora: Maria João Reynaud
Arnaldo Saraiva (CITCEM – Univ. Porto) – Vergílio Ferreira e Marmelo e Silva
Manuel Cândido Pimentel (UCP) – Da decifração do tempo em Vergílio Ferreira
José da Costa Macedo (Univ. Porto) – A dimensão estética e a centralidade antropológica da inquietação metafísica de Vergílio Ferreira

11h15 >> Pausa

11h30 >> MESA B | Moderadora: Maria Luísa Malato
Celeste Natário (IF – Univ. Porto) – Vergílio Ferreira e o que está antes da escrita
Magdalena Doktorska (Univ. Varsóvia) – “Estrela binária” de Vergílio Ferreira – os percursos do Saber e Ser-se-aí em busca da epísteme do Homem
Hugo Monteiro (GFMC-IF/INED) – Faces da tua face. Uma escrita da interpelação em Vergílio Ferreira

11h30 >> MESA B1 | Moderadora: Šárka Grauová
Cândido Oliveira Martins (UCP) – Vergílio Ferreira, crítico literário entre a estética e a ética
Célia M. C. Pinto (IELT/FCSH-UNL) – Espelhos da escrita na revelação e na questionação da consciência autobiográfica vergiliana
Renato Epifânio (IF – Univ. Porto) – Em diálogo com Vergílio Ferreira: por um neo-humanismo

13h00 >> Almoço

15h00 >> Conferência 3| Moderadora: Zulmira Santos
Perfecto Cuadrado (Univ. das Ilhas Baleares) – Vergílio Ferreira em España: fulguração intermitente

15h30 >> MESA C | Moderadora: Isabel Morujão
Maria João Reynaud (CITCEM – Univ. Porto) – Raul Brandão lido por Vergílio Ferreira
Pedro Meneses (CEHUM – IPVCastelo) – O peso de estar vivo segundo Vergílio Ferreira e Gonçalo M. Tavares
Leonor Castro (Esc. Sec. de Fafe) – Figurações da velhice nos romances Em Nome da Terra e a máquina de fazer espanhóis

15h30 >> MESA C1 | Moderadora: Isabel Cristina Rodrigues
Joana Matos Frias (ILC – Univ. Porto) – «Medir um abismo»: A Poesia segundo V.F.
Ana Maria Seiça de Carvalho (CECHUC) – ‘Bailado Final’: o corpo que dança na pintura literária de Vergílio Ferreira
Nelson Miguel Bandeira – Vergílio Ferreira e Carlos Castán, dois escritores-leitores em busca do sentido da palavra dos livros

16h45 >> Pausa

17h00 >> MESA D | Moderadora: Luci Ruas
Celina Silva (Univ. Porto) – Vestígios, reflexos, imagens
Leonor Figueiredo (Univ. Porto) – Carta registada com aviso de recepção – arte, memória e construção
Nuno dos Santos Sousa (FCSH-UNL) – Na tua Face: o Rosto, o Obsceno e os Mitos

17h00 >> MESA D1 | Moderadora: Ana Turíbio
António Braz Teixeira (Instituto Filosofia Luso-Brasileira) – A reflexão estética de Vergílio Ferreira
Maria José Dias (ILC – Univ. Porto) – O corpo e o Homem – entre a pergunta e a interrogação
Rui Miguel Mesquita (Univ. Porto) – Uma brusca frialdade: desconexão e descontinuidade do espaço em Manhã Submersa

18h20 >> Encerramento dos trabalhos no Porto

20 DE MAIO de 2016
Local | Teatro Cine de Gouveia

9h15 >> Mensagem de Boas-vindas do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Gouveia

9h30 >> Conferência 4| Moderadora: Isabel Pires de Lima
Luci Ruas (UFRJ) – Vergílio Ferreira, leitor crítico de Raul Brandão

10h00 >> MESA E | Moderadora: Ana Paula Coutinho
Gavilanes Laso (Univ. Salamanca) – A morte em Vergílio Ferreira
Ana Margarida Fonseca /Isa Vitória Severino (IPGuarda) – Em nome da Terra – entre a falência do corpo e a persistência da memória.
Amadeu Lopes Sabino – O Alentejo de Vergílio Ferreira

11h30 >> Pausa

11h45 >> MESA F | Moderadora: Rosa Maria Goulart
Jorge Costa Lopes (ILC – Univ. Porto) – Vergílio Ferreira e Eduardo Lourenço: fragmentos de um diálogo
Jorge Valentim (UFSCar – FAPESP) – Mozart e Dürer: Diálogos interartes
João Tiago Lima (Univ. Évora) – Sangue em pensamento – sobre dois ensaios de Vergílio Ferreira
Vitor Ló (CEF-UCP) – Vergílio Ferreira e o desporto

13h20 >> Almoço

14h30 >> Conferência 5| Moderadora: Yana Andreeva
Šárka Grauová (Univ. Praga) – Cifras de transcendência: Vergílio Ferreira e Maurice Merleau Ponty

15h00 >> MESA G | Moderador: Jorge Valentim
Isabel Cristina Rodrigues (Univ. Aveiro) – Heteropsicografia: Pessoa, Vergílio e o lugar da dor
António Gordo – Pensar, em romance
João Moita – No final era o Verbo e não havia Deus: a palavra absoluta de Vergílio Ferreira e Herberto Helder

16h30 >> Pausa

16h50 >> MESA H | Moderadora: Luci Ruas
Isabel Pires de Lima (ILC – Univ. Porto) – Pintura e pinturas em Vergílio Ferreira
Ana Turíbio (UNL) – Contributo para o estudo da génese do espaço em O Caminho fica longe de Vergílio Ferreira
Gabriel Magalhães (UBI) – O que foi feito, afinal, do cântico vergiliano?

21h30 >> Momento musical | Grupo de Fados de Coimbra – In Illo Tempore

21 DE MAIO de 2016

9h30 >> MESA TESTEMUNHOS | Moderador: Jorge Costa Lopes
Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Liberto Cruz, Alípio de Melo, Ángel Marcos de Dios

10h30 >> Conferência de Encerramento | Moderadora: Fernanda Irene Fonseca
Helder Godinho (UNL) – Vergílio Ferreira, a palavra e a ausência

11h15 >> Apresentação do documentário: Aldeia Eterna, produzido pela GMT, Produções.

12h30 >> Almoço

14h30 >> Visita à Aldeia Eterna – Melo

20h00 >> Jantar

21h30 >> Concerto “Por entre os sons da Música”, com a Orquestra Ligeira de Gouveia

Comissão Científica:
Alípio de Melo
António Saez Delgado
Carlos Reis
Fernanda Irene Fonseca
Gabriel Magalhães
Helder Godinho
Joana Matos Frias
Jorge Costa Lopes
Maria Celeste Natário
Maria João Reynaud
Otávio Rios