Estudos de Literatura Comparada

Apresentação

The Estudos de Literatura Comparada series includes individual or collective research works from the members of the Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa.

Viagens pela Literatura Suíça. Ensaios

ILCMLA literatura é um fenómeno essencialmente transcultural, atravessa as fronteiras políticas, mas também as linguísticas e culturais, quer a nível da produção, como, mais tarde, a nível da receção. Há muito de comum entre as literaturas dos vários países de língua alemã, a Alemanha, a Áustria e a Suíça, mas também há diferenças, pelo que é necessário estudar essas literaturas tendo em conta os países ou mesmo as regiões de origem: são diferenças sobretudo no campo temático, espacial e respetivos contextos, mas também formais e linguísticos.
A literatura suíça tem obviamente muitas relações com o espaço alpino e o campo, e tem também a ver com o facto de no país não haver grandes cidades como nos outros dois países.
Estes nove estudos são sobretudo convites para que o leitor se aventure na leitura dos textos que estão na base destes artigos, pois não são mais do que pontes lançadas aos leitores que cheguem às diversas ilhas que são os textos, sempre à espera de uma reconstrução por parte dos recetores. São também uma abordagem à cultura de um país europeu, com que Portugal tem muitas relações, sobretudo através da emigração, mas também comerciais, culturais e diplomáticas.

Autor
Gonçalo Vilas-Boas

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

Interview

Anglolusofilias. Alguns Trânsitos Literários.

ILCMLO título Anglolusofilias remete para o denominador comum dos ensaios reunidos na presente colectânea, que se debruçam sobre o modo como um conjunto muito heterogéneo de intelectuais portugueses dos séculos XVIII a XXI mostraram interesse pela cultura da Graça-Bretanha e nesta colheram influências para a escrita e para a intervenção político-cultural. Nesse conjunto de autores encontram-se anglófilos conhecidos e anglófilos esquecidos: a Marquesa de Alorna, Garrett, João Penha, Alberto Figueira Jardim, João Medina e outros.

À luz da mesma premissa da convergência, é ainda analisado um caso de trânsito de sentido inverso: o trabalho enciclopédico que Mary Shelley dedicou à literatura portuguesa do Renascimento, com destaque para a obra de Camões.

Autor
Jorge Bastos da Silva

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

Cartas selectas de Werther. Traduzidas do Francez

ILCMLDie Leiden des jungen Werthers, romance epistolar do jovem Goethe que constituiu o primeiro best-seller no mercado livreiro alemão, obteve – tanto no país de origem como em grande parte do espaço europeu – um intenso e controverso acolhimento logo após ter sido publicada a primeira versão (1774). Em Portugal, apesar da forte presença de mecanismos de resistência, o interesse por essa obra não foi tão tardio e escasso como se supunha. Existe na Torre do Tombo o manuscrito de uma primeira versão portuguesa do romance, inédita, proibida pela censura em 1799. A presente publicação de Cartas Selectas de Werther. Traduzidas do Francez, com um estudo sobre o ambiente cultural e literário que se vivia entre nós por finais do século XVIII, bem como sobre a própria tradução, propõe uma necessária revisão cronológica do processo rececional da narrativa goethiana no nosso país, retirando à tradução de 1821, já conhecida, o estatuto de primeira tradução portuguesa do romance alemão.

 

Autora
Maria Antónia Gaspar Teixeira

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

Interview 

Modos de ver, modos de escrever. Da imagem e da escrita em Herberto Helder e em Jean-Luc Godard

ILCMLEncontrar Herberto Helder e Jean-Luc Godard sob um mesmo título pode causar, de repente, uma estranha reação… O que têm em comum um poeta português e um cineasta franco-suíço? Num primeiro momento, a resposta pode parecer simples. Os dois autores propõem uma reflexão e uma prática artística que não cessam de inquirir as outras artes, existindo em Helder uma inequívoca aproximação ao cinema e em Godard uma não menos incisiva aproximação à poesia. É este paralelismo disjuntivo que estará aqui em causa: de que modo Helder trabalha e pensa o cinematográfico? De que modo Godard trabalha e pensa o poético? E que cruzamentos engendram, então, estas duas perspetivas?

