Activities organised by ILC in 2016

NOTA: Para ter acesso à informação relativa às publicações de 2016, consultar as secções dedicadas às revistas (Cadernos de Literatura Comparada, eLyra e ESC:ALA), colecções (Estudos de Literatura Comparada, Pulsar, Cassiopeia e Libretos) e outros volumes (co-)editados pelo ILC.

 

Colóquios Nacionais e Internacionais

Le Tiers Inclus à l’Âge des Migrations

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Tipo: Journée d’Études
Datas: 14 Mars de 2016
Local: Faculté de Lettres, Université de Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Cette Journée d’Études entend procurer un espace et un rendez-vous de réflexion en français sur les apports, le rôle et le témoignage de la figure de l’écrivain frontalier sur la question, – on ne peut plus actuelle -, de l’inclusion-exclusion sociale, culturelle et identitaire, dans le contexte plus vaste des mouvements migratoires et transfrontaliers qui ont l’Europe pour point de départ, destination/installation, ou lieu de passage/ transit.
Dans ce sens, l’Organisation de cette Journée restreindra fortement l’éventail des approches possibles à trois axes centraux, décisifs et exclusifs pour le débat que nous voulons tenir, voire poursuivre. À savoir:
1. L’étude d’écrivains dont les poétiques se trouvent très explicitement ciblées plus haut, dans le préambule. Pour l’exemple, nous avancerons des noms tels que Fouad Laroui, Alty Manço, Malika Madi, Leonora Miano;
2. L’étude d’écrivains en situation / statut frontalier qui, à partir des années 1990, vivent et écrivent en conséquence des changements géopolitiques et géoculturels opérés à l’échelle mondiale;
3. L’étude d’auteurs de langue française se penchant très clairement sur des questions et vécus migratoires.

Organisation
Ana Paula Coutinho
Fátima Outeirinho
José Almeida

 

Vergílio Ferreira. EScrever e Pensar ou O Apelo Invencível da Arte. No Centenário de Nascimento do Autor (1916-2016)

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Tipo: Colóquio Internacional
Data: 18,19,20,21 de Maio de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto / Teatro-Cine de Gouveia
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + Câmara Municipal de Gouveia

Para Vergílio Ferreira, a “alegria breve” da vida, luz intensíssima e frágil face ao tempo cosmológico, é a grande razão do ser e da escrita, conforme explicitou em vários momentos reflexivos da sua obra: “Escrevo para tornar possível a realidade, os lugares, tempos, pessoas que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que só na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que é a primeira e a última que nos liga ao mundo.” Aqui nascem também as grandes raízes conceptuais do seu pensamento, fundado em torno de algu¬mas obsessões permanentes, como a aparição, o equilíbrio interior, a Grande Ordem, ou o sentimento estético.
A obra de Vergílio Ferreira é uma das mais marcantes da literatura portuguesa do século XX, cuja vitalidade de escrita e pensa¬mento tem sido comprovada pelos inúmeros artigos e estudos que a ela têm sido dedicados. Ainda hoje a obra vergiliana continua a suscitar múltiplas interrogações sobre a condição e o destino humanos, bem como sobre a literatura e o mistério da Arte.
Foi para festejar a grandeza desta personalidade literária que a Câmara Municipal de Gouveia elaborou um Programa Comemorativo do Centenário do Nasci¬mento de Vergílio Ferreira (1916-2016), que decorrerá ao longo de todo o ano de 2016. Integrado nesse programa, o Município de Gouveia e o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) organizam, no sentido de prolongar aquela indagação, o Colóquio Internacional Vergílio Ferreira – Escrever e Pensar ou O Apelo Invencível da Arte, que se realizará a 18 e 19 de maio de 2016, no Porto, e a 20 e 21 de maio, em Gouveia.
O Programa do Colóquio privilegiará os seguintes eixos temáticos:
– Da escuta à escrita: correlações intersubjetivas, interartísticas e intertextuais
– Fronteiras discursivas e inclusão textual: do romance-problema à conta-corrente dos dias
– Modos e modalidades da «arte de pensar»: Vergílio Ferreira, entre o Sagrado e a Filosofia, a Ética e a Estética, a Poesia e a Política
– «A alma do meu país teve o tamanho do mundo»: Portugal e a Europa no pensamento vergiliano
– O(s) espaço(s) na ficção de Vergílio Ferreira.

