Libretos

Apresentação

Libreto, palavra que deriva do italiano, e que tendo começado por significar literalmente “livrinho”, passou a designar, a partir do século XVII, um texto a partir do qual são compostas óperas, cantatas ou oratórios. Ao iniciar uma nova coleção de estudos, em suporte exclusivamente digital, com o nome de Libretos, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa pretende adoptar esses dois significados, adaptando-os quer aos seus objectivos de investigação, quer às suas dinâmicas de extensão universitária.

Nesta colecção serão editados volumes de dimensões relativamente reduzidas, resultantes de encontros científicos e/ou de intervenção cultural em torno de uma temática ou de um autor que vão directamente ao encontro das grandes linhas programáticas da nossa Unidade de Investigação. Tratar-se-á de estudos que, além de se apresentarem como propostas de interpretação e para interpretação, convocarão também, sempre que oportuno, formas de diálogo interdiscursivo e interartístico, tornadas agora mais exequíveis, ou inclusivamente potenciadas pela edição digital.

Materiais para o Fim do Mundo (7)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste sétimo libreto, Peter Haysom estuda o «fim do mundo rural» no romance de Aquilino Ribeiro Quando os Lobos Uivam (1958), mostrando como a intervenção do governo, em pleno Estado Novo, ao expropriar as serras e impor uma política de arborização, condena a subsistência das comunidades; Rui Torres, interroga os conceitos de fim, início e ciclo, a literatura entre o modelo clássico do livro e a deriva cibernética, cruzando Cortázar com Gaiman, Herberto com Batman – num texto experimental, em diálogo com um processador aleatório de texto; e Sofia Freitas encontra nos Cadernos de Vaslav Nijinsky um conflito entre a invenção de uma nova linguagem coreográfica no século XX, na senda dos Ballets Russes, e uma dupla catástrofe: a demência pessoal e a destruição na Primeira Grande Guerra, fim do mundo que é também o fim da dança.

Organização
Pedro Eiras

Versão Integral

Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

“Obsessiva eternidade”: O fim do mundo rural, segundo Aquilino Ribeiro
Peter Haysom

O Fim do Princípio do Fim de …
Rui Torres

“Vi-me como Deus e o diabo, ao mesmo tempo”: os Cadernos de Nijinsky entre a loucura e o fim do mundo
Sofia Freitas

Materiais para o Fim do Mundo (6)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste sexto libreto, David Pinho Barros relê A Estrela Misteriosa de Hergé (1942), interrogando a importância da perspectiva humana e sua escala (de que tamanho é uma aranha ou um cogumelo no fim do mundo?), com a Segunda Guerra Mundial como inevitável referência tácita; José Bértolo estuda os filmes do «ciclo bretão» de Jean Epstein – de Finis Terræ (1929) a Les Feux de la Mer (1948), analisando as linhas de fronteira entre terra, mar e céu, mundo natural e mundo humano, realidade e linguagem, literatura e cinema; e Luís Mendonça recorda um argumento de cinema escrito por James Agee em 1945, proposto a Charles Chaplin, mas nunca realizado: the tramp sobrevive a uma guerra nuclear de proporções apocalípticas, recusa o progresso científico que conduz afinal à morte da civilização, e parte, eternamente sozinho, pela estrada do crepúsculo.

Organização
Pedro Eiras

Versão Integral

Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Cogumelo pequeno, cogumelo grande: Proporção e relativismo no apocalipse de L’Étoile Mystérieuse
David Pinho Barros

Finis terræ, fora do mundo: notas sobre Jean Epstein e o mar
José Bértolo

Cientistas e Vagabundos: história de um mundo perdido entre Agee e Chaplin
Luís Mendonça

Materiais para o Fim do Mundo (5)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste quinto libreto, Daniel Floquet revisita Dr. Strangelove, de Stanley Kubrick, e a insânia do universo militar durante a Guerra Fria, analisando os vários níveis subliminares das imagens – incluindo um humor negro particularmente mordaz; Isabel Aguiar mostra como o imaginário do Apocalipse permite a Mário Cesariny, em Titânia. História Hermética, criticar e destruir o universo fechado de Procópio’s Town, metáfora da Lisboa sob o Estado Novo; e Susana Correia descreve diversos fins do mundo, pessoais ou universais, na poesia de Sylvia Plath, fundada sobre a memória de Auschwitz ou a ameaça das bombas nucleares – mas também sobre a promessa de uma nova primavera, palavra com que a autora quis fechar o seu livro Ariel.

