Manuel Gusmão interviewed by Rosa Maria Mesquita

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Sabendo que Migrações do Fogo vem, naturalmente, na continuidade das obras anteriores, em quem pensava quando falava no “migrante”?

Não pensava em ninguém em concreto; apenas em “alguém” que migrasse, alguém em trânsito entre países, entre continentes ou regiões, entre culturas; não como um turista ou um aventureiro, mas por uma espécie de sobrevivência ameaçada. O ponto de partida foi esse. Tratava-se, suponho, de criar ou inventar personagens que abandonaram ou foram expulsas de uma como que “pátria” e estão em trânsito por outras terras que de certa forma os acolhem, mas também os repelem; que os forçam àquilo mesmo a que eles por si já andam, ou seja, a reconfigurarem a sua identidade. Muito cedo, tudo se complicou com um outro tipo de migrante ou de sujeito de outras migrações. Tratava-se agora de um leitor, de um ouvinte ou espectador que migrasse entre livros, músicas, pinturas ou filmes, e que ao fazê-lo criasse assim outros livros, músicas, etc; criasse novos mundos com bocados daqueles que transitoriamente vai habitando. Tudo se complica porque não há nada que impeça de cruzar estes dois tipos de migrantes numa única e complexa figura humana.

Poderá, alguma vez, o migrante sair do labirinto?

De acordo com o desdobramento figural acima esboçado e com um similar desdobramento dos valores de sentido da figura do “labirinto”, eu tenderia a dizer que sim, o migrante sairá do labirinto, como em cada agora já sai, quando impõe um sentido à ameaça de destruição do sentido. E mesmo que o tempo deste agora e aquele tempo futuro não coincidam exactamente. Mas responderei também que quando consegue recompor um pouco de mundo humano com os gestos baços e fulgurantes dos restos de outros mundos, o migrante sai do labirinto; quando o transporta consigo, o faz seu e ao mesmo tempo o vê por dentro como obra sua e anónima, obra de alguém, um arquitecto, que trabalhava com ruínas.

Abordando mais especificamente a questão do cinema, gostaria que desvelasse um pouco o processo de concretização do movimento ecfrástico deste livro. Logo que via o filme escrevia algo sobre ele. Ou recorria apenas a rememorações pontuais?

Não sei se o movimento da ecfrasis é o movimento fundamental da minha relação com o cinema. Os filmes que “aparecem” na minha poesia vêm de diferentes distâncias no tempo, raramente dão origem imediata a poemas ou a movimentos deles. É preciso que tenham provocado alguma e-moção ou co-moção, quando vistos ou revistos, e que depois tenham atravessado os tempos, até acontecer que venham a ser necessários a um clima, a uma narrativa ou tão-só a uma imagem que, no poema, deve mover-se, incendiar-se ou quietamente fulgurar. Alguns dos planos que eu cito são por vezes construções feitas de imagens misturadas de diferentes filmes e, nesse sentido, inventadas pela poesia.

Reconhece-se nas suas palavras uma poderosa relação com o ecrã. Poderia falar um pouco acerca dessa atracção?

De facto, o cinema atrai-me. E quando você fala no ecrã está a referir-se a um dispositivo que é parte do dispositivo maior que é o da sala de cinema, um dos factores da atracção. Essa sala que implica ainda a máquina de projectar, a projecção do filme, que nos dá a impressão de um feixe de luz que atravessa a escuridão para iluminar e imobilizar, no ecrã, aquilo que é essencialmente tempo e movimento. A escuridão da sala (um dos sentidos da noite e, nesse caso, as imagens são literalmente os astros ou os corpos celestes e terrestres) protege-nos a solidão individual num quadro que pode ser de centenas ou de vinte espectadores. E ainda não falei (nem vou falar, apenas mencionar) das filmagens (e dos processos físico-químicos, mecânicos e ópticos da formação das imagens), da mesa de montagem e da pós-produção. O cinema é uma forma admirável da objectivação artística da nossa vida mental e psíquica. Eu posso por exemplo imaginar que tenho (temos todos) um cinema instalado na cabeça com uma máquina de projectar atrás dos olhos que projecta imagens que eu vejo diante deles. Este é um dos caminhos. Um outro é, por exemplo, o de começar a imaginar que o cinema só pode ser visto na escuridão nocturna e que ele próprio é uma noite que torna visível a noite do mundo, combinando através de um artifício maquínico o mais íntimo, o mínimo e o cósmico.

Há um outro plano em que o cinema me fascina: o modo como faz aquilo que também é – uma arte narrativa. E como a minha poesia se alimenta também do desejo desse passado insepulto em que ela própria foi uma arte narrativa, acontece-me que, por palavras e imagens, eu conto histórias, refazendo filmes, montando planos de filmes diferentes, misturando sons e imagens.

O cinema é então uma sinédoque da imaginação e daquilo que ela é no seu máximo esplendor: a alucinação; técnica alucinatória, arte da metamorfose.

Em Migrações do Fogo, como em obras anteriores, deparamos com uma importante presença da figura da “noite”. Como definiria o papel desempenhado por esta figura? Será a «génese”?

Tanto quanto posso julgá-lo, a noite não é sempre a mesma ou não vale sempre o mesmo e, no limite, pode significar coisas contraditórias. Mas sim, um dos seus valores fundamentais é o do momento anterior ao sentido, o da génese do sentido, desde que se aceite que o sentido nasce e guarda algo dessa noite que o precede e o projecta: noite enquanto diferença e diferimento in-finitos da noite do logos e da noite do mundo. A noite pode ser o nome que damos ao soberano fechar de olhos daquele que se entrega ao fascínio, à cegueira daquele que olha de fronte o sol; mas também pode ser a noite da tragédia, a noite que, de dia, aniquila o dia; a noite enquanto clausura dos possíveis. Julgo que é preciso ver em cada contexto qual a torção que modela o sentido da palavra.

Tendo em conta o fundamental papel que o Tempo e a História parecem desempenhar nas suas obras, como se enquadra a si mesmo neste “tempo” actual? As nossas causas continuarão a afirmar-se através da “promessa sem garantias”?

O tempo actual é algo que só do avesso ou a contrapelo posso re-conhecer. Sou inactual, no sentido, espero, em que me desejo intempestivo. O “tempo actual” é um efeito de pensamento produzido pela expansão de uma prosopopeia do “mercado”; uma mistificação global que se pretende tempo, mundo e pensamento únicos, ao mesmo tempo que reprime a efectiva pluralidade de tempos possiveis e de possíveis de mundo; um processo de integral mercadorização do humano, da terra e da água que são o seu corpo não-orgânico, um processo abençoado por uma arrogante meta-narrativa imperial, nascida sobre o pretendido apocalipse de todas as outras.

Enquanto coisa assinada pela poesia, na pior das hipóteses, cheguei atrasado, entregue a um compromisso antigo, e todavia novo, com a poesia enquanto projecto de sentido, enquanto experiência de partilha da linguagem “em estado de nascimento”, enquanto invenção pessoal do comum. Não sou pós-moderno, venho num contraciclo da modernidade de longa duração. Sou um moderno que não actualiza nem esquece o antigo, porque o antigo está ele próprio a ser inventado e a poesia pode ser, desde sempre, não apenas a descoberta, mas a invenção. Não apenas a vontade da inovação, mas o desejo de duração.

As “nossas causas” continuarão a afirmar-se pela “promessa sem garantias”, ou seja, pela promessa sem Messias, acto de palavra rente aos limites e ao aberto do humano, pelas condições e pelo tonus de modulação da promessa e pelo que fazem as mãos que prometem.

Enquanto poeta, pensa que o futuro, e recorrendo a uma expressão de Herberto Helder, estará “ nos poetas futuros com máquinas de filmar nas mãos”?

Entre outras coisas, sim, porque não? Podemos aliás combinar assim e inversamente o nome dos “fazedores” e os instrumentos das outras artes, todas, até que fique claro que a arte, a poiesis, faz outra e outra a vida nossa e a dos outros. Inquieta-me algo que não compreendo bem na promessa de que todos seremos artistas. De resto, sei pouco do futuro. Apenas direi que só posso querê-lo; estendendo os braços e as mãos, só posso imaginá-lo na alegria, ou como alegria. Meio verso, da letra de uma canção já antiga – “uma terra sem amos!” – e é uma espécie de começo que recomeça.

13 de Junho de 2007

Activities organised by ILC in 2014

NOTE: To access the information related to our 2014 publications, access the sections dedicated to the several journals (Cadernos de Literatura Comparada, eLyra and ESC:ALA), series (Estudos de Literatura Comparada, Pulsar, Cassiopeia and Libretos) and other publications (co)edited by ILC.

National and International Conferences

Novas Cartas, Novas Cartografias: Reconfigurando Diferenças no Mundo Globalizado

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Tipo: Journée d’Études
Datas: 13-15 de Março de 2014
Local: Escola de Ciências Sociais – Universidade de Évora
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O presente Colóquio, Novas Cartas, Novas Cartografias: Re-configurando Diferenças no Mundo Globalizado, tem como origem primeira o Projeto de Investigação Internacional Novas Cartas Portuguesas 40 Anos Depois (PTDC/CLE-LLI/110473/2009). Mas, tal como a matéria que originou o Projeto ultrapassou todas as fronteiras – geográficas, linguísticas e temáticas –, também o Colóquio pretende criar condições para novas cartografias. Nesse sentido, propõe-se a discussão de algumas questões prementes do Mundo Globalizado em que nos movemos, centradas na problemática das diferenças. Assim sendo, a finalidade essencial deste Colóquio é aceitar o desafio de muitos pensadores e pensadoras contemporâneos que vêm exigindo uma espécie de momento ético da globalização, onde se questionem problemas e discutam soluções que não se focalizem somente em questões económicas e financeiras. Neste sentido, serão postos no centro da análise e da reflexão os temas de natureza cultural, filosófica e política levantados pela realidade de um macromundo que, embora interaja em tempo real, continua a não dispor de um conjunto de respostas à altura de uma humanidade comum. Queremos, pois, desenvolver um debate em torno de questões que fazem parte do horizonte problemático desenhado nos anos 1970 pelas Novas Cartas Portuguesas e que continuam a ser cruciais na agenda política dos nossos dias, como a guerra, a violência, a discriminação, a feminização da pobreza ou as migrações.