Organização
Ana Paula Coutinho
Isabel Pires de Lima
Joana Rodrigues
Jorge Costa Lopes

 

Carmina 2. Passagens, Poesia e Outras Artes

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Tipo: Colóquio
Data: 16-18 de Junho de 2016
Local: Fundação Cupertino Miranda – VN Famalicão
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Falemos de passagens, de poesia e outras artes. Reunindo poetas, artistas plásticos, criadores audiovisuais, críticos e ensaístas, procuremos responder a questões como estas: – Quando a poesia se apresenta como uma arte da imagem, a que tipo de imagens faz apelo? E como? – Que passagens ligam as imagens da poesia às imagens das artes plásticas ou do cinema?

Organização
Rosa Maria Martelo

 

Exiliência de mulheres no mundo lusófono (sécs. XX e XXI)

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Tipo: Colóquio Internacional
Datas: 7-8, 10-11 de Novembro de 2016
Local: Sorbonne – Paris IV / Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + CRIMIC

As múltiplas convulsões e revoluções geopolíticas que marcaram o último século levaram (e continuam a levar), milhões de indivíduos a abandonar as suas terras ou países de origem, em demanda de paz e/ou de liberdade, em busca de sobrevivência ou de melhores condições de vida. Os territórios e países que têm a língua portuguesa em comum, aqui designados como “mundo lusófono”, estiveram todos diretamente ligados a algumas dessas vagas migratórias e exílicas forçadas por regimes ditatoriais, desencadeadas por guerras de independência e/ou por guerras civis e ainda pelos vários problemas estruturais causados pela pobreza ou pela instabilidade.
Se bem que, por tradição, também no mundo lusófono tenham sido sempre os homens os primeiros a partir, a emigração e o exílio acabavam por marcar igualmente o universo feminino: Entretanto, ao longo das últimas décadas, tem aumentado não apenas o número de mulheres migrantes, como a sua visibilidade social e cultural enquanto sujeitos de experiência e/ou de representação.
Neste encontro alargado de investigadores e criadores propomo-nos exatamente desenvolver /aprofundar a função e a perspetiva das mulheres tanto nos diferentes processos migratórios como na sua subjetivação no domínio das Letras e das Artes. No entanto, ao invés de nos concentrarmos apenas num estudo de base nacional e de separarmos, como muitas vezes aconteceu, e/imigração de exílio, optamos por abrir esta problemática a uma análise de diferentes contextos do mundo lusófono, assim como por utilizar o termo exiliência, numa tradução do neologismo proposto por Alexis Nouss (2015) para designar “o núcleo existencial comum a todas as experiências de sujeitos migrantes” e que, como expõe o autor de La condition de l’exilé, é passível de se declinar em condição e consciência, podendo estas coincidir ou não e em graus distintos (op.cit.: 65). Sem querer anular as diferenças de experiências ou destinos individuais que, justamente, as representações literárias ou artísticas tendem a explorar, a noção de exiliência pretende antes de mais contemplar questões que extravasam das grelhas de análise socio-económica normalmente m utilizadas para falar de migrações, designadamente tudo aquilo que tem a ver com os processos de subjectividade e do trabalho da memória que, além de interferirem nas construções identitárias, atravessam também as diferentes gerações.
Principais eixos de trabalho:
– Inclusões e exclusões na Literatura (e/ou noutras Artes) de mulheres migrantes/exiladas.
– Poéticas da deslocação
– Os mitos do exílio
– A questão identitária na migração/exílio
– A dimensão ética da «exiliência»

Organização
Ana Paula Coutinho
Fátima Outerinho
Maria Graciete Besse
Maria Araújo Silva

 

Aimer Paris. Regards exotopiques sur une ville capital(e) de la modernité

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Tipo: Journée d’Études
Datas: 14 Novembre 2016
Local: Faculté de Lettres, Université de Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + APEF

