Libretos

destaque_mfm#9

Já se encontra em linha o número 13 dos Libretos, com o título “Materiais para o Fim do Mundo #9

Seminário Aberto “Literatura/Cinema. História(s) da Cultura”

destaque_ Maurício Vasconcelos

O Prof. Doutor Maurício Salles de Vasconcelos (USP) irá realizar um Seminário Aberto no dia 20 de novembro, às 17h30, na sala 208 (Geral, 2º piso), sobre Literatura/Cinema. História(s) da Cultura.

Entrada livre.

Resumo: A partir da genealogia produzida por Godard, em Histoire(s) du cinéma, envolvendo século XX e imagens fílmicas, a possibilidade de se realizar um mapeamento historiográfico, de caráter plural, a contar dos elos entre cinema/literatura vem se mostrando viável, uma vez que nessa série videográfica e em toda sua filmografia se configuram simultaneamente História(s) da Literatura. À luz de tal cartografia, um contato com o audiovisual contemporâneo, em termos do presente milênio, aponta também para um andamento renovador de história cultural. Um cinema-mundo desponta de forma inseparável das imagens-de-mundo, de modo a redimensionar os sentidos de história, cultura e dos signos da arte – em especial, da literatura – na atualidade.

Maurício Salles de Vasconcelos – Professor Livre-Docente de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (Universidade de São Paulo). Autor de livros de narrativa, de que são exemplos, Meu Rádio (Coletivo Animal), de 2016, e Telenovela (2014), entre outros, MSV publicou no campo da poesia Ar Livre (2017), Caderneta-Maquete (2016) e Ocidentes dum sentimental (1998), uma recriação de “O sentimento dum ocidental”, de Cesário Verde. Roteirizou e dirigiu vídeos sobre Maurice Blanchot, Guy Debord e o poeta angolano Ruy Duarte Carvalho. Prepara, no momento, o roteiro de um filme sobre o dramaturgo brasileiro José Vicente.

Jornada de Estudos “(Humanidades)n. O potencial infinito das Humanidades na era do digital”

destaque_Humanidades

Mas se é verdade que diversas conjunturas e enquadramentos plurais de investigação têm progressivamente mobilizado e fomentado aberturas nos mais variados domínios científicos e nas abordagens de diferentes problemáticas, essas convergências (Ceserani, 2010), ou tão-só contaminações discursivas, têm por vezes provocado imposturas intelectuais no mínimo caricatas (Bricmont e Sokal, 1997) que, de modo algum, contribuem para a credibilidade das Humanidades, nomeadamente dos Estudos Literários.

Por isso mesmo nos parece fundamental continuar a refletir sobre os processos e consequências da interacção epistemológica, agora cada vez mais à luz da revolução digital, enquanto promotora da formação de um campo particular, o das Humanidades Digitais, onde criação, valorização, difusão, conservação, troca, partilha e cruzamento de saberes se tornam palavras-chave.

Não será por acaso que, em 2010, o THATCamp (“The Humanities and Technology Camp, is an open, inexpensive meeting where humanists and technologists of all skill levels learn and build together in sessions proposed on the spot”), redigia um manifesto (Manifeste des digital humanities) no qual se apelava à integração da cultura digital na definição de cultura geral do século XXI, e se propunha uma definição de Humanidades Digitais assente em três vetores:

  1. Le tournant numérique pris par la société modifie et interroge les conditions de production et de diffusion des savoirs.
  2. Pour nous, lesdigital humanitiesconcernent l’ensemble des Sciences humaines et sociales, des Arts et des Lettres. Les digital humanities ne font pas table rase du passé. Elles s’appuient, au contraire, sur l’ensemble des paradigmes, savoir-faire et connaissances propres à ces disciplines, tout en mobilisant les outils et les perspectives singulières du champ du numérique.
  3. Lesdigital humanitiesdésignent une transdiscipline, porteuse des méthodes, des dispositifs et des perspectives heuristiques liés au numérique dans le domaine des Sciences humaines et sociales.

Não obstante o desenvolvimento exponencial da investigação em torno da Web, persistem ainda uma grande falta de conhecimento, o sentimento de suspeição, ou mesmo, uma desvalorização do digital que justificam uma atenção particular a esse fenómeno omnipresente no nosso quotidiano.

É nesse sentido que vários colóquios, publicações e projetos têm procurado dar conta de pontos de contacto e de interseção entre as Humanidades e outros domínios do saber aparentemente distantes (medicina, neurociências, direito, arquitetura, física, etc.), sinal de que as Humanidades, quando inscritas na dinâmica do digital e da sinergia transdisciplinar, integram legitimamente a construção epistemológica complexa e pluridisciplinar do futuro.

  1. Humanidades digitais: definição e desafios;
  2. Humanidades digitais: estudos de caso e domínios de aplicação (nomeadamente nas áreas da literatura e estudos literários);
  3. Humanidades Digitais e fronteiras do conhecimento (interseções entre as Humanidades e outras disciplinas científicas);
  4. Abordagens relativas ao alcance e impacto das Humanidades sobre o conhecimento e as práticas científicas;
  5. Humanidades Digitais e viragem ética: desafios de inclusão.

 

Organização:

Ana Paula Coutinho (Un. Porto – ILC ML – APEF)

José Domingues de Almeida (Un. Porto – ILC ML – APEF)

Maria de Fátima Outeirinho (Un. Porto – ILC ML – APEF)

Comissão Científica:

Jacques Walter (Centre de Recherche sur les Médiations, Communication, Langue, Art, Culture – Un. de Lorraine)

Moisés Lemos Martins (Un. Minho)

 

Idiomas : francês, inglês, espanhol e português.

 

Seminário Aberto “Inter- and Transmediality. Forging a Path Through a Terminologial Babel”

destaque_Irina

A Prof.ª Doutora Irina Rajewsky irá realizar um Seminário Aberto no dia 30 de outubro, às 17h30, na Sala de Reuniões (Geral, 2º piso), sobre questões de Inter- e Transmedialidade.

Entrada livre.
Abstract: Current research abounds in overlapping terms which in one way or another all refer to relations between media. While ‘intermediality’ has certainly been one of the most successful terms to emerge over the past 25 years, recent notions such as ‘media convergence’, ‘cross-’ and, most notably, ‘trans­mediality’ seem to have taken pole position. This raises questions 1) as to the basic understanding of ‘inter-’ and ‘transmediality’ and 2) as to how these categories relate to, or can be defined against, one another. Contrary to approaches considering ‘transmediality’s’ success as pointing to a shift which replaces ‘inter-’ with ‘transmediality’, I will demonstrate the heuristic benefit of holding on to both concepts, i.e. to conceive of ‘transmediality’ as an akin yet nonetheless distinct category. I shall argue in favor of differentiating between intermediality and a transmedially-oriented research perspective.

Irina Rajewsky (irina.rajewsky@fu-berlin.de) is ‘Privatdozentin’ (private docent) at Freie Universität Berlin’s Department of Romance Languages and Literatures as well as Principal Investigator of the Friedrich Schlegel Graduate School of Literary Studies (FSGS). Currently she also holds the position of Interim Professor for Italian and French Literature at Ruhr-Universität Bochum. Before she was Visiting Professor at the Humboldt Universität zu Berlin’s Department of Romance Languages and Literatures. Her main areas of research are narratology (with a special focus on transmedial narratology), intermediality in theory and cultural practice, intertextuality, fictionality, meta-phenomena in literature and the other arts, author and narrator concepts, performativity; Italian and French literature of the 19th, 20th and 21st centuries. She has recently concluded a research project on “Mediality – Transmediality – Narration: Perspectives of a Transgeneric and Transmedial Narratology (Film, Theatre, Literature)”, funded by the Deutsche Forschungsgemeinschaft (DFG). Her most important publications include Intermedialität (Intermediality, 2002), Intermediales Erzählen in der italienischen Literatur der Postmoderne (Intermedial Strategies in Postmodern Italian Fiction, 2003). She is also co-editor of Fiktion im Vergleich der Künste und Medien (Fictionality across the Arts and Media, 2016) and Im Zeichen der Fiktion. Aspekte fiktionaler Rede aus historischer und systematischer Sicht (In the Sign of Fiction. Aspects of Fictional Discourse in Historical and Systematical Perspectives, 2008).