Libretos

Apresentação

Libreto, palavra que deriva do italiano, e que tendo começado por significar literalmente “livrinho”, passou a designar, a partir do século XVII, um texto a partir do qual são compostas óperas, cantatas ou oratórios. Ao iniciar uma nova coleção de estudos, em suporte exclusivamente digital, com o nome de Libretos, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa pretende adoptar esses dois significados, adaptando-os quer aos seus objectivos de investigação, quer às suas dinâmicas de extensão universitária.

Nesta colecção serão editados volumes de dimensões relativamente reduzidas, resultantes de encontros científicos e/ou de intervenção cultural em torno de uma temática ou de um autor que vão directamente ao encontro das grandes linhas programáticas da nossa Unidade de Investigação. Tratar-se-á de estudos que, além de se apresentarem como propostas de interpretação e para interpretação, convocarão também, sempre que oportuno, formas de diálogo interdiscursivo e interartístico, tornadas agora mais exequíveis, ou inclusivamente potenciadas pela edição digital.

Aimer Paris. Regards exotopiques sur une ville capital(e) de la modernité

Les contributions au présent ouvrage ont le mérite de se pencher de façon diversifiée et complexe sur des modalités littéraires d’attachement affectif à la capitale française, subtilement perçue en tant que capital(e) de notre modernité et de notre conception créative et tolérante du vivre ensemble, et partant comme lieu symboliquement ciblé par l’intégrisme, l’intolérance et la haine régressive. Aussi cette publication s’avère-t-elle somme toute un bel hommage émouvant, rendu à cette ville aimée et maintes fois (d)écrite avec passion.

Sous la direction de
José Domingues de Almeida, Maria Hermínia Laurel e Maria de Jesus Cabral

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Table de matières

Ficha técnica

Éditorial
José Domingues de Almeida, Maria Hermínia Laurel e Maria de Jesus Cabral

Sur Patrick Modiano et les villes (lettre à un ami portugais)
Franc Schuerewegen

Psychanalyse de Paris
Nathalie Roelens et Christabel Marrama

Paris, toile de fond d’un roman “juif” dérangeant Zimmer d’Olivier Benyahya
José Domingues de Almeida

De l’Homme à la Nature: les damnés de la banalisation du mal
José Guimarães

La forme d’une ville. Géographie d’après les attentats
Karen Haddad

La lutte des places dans le Paris urbain: de la haine (1995) à Hadewych (2010)
Sabine Hillen

Introduction à la lecture des romans Dawa, Le Français, Ni le feu ni la foudre, par Julien Suaudeau
Maria Hermínia Laurel

Mário de Sá-Carneiro et Paris: une histoire d’amour
Maria de La Salette Loureiro

Imaginaires géographiques de Paris chez Chahdortt Djavann et Léonora Miano ou le Paris pluriel
Maria de Fátima Outeirinho

Paris: l’espace culturel comme réponse à la crise moderne dans l’œuvre romanesque de Michel Butor
Ali Rahali

Materiais para o Fim do Mundo (8)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste oitavo libreto, Maria de Fátima Outeirinho lê a obra de Léonora Miano, escritora nascida nos Camarões e vivendo em França, sob o ponto de vista do(s) fim(ns) do mundo africanos, marcado(s) pela história da escravatura e a questão das fronteiras, da memória, da pós-memória; Jorge Lopes revisita o universo de Vergílio Ferreira e o paradigma da aldeia destruída, paraíso perdido e ruína inelutável, à luz da “serenidade” heideggeriana e do “tom apocalíptico” analisado por Jacques Derrida; e Sofia Araújo avalia as inquietantes afinidades entre a not-so-short-story “The Machine stops”, de E.M. Forster, e a nossa actualidade, dois universos fascinados pelo ideal da máquina perfeita e minados pela suspeita de uma morte da civilização.