Les événements tragiques récents ont fait basculer les images, les représentations, voire les repères, que la culture occidentale s’est construit au fil des temps sur Paris en tant que motif et moteur d’une conception et d’un vécu de la culture européenne, foncièrement marqués par des idées de passage, de mobilité et de modernité.
C’est à l’aune de cette mémoire et de cet univers symboliques que l’on peut comprendre l’émoi collectif suscité par les attentats qui ont durement frappé le cœur de cette ville-phare de la civilisation et des arts, lequel demande à être interrogé de manière approfondie à la lumière des discours critiques et artistiques contemporains.
Cette vaste réflexion requiert par ailleurs de la part des acteurs d’un débat forcément pluridisciplinaire un engagement concret, responsable et actif qui contribue à la remise en perspective toute une mémoire culturelle, mais aussi du rôle stratégique de Paris dans le cadre identitaire européen actuel. Dans ce cadre, la réflexion sur des notions telles que périphérie, frontière et inclusion, auxquelles les études littéraires et culturelles, de même que la pensée philosophique ont accordé une place majeure de leur réflexion au long des dernières décennies, acquiert tout son sens référée, à l’heure actuelle, à Paris. Lieu que l’histoire, tout autant que les pratiques de la vie quotidienne, ont consacré comme celui de la pluralité identitaire et culturelle, Paris demande à être interrogé en tant que catalyseur métaphorique de notre modernité.
Il s’agira dès lors de réfléchir exclusivement sur les points suivants:
1. Paris: approches géopolitiques en contexte européen et global;
2. Paris: pôle d’attraction et foyer de rayonnement artistique aujourd’hui;
3. Paris: pensée et penseurs contemporains;
4. Paris urbain et humain : identité, marges, communautés;
5. Paris littéraire d’après les attentats.

Organisation
Maria Hermínia Laurel
José Domingues de Almeida
Maria de Jesus Cabral

 

Artistas de Língua Alemã no Exílio Português

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Tipo: Colóquio Internacional
Datas: 24-25 de Novembro de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Foi sobretudo nas duas últimas décadas que, integrados no crescente interesse pelos estudos sobre o Holocausto, surgiram entre nós reflexões sistemáticas sobre um grande número de refugiados que chegava a Portugal ou por cá passava em fuga ao nacional-socialismo.
Graças a esses estudos – baseados quer na análise de documentação de arquivos e de legislação sobre os refugiados, sobre as condições do seu acolhimento e do papel que nele tiveram as associações nacionais e internacionais de assistência, quer na recolha de depoimentos pessoais, tanto escritos como orais, de muitos intervenientes – é possível hoje perceber o papel de Portugal nas rotas de fuga ao regime de Hitler e enquanto país de acolhimento. Existem igualmente alguns trabalhos importantes, principalmente de pendor académico e publicados em revistas da especialidade, sobre escritos autobiográficos ou ficcionais de escritores e intelectuais alemães ou de língua alemã que de alguma forma viveram o exílio em Portugal. Muitos desses estudos referem que os autores estariam muito mais interessados nas suas próprias condições de vida e de fuga do que no país de trânsito ou de acolhimento, faltando frequentemente aos textos que escreveram, por isso, um verdadeira dimensão quer estética quer documental.
Parece-nos, todavia, que o interesse acrescido que na actualidade recai sobre textos da memória cultural, bem como as novas perspetivas multi e interdisciplinares das abordagens que privilegiam a importância a conferir a olhares transnacionais e transculturais, convida a regressar às obras dos artistas de língua alemã que viveram o seu exílio em Portugal ou que por aqui passaram. Gostaríamos de juntar conhecimentos e de dar visibilidade ao maior número possível de artistas, dos muitos que estiveram entre nós, e às suas obras.
Vimos convidá-lo a revisitar ou a descobrir não apenas textos literários mas também outras formas artísticas de autores que tiveram Portugal como destino ou como rota de exílio (vd., p.ex., lista não exaustiva em http://doodle.com/poll/ex39g475m3trah4u), procurando nas suas obras marcas diretas e indiretas dessa sua experiência e privilegiando, entre outros, temas como:
• O caminho do exílio até Portugal, as experiências e vivências portuguesas.
• A imagem de Portugal refletida nas obras.
• Reflexões sobre o exílio e a condição de exilado, quer em obras que tratem diretamente a permanência em Portugal, quer em obras que de alguma forma se articulem com a experiência do exílio.
• Articulação da experiência do exílio português e do seu tratamento artístico com outras experiências de exílio e sua reflexão na arte.

