À volta do Báltico

avoltadobalticoÀ Volta do Báltico é um conjunto de atividades que procura refletir sobre as diferentes perspetivas de uma Europa contemporânea através da literatura, da história, da cultura e da língua dos países à volta do Mar Báltico, a partir de conceitos-chave como periferia, margem, inclusão/exclusão no espaço geopolítico europeu. Esta reflexão enquadra-se no diálogo intercultural que a Linha Temática Inter/Transculturalidades do Projeto Estratégico da Unidade desenvolve, contando com a participação de vários intervenientes, em diversos seminários, bem como a realização de uma exposição bibliográfica que está patente na Biblioteca Central da FLUP até 5 de novembro de 2015.
 

PROGRAMA

7 de outubro – 15h30
Ekaterina Tokmakova (FLUP) – A Imperatriz Catarina a Grande da Rússia
Sala G409

12 de outubro – 15h30
João Garcia (FLUP) – O Báltico na cartografia setecentista
Sala 111

13 de outubro – 10h30
Katarzyna Pisarska (Lublin, Polónia) – Historical Memory and Visual Media: Poland and Russia in Contemporary Cinema
Anfiteatro 2

21 de outubro – 15h30
João Veloso (FLUP) – As línguas à volta do Báltico
Sala 101

23 de outubro – 15h30
Martin Lexell (Madrid) – El policíaco sueco
Sala 302

26 de outubro – 17h30
Saulė Čaplikaitė (MET/FLUP) – A glimpse into a Baltic country: Lithuania
Sala G111

29 de outubro – 18h30
Filme The Last Sentence, de Jan Troell (Suécia, 2014, 126’)
Sala a confirmar

2 de novembro – 15h30
O âmbar na história do Mar Báltico, com visualização de filme da Letónia sobre o âmbar nos diferentes países da zona
Sala G111

4 de novembro – 18h30
Filme Call Girl, de Mikael Marcimain (Suécia, 2012, 140’)
Sala a confirmar

11 de novembro – 17h30
Tranströmer lê o seu poema “Baltics” (Östersjöar) – projeção de dvd de Eva & Jim Wine (Suécia, 30’)
Sala A106 (ILC)

18 de Novembro – 17h30
Gustav Klucis. The desconstruction of an Artist (documentário de Peteris Krilovs, Letónia, 2008, 56’)
Sala A106 (ILC)

ESC:ALA #6

Já se encontra em linha o novo número da ESC:ALA, a revista electrónica de estudos e práticas interartes. O sexto número dedicado a Ana Hatherly inclui colaborações de Alexandre Marinho, Inês Sapeta Dias & Amarante Abramovici, João Paulo Oliveira, João Pedro da Costa, Jorge Costa, Mathilde Ferreira Neves, Matilde Viegas, Miguel Ângelo, Nadine Redlich, Pedro Cassiano, Pi-Slices, Salomé Lopes Coelho e Tânia S. Ferreira que vão do ensaio ao vídeo, passando pela pintura, a banda desenhada, a animação e a poesia.

A ESC:ALA é editada por João Pedro da Costa, Mathilde Ferreira Neves e Rita Novas Miranda, colaboradores do grupo de investigação Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.

Programa do Colóquio Internacional Ofício Múltiplo – Poetas em Outras Artes

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(clique na imagem para descarregar programa em PDF)

 

A Rede LyraCompoetics e o grupo Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organizam nos próximos dias 22 a 24 de Outubro o Colóquio Internacional Ofício Múltiplo – Poetas em Outras Artes que terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (dias 22 e 23) e no Palacete dos Viscondes de Balsemão (dia 24), com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Câmara Municipal do Porto e da Reitoria da Universidade do Porto.