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Fim do mundo – fim de mundo(s): um ângulo morto na memória africana?
Maria de Fátima Outeirinho

O homem é cada vez mais improvável? O fim do mundo segundo Vergílio Ferreira
Jorge Costa Lopes

O mundo já está a acabar? E.M. Forster discute Whatsapp, Skype e Questia, ou uma leitura de “The Machine stops” (1909)
Sofia Araújo

Fictionnaliser l'espace. Approches thématiques et critiques

Les intersections thématiques – et partant critiques – de la fiction avec son inscription spatiale spécifique s’avèrent un fertile champ d’analyse du texte narratif, et lui assurent un intéressant ancrage renouvelé dans la référentialité. Dans ce paradigme nouveau, la perception du référent spatiotemporel suppose, selon Bertrand Wesphal, que “le discours fictionnel que véhiculent les arts trouve ipso facto une portée originale” (2007: 13). L’approche fictionnelle de l’espace, en tant qu’espace humanisé, espace transformé en lieu (idem: 15), fonde la tâche théorico-méthodologique de la géocritique que Westphal énonce comme suit: “Il s’agira de sonder les espaces humains que les arts mimétiques [dont la fiction narrative] agencent par et dans le texte, par et dans l’image, ainsi que les interactions culturelles qui se nouent sous leur patronage” (idem: 17). La géocritique est dès lors naturellement interdisciplinaire dans la mesure où elle “prétendra scruter, sans l’entraver, la foncière mobilité des espaces humains [qu’ils soient réels, imaginaires, voire utopiques] et des identités culturelles qu’ils véhiculent” (ibidem) et qu’elle cerne prioritairement “la dimension littéraire des lieux [et] dress[e] une cartographie fictionnelle des espaces humains” (ibidem). Or, les auteurs du présent ouvrage nous semblent avoir saisi les enjeux critiques et la richesse thématique de cette approche spatiale de la fiction narrative, et ce pour différents écrivains, dans différentes modalités d’écriture et en référence à des espaces variés.

Sous la direction de
Maria de Fátima Outeirinho et José Domingues de Almeida

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Table de matières

Ficha técnica

Éditorial
Maria de Fátima Outeirinho, José Domingues de Almeida

La représentation fictive de la Seine dans Épaves, de Julien Green
Teresa Castela

Una poética del espacio abandonado. El caso de Julio Llamazares y Francesc Serés
Maria Dasca

Lorsque parcs et jardins se font labyrinthes
Catherine d’Humières

L’espace façonné: l’Albanie fictionnelle de François C. H. L. Pouqueville
Olimpia Gargano

(Non-) lieux de la consommation dans Palomar et Marcovaldo de Italo Calvino
Fanny Mahy

Le lieu géographique entre réalité et fiction dans le récit d’anticipation: Zamiatine, Orwell, Thiry
Atinati Mamatsashvili

La plume et le pinceau: l’espace hétéropoétique chez Roberto Bolaño, Rubem Fonseca et Jana & Js
Marina Silveira de Melo

Processus de territorialisation cartographiques dans le Cycle de Nedjma de Kateb Yacine ou comment repenser le territoire et la cartographie à l’usage des revendications anticoloniales?
Juliette Morel

El valle de Chistau como materia en la literatura en aragonés
Francho Nagore Laín

Les mouvements des personnages dans Les Rougon-Macquart
Minori Noda

Idas y venidas hacia el centro del universo en Dejemos hablar al viento de Juan Carlos Onetti
Cecilia Ramírez

Quelle place pour l’écrivain dans les portraits de pays photo-illustrés?
Anne Reverseau

Du relevé du réel au récit du lieu: voyage dans les Albums de Croquis d’Albert Laprade, architecte
Claire Rosset

Territoire et imaginaire néolibéral. Buenos Aires
Fernando Stefanich

Trois écritures pour une même lecture? La ville de Marseille dans Les Marins perdus de J.-C. Izzo, en roman, en bande dessinée et en cartographie géo-littéraire
Florence Troin