Comissão Organizadora
Gonçalo Vilas-Boas
Maria Antónia Teixeira
Teresa Oliveira

 

 

Seminários Abertos

A visibilidade da tradução literária, dizem as autoras

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Conferencistas: Ana Luísa Amaral, Ana Maria Chaves e Helena Topa
Data: 7 de Janeiro de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Um violoncelo todo seu: diálogos interartes em Guilhermina de Mário Cláudio

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Conferencista: Jorge Valentim (UFSCar)
Data: 23 de Fevereiro de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Identidades: Determinismo e Susceptibilidade nas Fronteiras da Nova Genética

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Conferencista: Claudio E. Sunkel (I3S, IBMC, ICBAS – UPorto)
Data: 24 de Fevereiro de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Gendering Translation: the strange case of Isabelle Eberhardt

Conferencista: Loredana Polezzi (Cardiff University)
Data: 10 de Março de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Seminários do Fim do Mundo IV.1

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O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2016.

Conferencistas: Belmiro Fernandes Pereira, Daniel Floquet e Susana Correia
Data: 17 de Março de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Total Training. Poesia e Arte Multimédia na Galiza a partir de Antón Reixa

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Desde a sua participação no grupo vanguardista viguês Rompente (1975-1983), Antón Reixa (*1957) tem sido um dos mais versáteis representantes da poesia, vídeo-arte e performance na Galiza. Mas também foi letrista e vocalista do já histórico grupo rock “Os Resentidos“ (1982-94), criador e moderador do mítico programa “Galicia Sitio Distinto“ (TVG, 1990-91), produtor da primeira telenovela galega (“Mareas vivas”, 1998) e, também, realizador da adaptação cinematográfica (1999) do romance O lápis do carpinteiro de Manuel Rivas. Ultimamente, tanto a grande exposição “Leccións de cousas” (2011) no Centro Galego de Arte Contemporânea como o livro de poesia homónimo, culminaram, até agora, uma das obras multimédia mais importantes no panorama cultural da Galiza pós-franquista.
O seminário pretende introduzir a uma série de aspectos paradigmáticos da poesia e da obra multimedial de Reixa. Oferecer-se-á uma breve contextualização em relação à história de uma cultura minorizada, à formação da sua identidade e à literatura do século XX na Galiza. Analisar-se-á uma selecção de textos e vídeos, principalmente do vídeo-livro Ringo Rango (1990), entre outros exemplos.

Conferencista: Burghard Baltrusch (Univ. Vigo /ILC)
Data: 31 de Março de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

A Irmã de Newton e as Mulheres na Ciência. Contextos e Percursos

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Na sua obra A Room of One’s Own, Virgina Woolf desafia-nos a seguir o percurso de Judith Shakespeare, uma imaginária irmã gémea de Shakespeare, tão talentosa como o irmão. Ao contrário de William, Judith nunca viria a escrever obras imortais e cedo sucumbiria na luta para o conseguir. Tal como à irmã de Shakespeare, também a muitas “irmãs de Newton” terão sido negadas três condições fundamentais para ficar na história da ciência: educação, condições para criar conhecimento e reconhecimento dos pares.
O objectivo desta palestra é, através da análise do percurso de algumas mulheres de ciência, reflectir sobre os condicionamentos impostos pelos contextos sociais e culturais no trabalho científico das mulheres. Evitando cair nos extremos de as tratar como vítimas ou heroínas, debruçar-nos-emos sobre a existência (ou ausência) das condições atrás referidas no trajecto destas mulheres.

Conferencista: Conceição Ruivo (Univ. Coimbra / ILC)
Data: 6 de Abril de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Alteridade, bailado e autodestruição: potências da arte?