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

“Como parei de me preocupar e passei a amar o Fim do Mundo”: o riso político de Dr. Strangeloves
Daniel Floquet

«saudai com reverência essa fronteira máxima!» Do Apocalipse de João e de Titânia. História hermética de Mário Cesariny
Isabel Aguiar

“I desire the things which will destroy me in the end”: o fim do/no mundo em Sylvia Plath
Susana Correia

Materiais para o Fim do Mundo (4)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste quarto libreto, Matilde Vieira questiona os fins do mundo perspectivados pelas crianças, entre a literatura infanto-juvenil, a paisagem desolada de A Estrada de Cormac McCarthy, a desagregação da linguagem, a invasão do nada; Tiago Sousa Garcia encontra em Camões as razões para o canto e para a renúncia ao canto, quando o mundo ciclicamente se perde numa “austera, apagada e vil tristeza”; por fim, Vítor Ferreira lê o fascínio e o pavor pelo fim do mundo entre o teatro de Sarah Kane e o cinema de Lars von Trier, problematizando conceitos como pessimismo, perigo ou responsabilidade.

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Do nada ao nome: o fim do mundo explicado pelas crianças
Matilde Vieira

“Não mais, Musa, não mais”. O fim do mundo a partir de Camões
Tiago Sousa Garcia

“Everything’s got a scientific explanation” (ou talvez não): um desejo de fim do mundo em Sarah Kane e Lars von Trier
Vitor Ferreira

Materiais para o Fim do Mundo (3)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste terceiro libreto, Isabel Cristina Rodrigues interroga o limite do testemunhável nas palavras de Marguerite Duras e nas imagens de Alain Resnais, em Hiroshima Mon Amour; Paulo Alexandre Pereira estuda o imaginário do apocalipse na poesia de Tomaz Kim, num século ferido pela guerra e pela wasteland; e Raquel S. lê Finisterra de Carlos de Oliveira e Beginning to End de Samuel Beckett, questionando os conceitos de mundo, de fim e da linguagem (im)possível depois do fim.

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha Técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Um grande além mago e mudo: para uma cartografia do apocalipse em Hiroshima mon amour de Alain Resnais
Isabel Cristina Rodrigues

“Depois da derrocada”: o apocalipse (depois do apocalipse) na poesia de Tomaz Kim
Paulo Alexandre Pereira

Antes de depois (fim de mundo em Finisterra, de Carlos de Oliveira, e Beginning to End, de Samuel Beckett)
Raquel S.

Marguerite Duras: palavras e imagens da insistência

552e8b6e42fbaEsta publicação digital, bilingue e multimédia – Marguerite Duras: Palavras e Imagens da Insistência/ Mots et Images de l’Insistance – completa o «ciclo» iniciado, há um ano, por um projecto integrado no âmbito das actividades de investigação interdisciplinar, de colaboração institucional e de mediação cultural do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Por ocasião do centenário do nascimento de Marguerite Duras, celebrado em 2014, pareceu-nos que faria sentido fazer dessa efeméride um pretexto para dar a conhecer ou para revisitar, tanto na Universidade como para além dela, uma das mais carismáticas escritoras da segunda metade do século XX. Tanto mais que Duras continua a ser uma figura de referência e de interpelação para leitores e artistas contemporâneos, atendendo à sua obra multifacetada, marcada por uma profunda liminaridade, própria de quem se dedicou a um questionamento contínuo de fronteiras e de convenções tanto na literatura, como no cinema, no teatro e até, pontualmente, no jornalismo.