Materiais para o Fim do Mundo (7)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste sétimo libreto, Peter Haysom estuda o «fim do mundo rural» no romance de Aquilino Ribeiro Quando os Lobos Uivam (1958), mostrando como a intervenção do governo, em pleno Estado Novo, ao expropriar as serras e impor uma política de arborização, condena a subsistência das comunidades; Rui Torres, interroga os conceitos de fim, início e ciclo, a literatura entre o modelo clássico do livro e a deriva cibernética, cruzando Cortázar com Gaiman, Herberto com Batman – num texto experimental, em diálogo com um processador aleatório de texto; e Sofia Freitas encontra nos Cadernos de Vaslav Nijinsky um conflito entre a invenção de uma nova linguagem coreográfica no século XX, na senda dos Ballets Russes, e uma dupla catástrofe: a demência pessoal e a destruição na Primeira Grande Guerra, fim do mundo que é também o fim da dança.

Organização
Pedro Eiras

Versão Integral

Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

“Obsessiva eternidade”: O fim do mundo rural, segundo Aquilino Ribeiro
Peter Haysom

O Fim do Princípio do Fim de …
Rui Torres

“Vi-me como Deus e o diabo, ao mesmo tempo”: os Cadernos de Nijinsky entre a loucura e o fim do mundo
Sofia Freitas

Materiais para o Fim do Mundo (6)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste sexto libreto, David Pinho Barros relê A Estrela Misteriosa de Hergé (1942), interrogando a importância da perspectiva humana e sua escala (de que tamanho é uma aranha ou um cogumelo no fim do mundo?), com a Segunda Guerra Mundial como inevitável referência tácita; José Bértolo estuda os filmes do «ciclo bretão» de Jean Epstein – de Finis Terræ (1929) a Les Feux de la Mer (1948), analisando as linhas de fronteira entre terra, mar e céu, mundo natural e mundo humano, realidade e linguagem, literatura e cinema; e Luís Mendonça recorda um argumento de cinema escrito por James Agee em 1945, proposto a Charles Chaplin, mas nunca realizado: the tramp sobrevive a uma guerra nuclear de proporções apocalípticas, recusa o progresso científico que conduz afinal à morte da civilização, e parte, eternamente sozinho, pela estrada do crepúsculo.

Organização
Pedro Eiras

Versão Integral

Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Cogumelo pequeno, cogumelo grande: Proporção e relativismo no apocalipse de L’Étoile Mystérieuse
David Pinho Barros

Finis terræ, fora do mundo: notas sobre Jean Epstein e o mar
José Bértolo

Cientistas e Vagabundos: história de um mundo perdido entre Agee e Chaplin
Luís Mendonça

Materiais para o Fim do Mundo (5)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste quinto libreto, Daniel Floquet revisita Dr. Strangelove, de Stanley Kubrick, e a insânia do universo militar durante a Guerra Fria, analisando os vários níveis subliminares das imagens – incluindo um humor negro particularmente mordaz; Isabel Aguiar mostra como o imaginário do Apocalipse permite a Mário Cesariny, em Titânia. História Hermética, criticar e destruir o universo fechado de Procópio’s Town, metáfora da Lisboa sob o Estado Novo; e Susana Correia descreve diversos fins do mundo, pessoais ou universais, na poesia de Sylvia Plath, fundada sobre a memória de Auschwitz ou a ameaça das bombas nucleares – mas também sobre a promessa de uma nova primavera, palavra com que a autora quis fechar o seu livro Ariel.