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Conferencista: Rafael Santana (UFRJ)
Data: 5 de Maio de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Ridi Pagliaccio! Ou Algumas Revisitações Operíticas na Ficção de Raúl Brandão

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Conferencista: Jorge Valentim (UFSCar)
Data: 10 de Maio de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário tem como proposta a leitura do romance História dum palhaço (1896), procurando observar as relações intertextuais com composições musicais da época, sobretudo, a ópera de Ruggero Leoncavallo, Pagliacci (1892). Objetivamos mostrar como o escritor do Douro revisita o universo do verismo italiano, apontando na efabulação ficcional caminhos outros de superação de certos procedimentos e técnicas de criação narrativa, então vigentes no cenário português oitocentista. A partir de determinadas aproximações possíveis, já sublinhadas por Mário Vieira de Carvalho (1993, 1999), entre ópera e ficção no contexto do século XIX, pretendemos também evocar a presença de Raul Brandão, como um dos artistas portugueses neste bem sucedido estabelecimento de vínculos e diálogos com o discurso musical.

 

The Frontiers of Knowledge: Shouldn’t the Other Speak Her Own Language?

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Conferencista: Dorothy Figueira (Univ. Georgia)
Data: 24 de Maio de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Using the structuring metaphor of an imaginary meeting between Walt Whitman and Jose Marti, I examine the relationship between American formulations of World Literature and Comparative Literature and investigate how each discipline ‘welcomes’ the Other. I distinguish between what a European comparatist might envision about the relationship between the two disciplines, as working together in a symbiotic relationship to engage in passive and active canon reform. The European comparatist might take a neutral attitude to the recent American marketing of World Literature. I do not see this phenomenon in neutral terms and examine the American configuration of World Literature as a political program, discussing its origins in Area Studies, its relationship to the American academic model of multiculturalism and ultimately viewing it as a institutional strategy aiding in the management of diversity on US campuses.

 

O Destino da Personagem: Vida e Sobrevida em Contexto Narrativo

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Conferencista: Carlos Reis (Univ. Coimbra)
Data: 2 de Junho de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

 

Sexologia, Psicanálise e as Políticas Sexuais do Modernismo Português

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Conferencista: Fernando Beleza (Univ. New Hampshire)
Data: 15 de Junho de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Estudos recentes têm mostrado de forma consistente a importância das relações entre literatura e ciência nas primeiras décadas do século XX europeu. Rejeitando a noção de que ciência e literatura são dois discursos necessariamente antagónicos e incompatíveis (forjada em grande medida na segunda metade do século XX), a crítica tem vindo a expor o modo como ambos os discursos se moldaram mutuamente durante as décadas modernistas. Em particular, a sexologia e a psicanálise—enquanto discursos diferenciados e em competição nos campos científico e cultural sobre sexualidade, subjectividade e identidade—ocuparam um lugar central neste processo de trocas constante entre ciência e literatura. Esta comunicação pretende trazer aspectos relevantes deste debate para o contexto do modernismo português, expondo a forma como a sexologia e a psicanálise tiveram um papel crucial na definição das políticas sexual, estética e cultural do modernismo (masculino) português. Mais concretamente, argumentarei que a célebre recusa por parte de Fernando Pessoa de certos elementos da psicanálise de Freud, nomeadamente da teleologia edipiana, reflecte, de modo paradigmático, uma defesa do modelo sexológico de Havelock Ellis e Edward Carpenter, que, por seu lado, terá servido como o principal discurso sobre sexualidade no modernismo português, definindo os contornos estéticos das suas políticas sexuais, desde A confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro (1913), até à “Carta da génese dos heterónimos” de Pessoa (1935). Finalmente, para além das marcas no plano estético, a hegemonia do modelo sexológico de identidade no modernismo português permite ainda estabelecer relações significativas com outros modernismos europeus que, tal como ele, também partilharam posições homófilas no contexto das suas políticas sexuais, estéticas e culturais.

 

Seminários do Fim do Mundo IV.2

Seminário Fim do Mudo_junho 2016

Conferencistas: João Miguel Teixeira Lopes, Rui Torres e Isabel Aguiar
Data: 23 de Junho de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2016.

 

Seminários do Fim do Mundo IV.3

Seminário para o fim do Mundo_ setembro_ site

Conferencistas: David Pinho Barros, José Bértolo e Luís Mendonça
Data: 22 de Setembro de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2016.

 

Literaturas Menores/Pequeñas [Minor/Small Literatures]

Conferencista: César Dominguez (USC)
Data: 18 de Outubro de 2016
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa