Pulsar

Apresentação

A colecção Pulsar divulga textos relevantes em torno da literatura e de outras artes. Estes pequenos livros, que se podem ler numa viagem de comboio ou a uma mesa de café, pretendem emitir um sinal luminoso, sentidos de um pensamento, fulgurações de palavras. Como os enigmáticos e distantes pulsares.

Direcção e coordenação científicas de Ana Luísa Amaral, Pedro Eiras e Rosa Maria Martelo.

Morelli, Freud e Sherlock Holmes - Indícios e Método Científico

carlo-ginzburgo-capa “A tendência revisionista da micro-história manifesta-se, entre outros aspectos, na “redução da escala de observação”, articulando-a com a prática do zoom sobre micro-contextos, sobre objectos ou casos singulares e irrepetíveis, e sobre assuntos “menores” da vida quotidiana das comunidades.”

Autor
Carlo Ginzburg

Tradução
Maria de Lurdes Sampaio

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Julho de 2016

A Arte Há de Sobreviver às suas Ruínas

anselmmin(…) a autodestruição foi sempre a finalidade mais íntima, a mais sublime da arte, cuja vaidade se torna desde logo percetível. Pois, qualquer que seja a força do ataque, e mesmo que tivesse chegado ao limite, a arte há de sobreviver às suas ruínas.

Autor
Anselm Kiefer

Tradução
José Domingues de Almeida

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Julho de 2015

Epístola aos Jovens Atores para que Seja Dada a Palavra à Palavra

olivierminEste livro deve ser aberto de par em par, para que dele se possam tirar as palavras inteiras. É uma conferência de Olivier Py para falar de Teatro a alunos de Teatro. Mais do que uma conferência, quer ser uma lição memorável. Mais do que uma lição memorável, quer ser um poema. Mais do que um poema, quer ser Teatro. É um texto que quer sair do papel, que se sente aprisionado pelas páginas. Por isso, só quando este livro for aberto de par em par, ele se tornará uma caixa útil.

Autor
Olivier Py

Tradução e Apresentação
Maria Luísa Malato

 

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Julho de 2015

Manifestos Vorticistas

wyndhamminBalizada cronologicamente pelo primeiro conflito mundial, a vanguarda inglesa – Vorticismo (1913/14-18) – vem reclamar um realinhamento da ética e da estética da arte moderna. É num enquadramento fértil aos focos de explosão estética, assim como à sua extinção, que, em Março de 1914, fica finalmente pronto o Rebel Art Centre, onde alguns dos modernistas ingleses mostram estar em estado de sublevação. As artes visuais e a literatura surgem invulgarmente envolvidas e a necessidade de dotar as práticas artísticas de plataformas teóricas está na ordem do dia. É em 20 de Junho de 1914, poucos meses antes da declaração da Primeira Grande Guerra, que Wyndham Lewis e Ezra Pound anunciam o Vorticismo.

Autor
Wyndham Lewis

Tradução e Apresentação
Manuela Veloso

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Novembro de 2014

A Moralidade da Profissão das Letras e outras defesas da Literatura

robertminAutor
Robert Louis Stevenson

Tradução e Nota de Leitura
Jorge Silva Bastos

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Novembro de 2012

Hobby e Dandy. Da arte na sua relação com a sociedade

pinsonminIndústria do lazer por um lado, vaguarda pelo outro? – A arte, tal como ela se apresenta hoje, não pode todavia resumir-se à simples oposição entre uma lógica comercial e uma lógica puramente artística. Isto porque, numa época de cultura de massas, é a prática da arte que tende também, multiforme, a expandir-se. Muitas vezes simples hobby, a arte pode revelar-se como modo de gerar-se a si próprio bem como tentativa de uma melhor habitação do mundo. Aliás, nada impede que possa aí reencontrar-se a orgulhosa ambição dandy intrínseca ao desejo da “grande arte”.

Autor
Jean-Claude Pinson

Tradução e Nota de Leitura
Ana Paula Coutinho

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Outubro de 2012

Crise de Versos

4ecfde2c58855Digo: uma flor! e, longe do esquecimento onde a minha voz relega todo o contorno, musicalmente eleva-se, como outra coisa que não os cálices conhecidos, pura ideia, e suave, a ausente de todos os ramos.

Autor
Stéphane Mallarmé

Tradução e Nota de Leitura
Pedro Eiras & Rosa Maria Martelo

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Julho de 2011

Para que serve a Poesia hoje?

4ecfde1cb974dO que pode ainda a poesia, quando as suas ilusões líricas do passado recente [proporcionar uma vista desimpedida para o Absoluto, «mudar a vida»…] foram desacreditadas? Não se terá ela transformado numa actividade anacrónica e irrisória?
E, todavia, mesmo se acabou por ter de desinchar quanto às suas pretensões, ela insiste, voltada ainda para o que não deixa de falar às nossas consciências.

Autor
Jean-Claude Pinson

Tradução
José Domingues de Almeida

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Maio de 2011

Para que serve a Literatura?

4dc40e4eb3cd3Ao lado da questão teórica ou histórica tradicional «O que é a literatura?», coloca-se hoje com maior premência uma questão crítica e política: «O que pode a literatura?», que valor a sociedade e a cultura contemporâneas atribuem à literatura? Que utilidade? Que papel? «A minha confiança no futuro da literatura, declarava Italo Calvino, assenta na certeza de que há coisas que só a literatura nos pode dar». Será este ainda o nosso credo?

Autor
Antoine Compagnon

Tradução
José Domingues de Almeida

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Junho de 2010

Um incómodo técnico em relação aos fragmentos

4dc40e6ecc7acUm calcanhar partido, um braço quebrado excitam vivamente o espírito em direção a um corpo que se tornou impossível, que a infância viveu muito simplesmente na indissociação, depois na mastigação, cuja memória foi toda como que atormentada.
Fantasia da beleza e da plenitude de um corpo ao qual nenhum mármore nem nenhum escultor saberiam chegar, e do qual o fragmento deixa a possibilidade, ou a esperança.

Autor
Pascal Quignard

Tradução
Pedro Eiras

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Novembro de 2009

A Invenção da Teatralidade seguido de Brecht em Processo e O Jogo dos Impossíveis

4dc40b473e9fcProsseguir a tarefa (becketiana) de acabar (outra vez) com o teatro, sonhando sempre com a possibilidade de começar tudo de novo, talvez seja este o último paradoxo da teatralidade. Porque o teatro só se realiza verdadeiramente fora de si mesmo, quando consegue desprender-se de si mesmo…

Autor
Jean-Paul Sarrazac

Apresentação e Tradução
Alexandra Moreira da Silva

Editora
Deriva / Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Data de publicação
Outubro de 2008