Comissão Organizadora
Ana Luísa Amaral
Fernanda Henriques
Rosalina Costa
Paulo Simões Rodrigues
Marinela Costa

 

INSISTER, DIT-ELLE, avec MARGUERITE DURAS | INSISTIR, DIZ ELA, com MARGUERITE DURAS

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Tipo: Jornada Internacional
Data: 24 de Março de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Marguerite Duras – escritora, dramaturga e cineasta – faria cem anos em Abril de 2014. Para comemorar de modo integrado e projectivo esta efeméride em torno de uma autora de grande relevância no panorama cultural europeu da segunda metade do século XX, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, em articulação com alguns dos cursos da FLUP (das Literaturas e Culturas como do Jornalismo e Ciências da Comunicação) e com outra Unidade Orgânica da UP (FBAUP), bem como com outras instituições de relevo da cidade do Porto, organizou uma série de eventos multifacetados e pluridisciplinares, à imagem da obra da própria. O objectivo do projecto é ler, ver e pensar (com) Marguerite Duras ao longo de Abril, em vários espaços do Porto, em sessões de cinema, de leituras públicas, em exposições e em entrevista-debate, assim como numa jornada científica de reflexão crítica na Universidade (FLUP), com o título “Insistir com Marguerite/ Insister avec Marguerite Duras”.

Organização
Ana Paula Coutinho
David Pinho-Barros
Joana Rodrigues
Mathilde Ferreira Neves

 

Figurinus: o corpo em cena

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Tipo: Jornada Internacional
Data: 20 de Junho de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

À crescente atenção que o figurino tem merecido na encenação contemporânea só muito raramente lhe correspondeu um espaço alargado de reflexão em sede académica, onde as artes cénicas e do espetáculo têm vindo a ocupar uma gradual importância nos mais recentes planos curriculares. Inicialmente associado à moda do vestuário civil e a códigos mais realistas e de verosimilhança, o figurino, signo po excelência da personagem, foi assumindo, ao longo do século XX, uma função estética cada vez mais autónoma, sobre a qual urge refletir. Perspetivando como a “segunda pelo do ator” (A. Tairov) e, mais recentemente, como “uma cenografia à escala humana” (P. Pavis), o figurino permite, antes demais, revisitar e pensar o corpo em cena, na sua materialidade e na sua imaterialidade, do corpo estrangeiro à estranheza do corpo, no âmbito da tensão entre o finito de que parte e o infinito a que se abre pela teatralidade, numa permanente “expeausition” (J-L Nancy). Com a presente Jornada Internacional “Figurinus: o corpo em cena”, pretende o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em parceria com o Teatro Nacional S. João, abrir portas a uma História do Figurino, que urge ir construindo, refletindo sobre as suas práticas, funções, formas, cores, materiais, enfim, sobre todos os sinais que nele convergem e que sustentam a legibilidade de uma representação.

Organização
Alexandra Moreira da Silva
Gonçalo Vilas-Boas
Isabel Morujão

 

A ARTE NAS TRINCHEIRAS | NAS TRINCHEIRAS DA ARTE. Nos 100 anos da 1ª Guerra Mundial

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Tipo: Colóquio Internacional
Datas: 2-4 de Outubro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Com o intuito de assinalar a passagem do centenário do início da Primeira Guerra Mundial, o Instituto de Literatura Comparada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto associa-se às diversas atividades comemorativas da efeméride que diferentes organismos e instituições estão a promover ao longo deste ano. Pretende-se, com a realização de um Colóquio Internacional e Interdisciplinar, aprofundar a discussão em torno da participação de Portugal na Primeira Grande Guerra, mediante uma reflexão conjunta e articulada que, para lá de questões de natureza estritamente histórico-política, incida sobre os vários campos artísticos, com especial destaque para o campo da Literatura. Assim, privilegiar-se-ão os seguintes eixos temáticos: 1. representações literárias da Primeira Guerra Mundial na literatura ocidental; 2. expressões interartísticas da Primeira Guerra Mundial (teatro, música, cinema, fotografia, artes plásticas); 3. migrações artísticas e literárias entre 1914-1918; 4. problematização na Literatura e outras artes de conceitos e valores relacionados com a Guerra; 5. problematização teórica e crítica do papel belicosa da arte e da literatura.