Autora
Rita Novas Miranda

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

O murmúrio das imagens II. Modos de ver (em) Ruy Cinatti

ILCMLNo panorama multifacetado da poesia portuguesa do século XX, a obra de Ruy Cinatti representa uma súmula muito invulgar de todas as faces da ligação ancestral entre Poesia e Imagem: nela, a evidência vai das coisas às palavras, ou do mundo à linguagem, em consonância com um princípio fenomenológico, mas vai também das palavras às coisas, de acordo com um princípio poético, das palavras às palavras, obedecendo a um princípio retórico, e das palavras às imagens (ou destas àquelas), graças a um princípio intermedial. A imagem falante de Ruy Cinatti é assim mimese ou efeito de real, mas é também imagem autónoma, que dá a ver, já não o visível, mas o apenas visualizável. E é esta paridade que lhe permite ser fiel, simultaneamente, ao mundo e à poesia, observando assim uma responsabilidade ética sem prejuízo da finalidade estética essencial da obra.

Autora
Joana Matos Frias

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

O murmúrio das imagens I. Poéticas de Evidência

ILCMLA indefinição semântica que a palavra portuguesa «imagem» agencia quando equacionada verbalmente é tão remota quanto a própria associação de Poesia e Imagem, estabelecida na Antiguidade, pois o complicado posicionamento da visão entre as esferas do Sensível e do Inteligível impediu que por longos séculos na cultura ocidental se distinguissem os meios de construção de um analogon do discurso com o referente face aos meios de criação de um analogon dentro do próprio discurso. Este estudo visa apresentar uma ponderada reconstituição teórica desse complexo vínculo entre Poesia e Imagem, com as tensões históricas e as contradições tipológicas que tal relação sempre suscitou: trata-se assim de uma abordagem na qual necessariamente se cruzam os domínios elementares da Retórica, da Poética e da Estética, com vista a uma reflexão transdisciplinar que não se escusa mesmo a uma certa indisciplinaridade.

Autora
Joana Matos Frias

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

De passagem: artistas de língua alemã no exílio português

ILCMLNos últimos anos e na esteira dos Estudos de Memória, que remontam já aos anos 80, tem-se verificado um interesse acrescido por textos da memória cultural, com especial enfoque em documentos sobre o eu. Com esta abordagem memoria- lista se cruzam as perspetivas multi, inter e transdisciplinares, privilegiando a importância a conferir a experiências de fronteira (políticas, territoriais, linguísticas e estéticas) que a vivência exílica e as suas manifestações artísticas representam. De facto, um olhar sobre os espaços “entre” trouxe um outro interesse à questão das rotas do exílio enquanto espaço de experiência cultural, que se têm tornado (também elas) alvo de novas investigações críticas e de correspondentes alargamentos semânticos.
Portugal como rota de exílio ganhou, assim, um novo significado que esteve na origem dos textos que este volume congrega. Com ele se pretende dar visibilidade a artistas de língua alemã que viveram o seu exílio em Portugal ou que por aqui passaram – alguns caídos no esquecimento – e um novo enfoque às suas obras, revisitando ou (re)descobrindo não apenas textos literários, mas também outras formas artísticas.

Autoras
Teresa Martins de Oliveira e Maria Antónia Gaspar Teixeira

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2018

Interview

Constelações 2. Ensaios Comparatistas

Constelações 2: ensaios comparatistas sobre literatura e outras artes. O denominador comum dos textos, tal como os reúno neste volume, é decerto a ideia de fronteira. Fronteira política – e os discursos que a constituem -, fronteiras imaginárias – entre artes, sexualidades, cosmovisões -, fronteira do mundo – fins do mundo: desejados, temidos, exorcizados. Figura portanto de muitos níveis e formas, a exigir uma plural pesquisa, se não desmontagem, transformando as fronteiras em constelações.