É cada vez mais frequente os poetas associarem a criação verbal e o recurso a outras linguagens artísticas, quer em formas híbridas ou compósitas, quer recorrendo alternadamente à palavra escrita, às artes plásticas, à música, a diferentes meios audiovisuais, digitais e performativos. Se este trânsito se tornou mais comum na criação contemporânea, que explora o impacto das relações de intermedialidade e transmedialidade, já ao longo do século XX muitos autores se dividiam por um ofício múltiplo, ora votados à poesia escrita, ora trabalhando a imagem visual, ou a imagem em movimento, ou outros processos criativos. E todavia, a assimilação teórica e crítica da obra desses autores como um todo tem-se revelado lenta, sendo mais comum tratar-se apenas um dos seus campos criativos, ou, na melhor das hipóteses, considerar-se os vários domínios de criação, mas separando-os em função de abordagens críticas sem qualquer diálogo entre si. Acresce que as dificuldades em tratar criticamente este tipo de obras fez com que algumas permanecessem injustamente esquecidas ou pouco estudadas.

São estes autores – plurais e diversificados nas linguagens artísticas a que recorrem – que pretendemos estudar sob a ideia de um ofício múltiplo. Poderão estes criadores facultar-nos uma nova perspectiva dos diálogos entre a poesia e as outras artes nos séculos XX e XXI? Constituirão um cânone específico? Levantam questões novas no plano da teoria e da crítica? Levam-nos a repensar a ideia de poesia e o lugar da poesia na relação com as outras artes? Permitem-nos entender de que modo as correlações entre as artes foram sendo equacionadas e avaliadas? Eis as questões que deverão orientar os trabalhos do colóquio.

A Comissão Organizadora
Pedro Eiras
Joana Matos Frias
Rosa Maria Martelo
 

Programa

Dia 22. FLUP. Sala de Reuniões

10H00
Início dos trabalhos
Conferência de abertura: ARTURO CASAS (U. Santiago de Compostela), “Acto e acción poéticos, acto e acción fotográficos”

MESA 1
11H00

CÉLIA PEDROSA (U. Federal Fluminense), “Poesia e outras artes: Jorge de Lima, a modernidade e a contemporaneidade”
LUIS MAFFEI (U. Federal Fluminense), “As fotografias de Luís Quintais ou aprender a ler poesia na fresta”
GUSTAVO RUBIM (U. Nova de Lisboa), “SMS e rasuras: elipse do livro em Álvaro Seiça e Ricardo Tiago Moura”

Intervalo para almoço

MESA 2
15H00

MARGARIDA PONS (U. das Ilhas Baleares), “Una poética degenerada: las videocreaciones de Ester Xargay”
RUI TORRES (U. Fernando Pessoa), “Itinerários do som: Miguel Azguime, uma arte literária dos meios”
SOFIA DE SOUSA SILVA (U. Federal do Rio de Janeiro), “Nos passos de Martim Codax: poesia e música em apropriações contemporâneas das cantigas do mar de Vigo”

MESA 3
16H50

LUIZ VALENTE (U. Brown), “Glauber Rocha: entre o cinema e a poesia”
JOSÉ BÉRTOLO (U. Lisboa), “Robert Falcon Scott e uma promessa de cinema num poema de Cocteau”

Jantar

Dia 23. FLUP. Sala de Reuniões

MESA 4
10H00

DAVID PINHO BARROS (U. Porto), “As Cidades Obscuras e suas periferias transmediais: O Caso Desombres”
AMÂNDIO REIS (U. Lisboa), “A encenação do poema segundo António Patrício”
ADÍLIA CARVALHO (U. Porto)v, “India Song – Texto, teatro, cinema – “Peça” do ciclo indiano de Marguerite Duras”

MESA 5
11H45

EUNICE RIBEIRO (U. Minho), “Aproximação à matéria: Maria Andresen: dos poemas, das pinturas”
EMÍLIA ALMEIDA (IHA U. Nova de Lisboa), “Da liberdade livre das imagens: a poesia segundo M.C.V.”
SONIA MICELI (U. Lisboa), “Ruy Duarte de Carvalho e a poética da fronteira”

Intervalo para almoço

MESA 6
15H00

CATHERINE DUMAS (U. Paris 3), “Salette Tavares: do objecto e do «eu»”
BULGHARD BALTRUSCH (U. Vigo), “Fendas poéticas no espaço público – Uma aproximação teórico-prática à acção poética a partir de Banksy e (±) Miguel Januário”
PEDRO SERRA (U. Salamanca), “El Drama del Lavaplatos, O processo criativo de Eugénio Tisselli”