Organização
Ana Paula Coutinho
Gonçalo Vilas-Boas
Joana Matos Frias

 

Worlds made of Heroes – On the 60th anniversary of the publication of J. R. R. Tolkien’s The Fellowship of the Ring

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Tipo: Colóquio Internacional
Datas: 6-7 de Novembro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + CETAPS

J. R. R. Tolkien’s The Lord of the Rings has been read and transformed in multiple ways, its narrative meticulously examined, its symbols analysed, its text regarded as configuring different allegories. Indeed, the novels became the best-known and most celebrated epic fantasy trilogy in the 20th century preserving their preponderance throughout more recent times. Whether in literature, cinema or music, countless works have been produced in their shadow, both as mere derivative pieces and as original fictions with an active and distinctive voice. As clearly shown by numerous studies in wide areas of literary theory and criticism as well as in comparative literature, Tolkien’s legacy is both literary and cultural, and its influence pours out in many postmodern representations of man and nature, thus recreating the old traditional paths of epic fantasy and fantastic literature overall. Derived as they were from the absorption and transformation of a sizeable body of mythological works in a number of languages, Tolkien’s mythopoetic compositions have themselves spawned a wealth of intermedial adaptations, from illustrations and radio plays to films, comic books, heavy metal and folk songs, operas, videogames, role playing games (RPG), spoofs… Peter Jackson’s cinematic adaptation of The Lord of the Rings (2001-2003) is perhaps the greatest example of all, having contributed so far to further popularize Tolkien’s work and to awake a global epic fantasy euphoria. Literary and cultural questionings will be discussed alongside with intermedial dynamics within the context of Tolkien’s work and its multiple versions and expansions. Ultimately, at a narratological level, a particular interest will be given to textual analyses around rhetorical/ stylistic features and devices that further reveal important ideological layers. The Porto Tolkien’s Conference “Worlds made of Heroes” aims to celebrate the 60th anniversary of the publication of the trilogy’s first volume – The Fellowship of the Ring.

Organising Committee
Filomena Vasconcelos
Maria Luísa Malato
Inês Botelho
Miguel Ramalhete Gomes

 

II Encontro Português de Literaturas Ibero-Americanas. Nos 100 anos de Adolfo Bioy Casares, Julio Cortázar, Nicanor Parra e Octavio
Paz

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Tipo: Colóquio Internacional
Datas: 6-8 de Novembro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto + Teatro Municipal do Campo Alegre
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + Casa da América Latina
 

Procurando dar sequência ao I Encontro de Literaturas Ibero-Americanas que teve lugar no Porto em Outubro de 1998, e que reuniu dezenas de escritores e estudiosos dos vários países hispânicos, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e a Casa da América Latina promovem, nos próximos dias 6 a 8 de Novembro de 2014, um Encontro comemorativo do centenário do nascimento de quatro dos mais impor¬tantes escritores da literatura em língua espanhola do século XX: Adolfo Bioy Casares (n. Buenos Aires, Argentina, 15 de Setembro de 1914), Julio Cortázar (n. Ixelles, Bélgica [Embaixada da Argentina], 26 de Agosto de 1914), Nicanor Parra (n. San Fabián de Alico, Chile, 5 de Setembro de 1914) e Octavio Paz (n. Cidade do México, México, 31 de Março de 1914). Pretende-se que o Encontro proporcione uma reflexão crítica renovada sobre as obras dos quatro ho¬menageados, mas também um debate mais alargado sobre a literatura ibero-americana do século XX, bem como sobre a sua presença e importância na cultura e na literatura em língua portuguesa.

Open Seminars

A Manhã, A Tarde e A Noite, de Luis Mestre

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Conferencista: António Durães
Data: 28 de Janeiro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação “Estudos de Teatro”, da Unidade, bem como no Seminário Teatro e Teatralidade dos Mestrados em Estudos de Teatro e em Estudos Literários Culturais e Interartes. O encenador explica as estratégias adotadas na montagem da peça.

 

Osório de Oliveira e a Literatura Brasileira: “memórias de uma amizade”

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Conferencista: Raquel Madanêlo Souza (UNIFESP)
Data: 11 de Fevereiro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação Poéticas Comparadas e em Literatura Brasileira, e no âmbito do projeto Estratégico com a vinda de especialistas.

 

Coriolando de William Shakespeare

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Conferencista: Nuno Cardoso
Data: 25 de Fevereiro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação “Estudos de Teatro”, da Unidade, bem como no Seminário Teatro e Teatralidade dos Mestrados em Estudos de Teatro e em Estudos Literários Culturais e Interartes. O encenador explica as estratégias adotadas na montagem da peça.

 

Madalena a partir de Frei Luis de Sousa de Almeida Garrett

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Conferencista: Jorge Pinto
Data: 26 de Fevereiro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação “Estudos de Teatro”, da Unidade, bem como no Seminário Teatro e Teatralidade dos Mestrados em Estudos de Teatro e em Estudos Literários Culturais e Interartes. O encenador explica as estratégias adotadas na montagem da peça.