Autor
Pedro Eiras

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2017

Da MTV para o YouTube: a convergência dos vídeos musicais

capaminiComplemento supérfluo e desnecessário, veículo de promoção ou ferramenta de marketing, triunfo da imagem sobre o som, anúncio publicitário que incita ao consumo massificado, perpetuador de uma forma particularmente cruel de canibalismo cultural, alienação dos mais fracos e oprimidos, detonador de tragédias humanas, invenção da MTV, presumível suspeito do assassínio de uma estrela radiofónica cujo cadáver jamais foi encontrado, propaganda niilista de contornos fascistas, pornografia semiótica, conteúdo “viral” e, mais grave ainda, objecto artístico – de tudo um pouco já foi acusado o género audiovisual com as costas mais largas desde a invenção da televisão, e que parece ter finalmente encontrado nas plataformas digitais o seu habitat natural.

A obra reúne um conjunto de ensaios onde se procura, a partir de uma abordagem interdisciplinar entre os Estudos Literários e as Ciências de Comunicação, proceder a uma análise textual do processo de convergência do vídeo musical da televisão para a rede.

Autor
João Pedro da Costa

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Agosto de 2016

A Situação e a Substância - Cinco Ensaios sobre a Ficção de Virginia Woolf e de Maria Velho da Costa

capa_situaçãoO fio condutor que une estes cinco ensaios é a observação de uma ausência fundamental que perpassa os universos narrativos de Virginia Woolf e de Maria Velho da Costa; diríamos por isso que eles são universos narrativos situados. De modo a salientar essa ausência, estudamos o uso das categorias da narrativa (personagem, narrador, acção, espaço, tempo) em alguns dos romances mais importantes das duas autoras. Verificamos assim uma erosão significativa dos modos de representação narrativa que constituíram um legado fundamental do realismo oitocentista; de tal modo que essas categorias da narrativa são postas em causa enquanto suportes estruturadores da experiência humana. O universo sólido do romance realista torna-se instável, mas é nessa fluidez que algumas destas personagens finalmente encontram uma substância para os seus mundos narrativos.

Há, no entanto, uma diferença importante que separa as duas autoras: enquanto a ficção de Virginia Woolf não deixa de salientar os constrangimentos que essa erosão narrativa revela, na ficção de Maria Velho da Costa esse constrangimento dá lugar a uma abertura lúdica, uma oportunidade para a livre efabulação narrativa a que não escapa uma vincada consciência política.

Autor
Rui Miguel Mesquita

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Julho de 2016

Annemarie Schwarzenbach e a Literatura de Viagens na Europa dos anos 30

capa_Annemarie_ pequenaOs anos 30 do século XX foram um período extremamente conturbado na história europeia. Sofre-se em pleno o choque da queda da bolsa de Wall Street e a enorme crise económica que provocou e facilitou a subida ao poder de Adolf Hitler que, com apoio de outros, levou a cabo uma das mais sangrentas décadas da história. Mas, ao mesmo tempo, foi uma época rica na literatura, e, especialmente, na literatura de viagens. Muitos e muitas quiseram abandonar a Europa, com a curiosidade de conhecer outros povos, outras realidades e fugir, ainda que só por momentos, da barbárie alemã, que se vai estender aos países vizinhos. Viajam, sobretudo antes do início da guerra, para o Médio Oriente, para as Américas, para África, mas também dentro da própria Europa.

