Práticas e memórias de exclusão: o romance de adultério do século XIX

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Numa altura em que a nossa sociedade – em que a igualdade de género é consensual e legalmente consignada – se vê abalada pela constatação de que continuam vivos muitos dos estereótipos e dos preconceitos de há dois séculos e de que ainda hoje têm lugar incompreensíveis práticas de exclusão, regressar aos romances de adultério do séc. XIX e às questões que neles se levantam afigura-se-nos pertinente. Com efeito, interrogações como a do adultério feminino como violação da ordem e promotor de dissolução social ou como sinal e consequência de uma sociedade marcada por um padrão moral dúplice e de efeito funesto sobre a mulher, adultério como emergência do natural (Bagulay, 1990) ou como expressão da afirmação feminina, condenação da mulher como reposição da ordem ou como manifestação da violência de uma sociedade patriarcal, são questões presentes na história cultural literária e artística que importa de novo revisitar.

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Teresa Martins de Oliveira
Maria de Fátima Outeirinho

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