 

A persistência da alegria. Derivas, silêncios, linguagens – M.G. Llansol e a filosofia: a problemática do tempo

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Conferencista: João Barrento
Data: 27 de Fevereiro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Seminário organizado em parceria com o Instituto de Filosofia da FLUP, tendo como pontos axiais a literatura e a filosofia. O Ciclo de Conferências A PERSISTÊNCIA DA ALEGRIA. DERIVAS, SILÊNCIOS, LINGUAGENS tem como objectivo encontrar movimentos de pensamento que atravessem, a um tempo, a Filosofia e a Literatura, criando, desde dentro das derivas, dos silêncios e das linguagens formas de resistência da vida. Pretendemos que este seja um encontro no qual a participação de um número reduzido de pessoas, provenientes de diferentes áreas – Filosofia, Estudos Literários, Artes – permita pensar, com o convidado, um tema que, na sua singularidade, se desenhe como a intensidade de um tempo que constitui a força de continuar no mundo. A persistência da alegria, apesar de tudo.

 

“A vida extraterrestre importa”: uma leitura cosmopolita de Carl Sagan

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Conferencista: André Nóvoa
Data: 26 de Março de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Propõe-se uma viagem transdisciplinar pela antropologia, utopia, astronomia e astrobiologia. As representações de vida extraterrestre têm alimentado a nossa imaginação desde há muitos séculos, tanto de um ponto de vista científico como literário ou artístico. Nesta comunicação, proponho explorar possíveis pontos de contacto entre algumas destas imaginações e a formação de um discurso cosmopolita contemporâneo, demonstrando que o cosmopolitismo provavelmente estará sempre no campo da utopia até que a Humanidade encontre vida alienígena. O cosmopolitismo sempre se caracterizou por uma busca de uma identidade universal e, tendo em conta que as “grandes identidades” se constroem na oposição e na diferença, o cosmopolitismo nunca poderá ser mais do que um debate até que o Homem encontre o seu Outro. Assim sendo – e num tom provocatório – diria que a atividade mais cosmopolítica do mundo contemporâneo se situa no campo da astrobiologia, onde diariamente biólogos tentam construir e reconstruir outras “árvores da vida”. Carl Sagan, pioneiro da astrobiologia, foi provavelmente a figura mais cosmopolita e humanista do século XX. Esta comunicação basear-se-á nos seus escritos e no seu legado. Este seminário enquadra-se na linha de investigação Estudos sobre Utopia, contribuindo para a investigação desenvolvida pelos membros do ILC nesta área, bem como a toda a comunidade académica.

 

Al Berto e as moradas do silêncio

Conferencista: Emerson Inácio (USP)
Data: 6 de Março de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação Poéticas Comparadas, contribuindo para a investigação desenvolvida pelos membros do ILC nesta área, bem como a toda a comunidade académica.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série II

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Conferencistas: Cristóvão Seneta, Marinela Freitas e Patrícia Lino
Data: 20 de Março de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2014.

 

Camilo Castelo Branco e Machado de Assis: um diálogo em surdina?

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Conferencista: Paulo Motta Oliveira (USP)
Data: 9 de Abril de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Há 150 anos Machado de Assis lançava o seu primeiro livro de poemas – Crisálidas. Na época, Camilo Castelo Branco era já um escritor consagrado dos dois lados do Atlântico. No Brasil, além de haver lançado no ano anterior, em primeira edição, o seu romance Agulha em Palheiro, tinha colaborado em O Futuro – periódico de Faustino Xavier de Novais, em que Machado publicara vários textos. Apesar desse contexto de proximidades, são muito raras as referências que o autor brasileiro faz a seu colega português. Em nossa fala pretendemos refletir sobre possíveis contatos entre as obras dos dois escritores – aspecto já apontado por alguns críticos, mas ainda hoje pouco explorado.

 

Nós somos os Rolling Stones de Rui Pina Coelho

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Conferencista: Vera Santos
Data: 20 de Maio de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação “Estudos de Teatro”, da Unidade, bem como no Seminário Teatro e Teatralidade dos Mestrados em Estudos de Teatro e em Estudos Literários Culturais e Interartes. O encenador explica as estratégias adotadas na montagem da peça.

 

Literatura Comparada y World Literature ente la globalización

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Conferencista: Vera Santos
Data: 20 de Maio de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se nas linhas de investigação da Unidade I&D, sendo orientado por um dos maiores especialistas da Literatura Comparada.

 

Cena e Política: Procedimentos Críticos

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Conferencista: Franklin Alves Dassie (UFF-RJ)
Data: 6 de Junho de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

A apresentação imagina e propõe uma filiação entres as experiências artísticas de Bertolt Brecht, Dziga Vertov e Jean-Luc Godard a partir de um procedimento recorrente neles: a crítica a um tipo de discurso do encadeamento através da prática da montagem. Seja a partir da problematização do modelo aristotélico da representação em Brecht, através da negação do cinema narrativo, em Vertov, e do questionamento das noções de “ficção” e “documentário”, em Godard, o procedimento neles tem uma relação com a política – a intervenção que proposta por eles começa a partir da forma e de seu questionamento. A leitura das relações entre a prática da montagem e a política irá sugerir caminhos futuros de leitura de experiências literárias no sentido de pensar essa relação em outros autores. Este seminário enquadra-se na linha de investigação Estudos Feministas e Estudos de Masculinidade, contribuindo para a investigação desenvolvida pelos membros do ILC nesta área, bem como a toda a comunidade académica.

 

Fialho e Brandão, o operariado e a cidade

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Conferencista: Otávio Rios (Universidade Estado do Amazonas)
Data: 17 de Junho de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

A sessão apresenta obras de Fialho de Almeida (1857-1911) e de Raul Brandão (1867-1930) com o intuito de evidenciar, ainda que de forma parcial, a produção literária do Portugal finissecular. No panorama que abrange as últimas década do século XIX e primeiros anos do século XX, os escritores destacam-se por colocar em evidência a massa operária no cotidiano urbano. Os operários das obras de Fialho e de Brandão posicionam-se n´A Ruiva (1878) e nos três volumes das Memórias (1919, 1925, 1933), respectivamente, como testemunhas e protagonistas não apenas de um processo de urbanização e da consequente industrialização do país – ainda que incipiente -, mas significam, do ponto de vista social, uma quebra de paradigma em relação ao realismo ortodoxo. Do ponto de vista da construção, essas personagens destacam- se por uma (des)figuração desconcertante, em que por vezes os escritores recorreram a técnicas notadamente expressionistas e crepusculares e, desse modo, assinalaram um lugar único na literatura portuguesa com ressonâncias em todo o século XX. Este seminário enquadra-se na linha de investigação Estudos de Teatro e no âmbito do Seminário Teatro e Teatralidade dos Mestrados em Estudos de Teatro e em Estudos Literários, Culturais e Interartes. Deste seminário decorreram as Leituras no Mosteiro, TNSJ, em que se estudaram peças de autores argentinos.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série II

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Conferencistas: Fátima Vieira, Mathilde Ferreira Neves, Miguel Ramalhete Gomes
Data: 19 de Junho de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2014.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série II

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Conferencistas: Zulmira Santos, Jorge Palinhos, Vasco Vasconcelos
Data: 25 de Setembro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2014.

 

Eça de Queirós e a ópera: apontamentos para uma leitura de O Primo Basílio

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Conferencista: Jorge Valentim (UFSCar/FAPESP)
Data: 7 de Outubro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Este seminário enquadra-se na linha de investigação Poéticas Comparadas e Interartes áreas desenvolvidas pelos membros do ILC, no âmbito do Projeto Estratégico, bem como lecionadas no 1º, 2º e 3º ciclo de estudos.

 

Agustina Bessa-Luís e o Império da Palavra

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Conferencista: Mónica Figueiredo (UFRJ)
Data: 31 de Outubro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Partindo das reflexões entre Literatura e História,pretende-se abordar as relações estabelecidas entre o texto de Agustina Bessa-Luís, Fanny Owen, e a narrativa de Camilo Castelo Branco, na tentativa de mostrar a construção de um império erguido pela palavra agustiniana. Este seminário enquadra-se na linha de investigação Estudos de Literatura Policial, bem como Poéticas Comparadas e Interartes áreas desenvolvidas pelos membros do ILC, bem como lecionadas no 1º, 2º e 3º ciclo de estudos.

 

Seminários do Fim do Mundo – Série II

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Conferencistas: Leonor Figueiredo, Susana Mateus, João de Patmos & Cª
Data: 25 de Setembro de 2014
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organização: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes- catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror? Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza uma nova série de seminários abertos, nos equinócios e solstícios de 2014.

Activities organised by ILC in 2013

NOTE: To access the information related to our 2013 publications, access the sections dedicated to the several journals (Cadernos de Literatura Comparada and eLyra), series (Estudos de Literatura Comparada, Pulsar and Cassiopeia) and other publications (co)edited by ILC.

 

National and International Conferences

 

Diderot: Paradoxs of an actor. III Centenary of Birth

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Type of Event: International Colloquium
Date: 14-15 March 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

In 2013 the three hundred years on the birth of Denis Diderot were celebrated. The ILC-ML, in coordination with MET-UP, APEF and the CET / UL, organized from 14 to 15 March in Porto, a subordinate conference on the theme “Diderot: an actor of paradoxes”. Few authors can be so important for the intersections of specific thoughts and the construction of a transtextual discourse. Starting from the critical axis of Diderot’s book on the actor, known as “Paradoxe sur le Comédien”, we will try in this colloquium to reflect closely on the ways in which this author has marked theater and theatrical studies, from his time up to the present day. The following thematic centers are planned: 1. The critical edition of Diderot’s texts and the definition of his thought on theater; 2. Reception in Portugal / Europe of the work and thought of Diderot, in theatrical studies; 3. The constitution of an ideal model of theatrical art: Actor of imitation vs. actor of nature, “comédien sensible” and “comédien de t.te”; 4. Diderot’s Stylistics and Rhetoric: “Pathos”, “Ethos” and “Logos”; 5. The bourgeois drama, the English theater and the melodrama: the renewal of the tragic genre; 6. Theatrical dialogue and illusion; 7. Physiology of the dramatic experience; 8. Skepticism and Dramatic Pretense; 9. The woman in the theater of Diderot: characters, actresses and public in the feminine; 10. From philosophy to theatrical aesthetics: the relationship between sensations and dialogue between the arts.