Autores
Gonçalo Vilas-Boas e Maria de Fátima Outeirinho

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Junho de 2016

O Discurso sobre a Tradução na Literatura Portuguesa (Classicismo e Romantismo) - Antologia

distradSofrendo quase sempre de estatuto secundário face aos produtos originais da literatura e dos saberes, a tradução houve de apresentar-se, de explicitar os seus preceitos orientadores, de assumir os seus limites, de argumentar, enfim, o seu direito de cidade no cômputo das práticas intelectuais. Encarregaram-se os autores portugueses da defesa e justificação das obras trasladadas e do exercício de as verter, alegando utilidade social e moral, relevância científica e prática, ou mais simplesmente apontando a posição dos escritos no cânone das Letras e do pensamento. De passo, exprimiram e confrontaram-se com receios que se prendiam com a estrangeirização da cultura autóctone, com a bastardização da língua pátria e com o estiolar de um viço propriamente nacional ao compasso das modas importadas. E, todavia, como muitos reconheciam, era também da novidade e do estranhamento de si que a cultura portuguesa necessitava como contributos essenciais para a sua ilustração.

A presente antologia visa facilitar o contacto do leitor coevo com esses enunciados polémicos, críticos e teóricos, no que respeita aos períodos do Classicismo e do Romantismo. Prestando especial atenção ao campo da literatura, sem contudo a ele se circunscrever, documenta os debates travados em torno de conceitos como criação, imitação, fidelidade e vernaculidade, ao longo de grande parte dos séculos XVIII e XIX.

Selecção, Introdução e Notas
Jorge Bastos da Silva

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2015

Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português (vias e desvios)

cineminEste volume reúne um conjunto de ensaios onde se procura problematizar criticamente a complexidade das relações que alguns dos mais importantes autores do Modernismo português estabeleceram com o universo cinematográfico da época, com especial destaque para as consequências estruturantes que essa relação provocou no campo literário, em particular no poético. De Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, passando por Almada Negreiros, Gomes Ferreira e José Régio (vias), procura-se fundamentar um equacionamento do Modernismo de alcance interartístico e internacional, com ramificações que se estendem ainda aos Modernismos brasileiro e espanhol (desvios).

Autora
Joana Matos Frias

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2015

Emily Dickinson e Luiza Neto Jorge: Quantas Faces?

emiminEntre Emily Dickinson e Luiza Neto Jorge não há apenas um século de distância: há duas línguas, duas tradições literárias, dois contextos histórico-sociais e duas obras que divergem entre si. Ao mesmo tempo, porém, são surpreendentes as continuidades que se estabelecem entre as duas autoras quando sobre elas se faz incidir um olhar de teor aproximativo. Ambas criam um idioma desviante, que tanto suscita entusiasmo quanto incompreensão. Ambas obrigam à reformulação dos pressupostos crítico-literários tradicionais e à criação de um diferente tipo de público. Ambas – poetas vulcânicas – ameaçam o status quo literário e social com a sua torrente poética, ainda que obliquamente, no caso de Dickinson, e ciclopicamente, no caso de Neto Jorge. Revelando formas singulares de insubordinação, as obras poéticas de Emily Dickinson e de Luiza Neto Jorge contribuem decisivamente para a reconceptualização da categoria de sujeito presente na tradição da Modernidade, através da desestabilização operada pela emergência de uma subjectividade instável (mas) feminina.

Autora
Marinela Carvalho Freitas

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Abril de 2015

Platão no Rolls-Royce: Ensaio sobre Literatura e Técnica

plataominResistirei a definir o conceito de técnica. A técnica (tal como a axiologia que a sustenta, o poder que ela confere, o uso nela previsto, proposto, improvisado) dependerá, em cada instante, de uma escrita singular. Por isso, tentarei não subsumir o conceito numa só definição, mas espero redescrevê-lo em cada página, ou diversas vezes no interior de um mesmo parágrafo. Qualquer descrição será sempre circunstancial e efémera.