MESA 7
16H50

IDA ALVES (U. Federal Fluminense/CNPq), “Fixar o relâmpago em palavras”
JOANA MATOS FRIAS (U. Porto), “Para uma poética dos espaços em branco: Os poemas-colagem de Rui Pires Cabral”
PEDRO EIRAS (U. Porto), “Santa-Rita Pintor: todas as artes, arte nenhuma”

DIA 24. PALACETE DOS VISCONDES DE BALSEMÃO

15H00
Ofício Múltiplo, mesa-redonda com LUCA ARGEL, MIGUEL-MANSO, RICARDO DOMENECK e RUI TORRES. Moderação de JOANA MATOS FRIAS e PEDRO EIRAS

16H50
TIAGO MANUEL e ROSA MARIA MARTELO, “Luis Manuel Gaspar e as imagens da poesia”

17H00
Abertura da Exposição “Luz Acesa nos Bastidores”, de LUIS MANUEL GASPAR
Porto d’honra

Materiais para o Fim do Mundo (3)

img_fdm3

fimdomundo3Já se encontra disponível o mais recente volume de Materiais para o Fim do Mundo da colecção Libretos do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Neste terceiro libreto, Isabel Cristina Rodrigues interroga o limite do testemunhável nas palavras de Marguerite Duras e nas imagens de Alain Resnais, em Hiroshima Mon Amour; Paulo Alexandre Pereira estuda o imaginário do apocalipse na poesia de Tomaz Kim, num século ferido pela guerra e pela wasteland; e Raquel S.Finisterra de Carlos de Oliveira e Beginning to End de Samuel Beckett, questionando os conceitos de mundo, de fim e da linguagem (im)possível depois do fim. Organização de Pedro Eiras.

Novo portal do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Sejam bem-vindos ao novo portal do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (ILC).

Desde a sua constituição como Unidade I&D que a presença do ILCML nas plataformas digitais se ancorou num portal cuja criação remonta a 1999: apesar de algumas mudanças pontuais, a sua estrutura manteve-se praticamente inalterada, tendo sido criada ao longo dos anos uma série de portais periféricos específicos a alguns projectos de investigação (do Utopias Literárias e Pensamento Utópico em 2002 às Novas Cartas Portugueses: 40 anos depois em 2010). A recente definição do nosso projecto estratégico (2015-2020) agudizou a necessidade da criação de um novo portal. O objectivo é tirar partido das mais recentes potencialidades oferecidas por uma nova paisagem mediática digital não apenas na definição de uma concertada política de comunicação científica e nos próprios mecanismos de uma actividade nutrida pela dinâmica de grupos de trabalho (não raras vezes interuniversitários), como na necessidade de tornar acessível a um público cada vez mais vasto e diverso a investigação dos membros e colaboradores do ILC.

A criação do novo portal implicou diversos esforços e acarreta novas responsabilidades. No que toca ao trabalho que esteve por detrás da sua concepção, foi necessário encontrar uma plataforma que garanta não apenas uma gestão autónoma e eficaz nas plataformas digitais da informação relativa à actividade do ILC e a sua interligação com as redes sociais (Facebook, Twitter e Pinterest) como a migração de importantes recursos (caso da enciclopédia digital Ulyssei@s e da rede de pesquisa internacional LyraCompoetics) e a permanente acessibilidade e usabilidade da comunicação multimediática produzida pela Unidade I&D. Quanto aos desafios, a criação deste novo espaço virtual implicará um constante empenho de todos os membros e colaboradores do ILC não apenas na sua actualização como na gradual introdução nas suas actividades científicas das diversas ferramentas de trabalho colaborativo e de diálogo com a comunidade científica oferecidas pela plataforma. Não se trata, por isso, de uma mera mudança estética, mas de uma decidida aposta que visa posicionar o ILC na linha da frente das Humanidades Digitais.