Organizing committee:
Maria Luísa Malato
Alexandra Moreira da Silva
Ana Clara Santos
Jorge Bastos da Silva
José Domingues Almeida
Isabel Carvalho
Lurdes Gonçalves

 

Rubem Fonseca: the police adventure (1973-2013)

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Type of event: Scientific Conference
Date: 30 May 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

In 2013, we celebrate the fifthy years of literature life and forty years of police writing. This year marks the 50th anniversary of literary life, and 40 years of police writing. Rubem Fonseca and his writing of crime novels. This Scientific Conference falls within the thematic lines of the ILC, as well as in the activities of the Strategic Project. It involved 2nd and 3rd cycle students.

Interventions:
Ana Beatriz Ferraz da Cruz
Ana Paula dos Santos de Sá
Cátia Filipa Gomes Amaral
Domingas Henriques Monteiro
Tiago Monnegro Campos

Moderation: 
Helena Lopes

 

The Exile and the Kingdom: from Albert Camus to Vergílio Ferreira

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Type of event: International Colloquium
Dates: 15, 21, 23 May 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Institut Français du Portugal (Lisboa).
Organization: Instituto de Filosofia (FLUP) + Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Albert Camus was born on November 7, 1913. It’s now 100 years. Vergílio Ferreira was born a little later, on January 28, 1916. Enough to read Albert Camus and for having been influenced. In 1943, 70 years ago, Virgílio Ferreira born as a writer by publishing O Caminho Fica Longe. We don’ t always choose our readings, but we always choose our influences. Albert Camus and Vergílio Ferreira chose to live on the edge of the razor, along the border lines: those that unite philosophy and literature, solitude and solidarity, revolt and historical fatalism, between the exile of the kingdom and the kingdom of exile. It’s good to hear them and speak of them at a time when we are told there is no alternative.

 

Écrire au féminin en Belgique : indicatif présent | Identités, styles & tendances (1985-2013)

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Type of event: Scientific Conference
Date: 15 October 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + APEF

Le phénomène complexe de la mondialisation, – du fait même de ses implications culturelles et identitaires -, intéresse, interroge et met la littérature (toute littérature) à l’épreuve, et au défi de se (re)définir et de décliner des approches nouvelles de son rapport à l’espace, aux lieux et genres d’écriture. De ce fait, la littérature française contemporaine et les vastes littératures francophones ou allophones d’expression française s’avèrent, à maints égards, un miroir des apories et des paradoxes que le phénomène mondialisant fait subir à nos sociétés contemporaines et qui engendrent des ambiguïtés ou des échanges identitaires et interculturels des plus féconds, mais aussi des plus impromptus.
Ces contradictions induisent des tensions sur le champ littéraire entre les pôles local (résistant) et global (assimilant ou totalisant) du fait culturel contemporain, elles-mêmes souvent productrices de sens, de réflexion et d’interrogations nouvelles placées sous le signe du glocal, et qui demandent à être creusées dans leurs inscriptions frictionnelles.

Interventions:
José Domingues de Almeida
Maria de Jesus Cabral
Maria de Fátima Outeirinho
Françoise Bacquelaine

 

Meu tempo é quando: 100 years of Vinicius de Moraes

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Type of Event: International Conference
Dates: 18-19 October 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Fundação Eng.º António de Almeida
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + TEP

In the year that celebrates the centenary of the birth of Vinicius de Moraes, the Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, in Faculty of Arts and Humanities of Porto, joins the events that have been organized in Brazil and around the world, with a homage to the poet and musician that intends to celebrate his multifaceted artistic personality. The Conference that will bring together specialists on Brazilian Literature from the various Portuguese universities, as well as brazilian specialists in Vinicius work, will participate in academic, musical and cinematographic sessions in order to provide a complete approach to one of the most decisive works – nationally and internationally – to Portuguese language culture of the 20th century.

 

Teatro Experimental do Porto (1953-2013). The Vitality of Popular Theater

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Type of Event: International Colloquium
Dates: 29-30 October 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Fundação Eng.º António de Almeida
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa + TEP

In the year in which TEP celebrates it’s sixtieth anniversary, more than a commemoration or an evocation of an undeniably rich past, it’s intended, with this colloquium, to critically address the work of the company developed since the 1950s and, in particular, the most recent work. The artistic heritage of TEP has motivated several academic works that are related to the studies of it’s particular history, with the relevance of its presence in the history of the theater in Portugal, with the study of some more relevant figure of it’s course or, with the analysis of any particular show, poster, text or translation.
This colloquium will be an opportunity for a broad community of stakeholders to find and share knowledge around the same object of study. At the same time, we want to publicize the work of academics who have been working on TEP, aiming to promote the artistic heritage of the company and to emphasize it’0s relevance in the construction of the country’s cultural identity.

Organizing committee:
Alexandra Moreira da Silva
Júlio Gago
Rui Pina Coelho

 

Comings and Returns: Declinations of Travel

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Type of event: International Colloquium
Dates: 28-30 November 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

The experience of displacement asserts itself as a constant in the course of humanity, giving rise to multiple declinations of the journey. Lived as need, adventure or chance, from the viatic experience emerge various figurations that translate into literature texts, fictional or frictionals, in the happy term of Ottmar Ette, in dialogue with a pictorial or filmic textuality, sometimes summoning a relevant plurimediality. This colloquium had as objective to reflect on the multiple sign of the viatic phenomenon, proposing several topics or axes of approach centered on the comings and the returns, the figurations of a traveller an the writers or other creators that move (from/to Portugal).

Cadernos de Literatura Comparada, n.º 30

Publishers:
Ana Paula Coutinho
Gonçalo Vilas-Boas
Maria de Fátima Outeirinho

 

Ahmadou Kourouma & Cie. Retour sur les discours postcoloniaux fondateurs: relectures, ressourcements et palabres

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Type of Event: Journée d’Études
Dates: 11 de Dezembro de 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

The ILC organized this international colloquium reflecting on the literary constructions of African identities fifty years after decolonizations. The Colloquium had several national and international participation, bringing together various perspectives on identity issues in the world of globalization. The publisher Peter Lang is preparing the edition of a volume with the scientific contributions of this event.

Ahmadou Kourouma & Cie. Retour sur les discours postcoloniaux fondateurs: relectures, ressourcements et palabres (colecção Libretos).

Organization:
Ana Paula Coutinho
Maria de Fátima Outeirinho
José Domingues de Almeida

 

 

 

Open Seminars

 

Memory as the Paradigm of Cultural Sciences

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Lecturer: Fernanda Mota Alves (FLUL)
Date: 12 March 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

Within the scope of Estudos Culturais- Liminaridades research line, the seminar guided by Prof.ª Fernanda Mota Alves proved to be important in the study of memory as a paradigm of the cultural sciences. The Strategic Project presented by the ILC members, provides seminars with specialists, also falling under the scope of the Master in Cultural Studies, Literary and Interartes.

 

The End of the World as Spectable

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Lecturer: Pedro Eiras
Date: 21 March 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

What is the end of the world? A universal judgment of humanity? A global, imminent, man made catastrophe? The allegory of a world that has lost it’s (meta) narratives, without truth and without destiny, after Auschwitz and Sarajevo? The pretext for the seduction of the spectacle, between catastrophe films and a delightful imagery of destruction? Or the confrontation of each one with his own death? Why are we fascinated and terrified by this age-old theme, never solved – and what do we gain by exploiting our own terror?

 

Images go fast. The Image of Cinema in Modernity

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Lecturer: Fernando Guerreiro (FLUL)
Date: 30 May 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

This seminar is part of the group of investigation called Intermedialidades, developed by ILC members, within the scope of the Strategic Project, as well as taught in the 1st, 2nd and 3rd cycle of studies, reflecting on poetry, cinema, painting in Modern period.

 

From the continuation of the end of the world: readings and reflections

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Lecturer: Joana Matos Frias
Date: 26 June 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

This seminar is part of the group of investigation called Intermedialidades, developed by ILC members, within the framework of the Strategic Project, as well as taught in the 1st, 2nd and 3rd cycle of studies, reflecting on poetry, cinema, painting and issues of the end of the world.

 

Workshop: “Dramaturgia y Representación: El Teatro Latinoamericano Contemporaneo”

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Lecturer: Guillermo Heras
Date: 29 June 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

This workshop was developed in the area “Estudos do Teatro”, within the framework of the Strategic Project, aiming the integration of research teachers, students of the 1st, 2nd and 3rd cycle of studies, and the whole community interested in contemporary dramaturgy. This seminar aimed to open its vision to other stakeholders from other universities, theater companies and colleges.

 

Secret Files

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Lecturers: Ana Vitorino e Carlos Costa
Date: 2 December 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

This seminar is part of the research area “Estudos do Teatro” developed by the ILC, as well as being part of the master’s degree in Estudos do Teatro and Estudos Literários Culturais e Interartes. 

 

The relationships of Clara de Dea Loher

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Lecturer: Luís Varela
Date: 9 December 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

This seminar is part of the research area “Estudos do Teatro” developed by the ILC, as well as being part of the master’s degree in Estudos do Teatro and Estudos Literários Culturais e Interartes. 

 

Alice

alice

Lecturer: Maria João Vicente
Date: 12 December 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

This seminar is part of the research area “Estudos do Teatro” developed by the ILC, as well as being part of the master’s degree in Estudos do Teatro and Estudos Literários Culturais e Interartes. 

 

End of the World Seminar – Series I. About poetry, cinema, painting and issues of the end of the world.

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Lecturer: Luís Mourão
Date: 13 December 2013
Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Organization: Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa

This seminar is part of the group of investigation called Intermedialidades, developed by ILC members, within the framework of the Strategic Project, as well as taught in the 1st, 2nd and 3rd cycle of studies, reflecting on poetry, cinema, painting and issues of the end of the world.