Autor
Pedro Eiras

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Abril de 2014

Tradução e Cultura Literária: Ensaios sobre a presença de autores estrangeiros em Portugal

552fb44b3d2f4Tradução e Cultura Literária reúne um conjunto de estudos críticos de tradução em perspectiva histórica, examinando o modo como a cultura portuguesa se relacionou com autores estrangeiros como William Shakespeare, Walter Scott, J. W. Goethe, Alfred de Vigny, Alexander Pope, John Milton e muitos outros.

Autor
Jorge Bastos da Silva

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Abril de 2014

Repto, Rapto (alguns ensaios)

552fa11aa2cdcRepto. Rapto. É nesta exacta medida que a poesia portuguesa contemporânea é agónica: ela constrói-se como dicção crítica, ela interroga e questiona as representações do senso comum, ela faz-se pela mão de autores implicados que convocam leitores implicados, ela é trangenérica porque rejeita as diferenciações impostas e prefere associar a intensidade lírica à extensão narrativa, ela propõe mundos e formas de vida alternativos face à hegemonia económico-financeira, ela adopta uma atitude de representação funcional naturalista e de fantasia concretizante.

 

Autora
Joana Matos Frias

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Abril de 2014

Marguerite Duras. O cinema da escrita. A escrita da voz. A voz do cinema

durasminMarguerite Duras escreveu, encenou, realizou: livros, peças de teatro, filmes; ou melhor, Marguerite Duras fez livros, peças de teatro, filmes: escreveu. Todo o seu trabalho e actividade se resumem a esse gesto: a escrita. As obras aqui em análise (Nathalie Granger, Le camion, L’homme atlantique) começaram por ser filmes e só depois foram publicadas em livro. Três filmes-livros que constroem um caminho (e, nesta autora, os caminhos existem para nos desorientarmos). Interessa aqui explorar esse Purgatório durasiano onde um filme (que se quer destruição fílmica) se purifica em livro sem nunca conseguir expiar o texto. Procede-se, então, à análise específica dos filmes-livros em causa, para nos aproximarmos de uma poética-potência própria, em que a voz é determinante.

Autora
Mathilde Ferreira Neves

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Maio de 2013

Constelações. Ensaios Comparatistas

constminOs ensaios comparatistas reunidos neste livro foram escritos entre 2006 e 2012, no âmbito da minha actividade como investigador do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. São contemporâneos de outros livros de ensaios comparatistas, com os quais de vários modos dialogam: Tentações , Um Certo Pudor Tardio , Os Ícones de Andrei.

Autor
Pedro Eiras

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Maio de 2013

Ficção Policial: Antologia de Ensaios Teórico-Críticos

poliminA abrir a década de 1990, em 1993 mais precisamente, a tradução para português do estudo clássico de Ernest Mandell, Delightful Murder. A Social Histoy of Crime Fiction (1984), ainda hoje o livro estrangeiro mais relevante na área ensaística sobre literatura policial em Portugal, faria esperar que, num contexto em que também foram criados prémios de incentivo a uma produção nacional, surgisse alguma antologia que reunisse ensaios significativos sobre o género policial. Foi a pensar nessa lacuna editorial, bem como na eventual curiosidade e interesse por parte de leitores e não-leitores de narrativas policiais que a presente antologia se organizou. A grande procura no nosso país do «género policial», proveniente agora dos mais diversificados horizontes culturais (desde os países nórdicos à América Latina), a vitalidade e capacidade de renovação desta espécie narrativa e o aparecimento ainda que tímido, em Portugal, de trabalhos académicos sobre o género, são outros motivos na origem deste volume. Por isso achámos também que nele não poderia faltar uma Bibliografia seleccionada, incluída com o objectivo de catalisar novos estudos sobre o tema.