Organização
Ana Paula Coutinho

Índice

Ficha Técnica

Preâmbulo / Avant-Propos
Ana Paula Coutinho

Cinémato-graphies Durassiennes
Jean Cléder

O teatro quântico de Marguerite Duras
Arnaud Rykner

Deux coordonnées pour Le Marin de Gibraltar: le roman de Duras, le film de Richardson
David Pinho Barros

‘Pouco a pouco embora subitamente.’ Algumas reflexões sobre Moderato Cantabile
Elisabete Marques

Les Parleuses: quando Marguerite Duras fala de questões feministas
Adília Carvalho

Aurélia Steiner (Vancouver): signer l’image
Rita Novas Miranda

Um corpo morto que vive. La maladie de la mort de Marguerite Duras e a falha como força motriz
Mathilde Neves

Quando abres a boca para dizer “amo-te agora” é como se dissesses “amo-te desde sempre”
Patrícia Lino

Escrever entre ruínas: Marguerite Duras e a dor da memória
Ana Paula Coutinho

Les yeux bleux cheveux noirs: entre théâtre, cinéma et récit, un parcours durassien
Maria de Fátima Outeirinho

L’art de l’instabilité: réecritures programmées dans une oeuvre mouvante
Marie-Manuelle Silva e Eduarda Keating

Testemunhos

As palavras suspensas na espera de um acontecimento
Carlos Pimenta

MD – Madame Duras / sobre o não feito
Nuno Carinhas

O efeito Duras. Relato breve de um embate
Luís Mestre

Do que eu gostava em Agatha
Rosa Quiroga

Duras-Jacquot
Regina Guimarães

Livro

Duras dizem (B)elas
Coord. Graciela Machado

Documentário

Abril Duras no Porto
Joana Rodrigues

Materiais para o Fim do Mundo (2)

54e71741e7542O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes-catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror?

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha Técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Sem Notícias do Fim do Mundo
Miguel Ramalhete Gomes

No Limiar do Fim do Mundo em O Reino de Gonçalo M. Tavares
Susana Mateus

E Houve Relâmpagos, Vozes e Trovões – Sobre o Discurso Apocaliptico
Vasco Vasconcelos

AHMADOU KOUROUMA & CIE. Retour sur les discours postcoloniaux fondateurs: relectures, ressourcements et palabres

54873e82b53fbL’ouvrage collectif que nous livrons ici entend revenir sur les textes fondateurs du discours postcolonial au sens critique du terme; un discours ultérieur à celui des tenants de la négritude, issu des vicissitudes en cours avant, pendant et immédiatement après les décolonisations – les soleils des indépendances, eût dit A. Kourouma -, et qui sont loin de pouvoir être considérés “dates”, d’autant plus que leur relecture et interprétation s’avèrent un incontournable éclairage et un précieux apport critique à la compréhension actuelle des thématiques et problématiques (post)coloniales; ce que les textes que nous regroupons ici prouvent à l’envi.

Organização
Ana Paula Coutinho
Maria de Fátima Outeirinho
José Domingues de Almeida

Version intégral

Table

Ficha Técnica

Relecture des oeuvres et des critiques postcoloniales
Jean-Marc Moura

Le fondement ‘initiatique’ du discours (post)colonial chez Ahmadou Kourouma
José Domingues de Almeida

Humour malinké
Sébastien Heiniger

De Kourouma à Mia Couto: la distance ironique de l’histoire
Fernanda Vilar

Gérard Aké Loba: idealização e (des)ilusão pós-colonial
Leonor Coelho

Généalogie et émergence de la parole dissidente
Lobna Mestaoui

Les discours colonial et postcolonial à travers la relecture de quelques oeuvres francophones
Arthur Ngoie Mukenge

L´héritage d’Ahmadou Kourouma dans la littérature contemporaine francophone
Maria de Fátima Outeirinho

Materiais para o Fim do Mundo (1)

53e489047ca37Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa tem organizado, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste primeiro libreto, Luís Quintais estuda a escultura de Rui Chafes “depois da arte” (Arthur Danto), com uma paisagem “gelada” e “comprometida com a morte” em fundo; Patrícia Lino diz como a literatura – ambíguo pharmakon – conduz o leitor ao fim do mundo, de um mundo, do seu mundo; e eu próprio interrogo o imaginário do fim do mundo pelo fogo como castigo e como purificação.

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha Técnica

A pura aguda lâmina de Pier Paolo Pasolini
Luis Quintais

Começava, só para ti, o fim do mundo ou Poesia/pharmakós = nascença, morte ou História lacrimogénica em duas partes
Patrícia Lino

Do fim do mundo pelo fogo: cinzas e purificação
Pedro Eiras