Organizadores
Maria de Lurdes Sampaio
Gonçalo Vilas-Boas

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Dezembro de 2012

Reconhecer-se Além Fronteiras: Ecofeminismo e o Pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo

recominReconhecer-se Além Fronteiras pretende averiguar em que medida o pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo pode ser usado como chave para a crítica dos problemas que actualmente envolvem os seres humanos e o mundo natural. Uma linha de pensamentoque encontra repercussão no Ecofeminismo, que desde os anos setenta tem vindo a realizar a mesma questionação do quadro conceptual da sociedade ocidental, construido a partir de várias discriminações sociais, na desvalorização das mulheres e dos recursos naturais. Estes são pontos de contacto entre estas duas linhas de pensamento: a defesa de um modelo de sociedade assente em relações de interdependência entre seres humanos e natureza, e um desenvolvimento que articule a sustentabilidade da Qualidade de Vida com novos modelos de produção. Uma questão continua a pairar: Será a defesa de uma mudança de paradigma, assente numa ética que valoriza o respeito pela diversidade de relações entre seres humanos em equilíbrio dinâmico com a natureza, ainda uma utopia?

Autora
Ana Cristina Assis

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Maio de 2012

Um certo pudor tardio: Ensaio sobre os «poetas sem qualidades»

pudorminNão sabemos o que é salvar; se há diferença entre salvar a época e salvar-se a si próprio na época; e o que fazer do peso teológico dessa palavra, disseminada às vezes em seculares poemas. Sabemos, apenas, ou suspeitamos – que eterno e transitório se opõem; mas, a ser assim, os “poetas sem qualidades” sugerem talvez que salvar não é revelar o eterno no mundo, mas – paradoxo – imergir nas águas turvas do transitório. E então, só então, quando o poeta desistiu do eterno, pode surgir um sentido, a beleza, um pequeno fragmento do mundo, salvo.

 

Autor
Pedro Eiras

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Outubro de 2011

Annemarie Schwarzenbach: Uma viajante pela palavra e pela imagem

4db9951dbd60eNesta publicação o olhar foi dirigido para os textos de Annmarie Schwarzenbach – em palavras e em fotografias – no sentido de encontrar as interrogações, os medos, as reflexões a que a autora aí dá forma. Mas também para se perceber o modo como Annemarie Scharzenbach constrói o Outro, sempre a partir de si e das suas perplexidades, bem como das ideias feitas que ela transporta na sua bagagem interior a propósito da sua Europa a caminho da ruína. Focou-se, de igual forma, o modo como o diálogo com o Outro provocou mudanças nos textos que foi escrevendo e nas fotografias que foi tirando ao longo da vida. Olhar pela palavra e pela imagem: foi este o desafio, que se traduziu nestes onze estudos que agora publicamos, onze diferentes olhares sobre a fotografia e a literatura desta fascinante escritora e fotógrafa.

Autor
Gonçalo Vilas-Boas

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Agosto de 2010

Lentes Bifocais: Representações da Diáspora Portuguesa do Século XX

lentesminMovendo-se num terreno que tem sido explorado sobretudo na sua dimensão sociológica e antropológica, estes ensaios sobre a vertente literária e, mais pontualmente, cinematográfica da diáspora portuguesa do século XX, ao enveredarem por uma perspetiva de análise crítica ainda pouco usual entre nós, procuram acima de tudo levantar questões, rasgar sentidos, mostrar nexos ou apontar problemas, com a nítida consciência daqueles que são os limites e a arbitariedade subjacentes a qualquer corpus de investigação.

Autora
Ana Paula Coutinho Mendes

 

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Abril de 2010

Identidades Reescritas: Figurações da Irlanda no Teatro Português

identiminIdentidades Reescritas: Figurações da Irlanda no Teatro Português oferece uma caraterização da presença da dramaturgia irlandesa na dinâmica da criação teatral portuguesa dos últimos 50 anos. Recenceado o conjunto de autores e de textos traduzidos e representados em Portugal, interrogam-se, numa perspetiva comparatista, as diferentes modalidades de reconfiguração das suas marcas culturais.

Autor
Paulo Eduardo Carvalho

Editora
Afrontamento

Data de publicação
Abril de 2010