Organização
Pedro Eiras

Versão integral

Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

“Como parei de me preocupar e passei a amar o Fim do Mundo”: o riso político de Dr. Strangeloves
Daniel Floquet

«saudai com reverência essa fronteira máxima!» Do Apocalipse de João e de Titânia. História hermética de Mário Cesariny
Isabel Aguiar

“I desire the things which will destroy me in the end”: o fim do/no mundo em Sylvia Plath
Susana Correia

Materiais para o Fim do Mundo (4)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste quarto libreto, Matilde Vieira questiona os fins do mundo perspectivados pelas crianças, entre a literatura infanto-juvenil, a paisagem desolada de A Estrada de Cormac McCarthy, a desagregação da linguagem, a invasão do nada; Tiago Sousa Garcia encontra em Camões as razões para o canto e para a renúncia ao canto, quando o mundo ciclicamente se perde numa “austera, apagada e vil tristeza”; por fim, Vítor Ferreira lê o fascínio e o pavor pelo fim do mundo entre o teatro de Sarah Kane e o cinema de Lars von Trier, problematizando conceitos como pessimismo, perigo ou responsabilidade.

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Do nada ao nome: o fim do mundo explicado pelas crianças
Matilde Vieira

“Não mais, Musa, não mais”. O fim do mundo a partir de Camões
Tiago Sousa Garcia

“Everything’s got a scientific explanation” (ou talvez não): um desejo de fim do mundo em Sarah Kane e Lars von Trier
Vitor Ferreira

Materiais para o Fim do Mundo (3)

Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organiza, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste terceiro libreto, Isabel Cristina Rodrigues interroga o limite do testemunhável nas palavras de Marguerite Duras e nas imagens de Alain Resnais, em Hiroshima Mon Amour; Paulo Alexandre Pereira estuda o imaginário do apocalipse na poesia de Tomaz Kim, num século ferido pela guerra e pela wasteland; e Raquel S. lê Finisterra de Carlos de Oliveira e Beginning to End de Samuel Beckett, questionando os conceitos de mundo, de fim e da linguagem (im)possível depois do fim.

Organização
Pedro Eiras

Versão integral

Índice

Ficha Técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Um grande além mago e mudo: para uma cartografia do apocalipse em Hiroshima mon amour de Alain Resnais
Isabel Cristina Rodrigues

“Depois da derrocada”: o apocalipse (depois do apocalipse) na poesia de Tomaz Kim
Paulo Alexandre Pereira

Antes de depois (fim de mundo em Finisterra, de Carlos de Oliveira, e Beginning to End, de Samuel Beckett)
Raquel S.

Marguerite Duras: palavras e imagens da insistência

552e8b6e42fbaEsta publicação digital, bilingue e multimédia – Marguerite Duras: Palavras e Imagens da Insistência/ Mots et Images de l’Insistance – completa o «ciclo» iniciado, há um ano, por um projecto integrado no âmbito das actividades de investigação interdisciplinar, de colaboração institucional e de mediação cultural do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Por ocasião do centenário do nascimento de Marguerite Duras, celebrado em 2014, pareceu-nos que faria sentido fazer dessa efeméride um pretexto para dar a conhecer ou para revisitar, tanto na Universidade como para além dela, uma das mais carismáticas escritoras da segunda metade do século XX. Tanto mais que Duras continua a ser uma figura de referência e de interpelação para leitores e artistas contemporâneos, atendendo à sua obra multifacetada, marcada por uma profunda liminaridade, própria de quem se dedicou a um questionamento contínuo de fronteiras e de convenções tanto na literatura, como no cinema, no teatro e até, pontualmente, no jornalismo.

Organização
Ana Paula Coutinho

Índice

Ficha Técnica

Preâmbulo / Avant-Propos
Ana Paula Coutinho

Cinémato-graphies Durassiennes
Jean Cléder

O teatro quântico de Marguerite Duras
Arnaud Rykner

Deux coordonnées pour Le Marin de Gibraltar: le roman de Duras, le film de Richardson
David Pinho Barros

‘Pouco a pouco embora subitamente.’ Algumas reflexões sobre Moderato Cantabile
Elisabete Marques

Les Parleuses: quando Marguerite Duras fala de questões feministas
Adília Carvalho

Aurélia Steiner (Vancouver): signer l’image
Rita Novas Miranda

Um corpo morto que vive. La maladie de la mort de Marguerite Duras e a falha como força motriz
Mathilde Neves

Quando abres a boca para dizer “amo-te agora” é como se dissesses “amo-te desde sempre”
Patrícia Lino

Escrever entre ruínas: Marguerite Duras e a dor da memória
Ana Paula Coutinho

Les yeux bleux cheveux noirs: entre théâtre, cinéma et récit, un parcours durassien
Maria de Fátima Outeirinho

L’art de l’instabilité: réecritures programmées dans une oeuvre mouvante
Marie-Manuelle Silva e Eduarda Keating

Testemunhos

As palavras suspensas na espera de um acontecimento
Carlos Pimenta

MD – Madame Duras / sobre o não feito
Nuno Carinhas

O efeito Duras. Relato breve de um embate
Luís Mestre

Do que eu gostava em Agatha
Rosa Quiroga

Duras-Jacquot
Regina Guimarães

Livro

Duras dizem (B)elas
Coord. Graciela Machado

Documentário

Abril Duras no Porto
Joana Rodrigues

Materiais para o Fim do Mundo (2)

54e71741e7542O que é o fim do mundo? Um juízo universal da humanidade, conforme dizem os textos vetero- e neotestamentários? Uma catástrofe ecológica, global e iminente, provocada pelo homem? A alegoria de um mundo que perdeu as suas (meta)narrativas, vogando sem verdade e sem destino, após Auschwitz e Sarajevo? O pretexto para a sedução do espectáculo, entre filmes-catástrofe e um delicioso imaginário da destruição? Ou o confronto de cada qual com a sua morte própria? Por que nos fascina e aterroriza este tema milenar, nunca resolvido – e o que temos a ganhar com a exploração do nosso próprio terror?

Organização
Pedro Eiras

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Índice

Ficha Técnica

Apresentação
Pedro Eiras

Sem Notícias do Fim do Mundo
Miguel Ramalhete Gomes

No Limiar do Fim do Mundo em O Reino de Gonçalo M. Tavares
Susana Mateus

E Houve Relâmpagos, Vozes e Trovões – Sobre o Discurso Apocaliptico
Vasco Vasconcelos

AHMADOU KOUROUMA & CIE. Retour sur les discours postcoloniaux fondateurs: relectures, ressourcements et palabres

54873e82b53fbL’ouvrage collectif que nous livrons ici entend revenir sur les textes fondateurs du discours postcolonial au sens critique du terme; un discours ultérieur à celui des tenants de la négritude, issu des vicissitudes en cours avant, pendant et immédiatement après les décolonisations – les soleils des indépendances, eût dit A. Kourouma -, et qui sont loin de pouvoir être considérés “dates”, d’autant plus que leur relecture et interprétation s’avèrent un incontournable éclairage et un précieux apport critique à la compréhension actuelle des thématiques et problématiques (post)coloniales; ce que les textes que nous regroupons ici prouvent à l’envi.

Organização
Ana Paula Coutinho
Maria de Fátima Outeirinho
José Domingues de Almeida

Version intégral

Table

Ficha Técnica

Relecture des oeuvres et des critiques postcoloniales
Jean-Marc Moura

Le fondement ‘initiatique’ du discours (post)colonial chez Ahmadou Kourouma
José Domingues de Almeida

Humour malinké
Sébastien Heiniger

De Kourouma à Mia Couto: la distance ironique de l’histoire
Fernanda Vilar

Gérard Aké Loba: idealização e (des)ilusão pós-colonial
Leonor Coelho

Généalogie et émergence de la parole dissidente
Lobna Mestaoui

Les discours colonial et postcolonial à travers la relecture de quelques oeuvres francophones
Arthur Ngoie Mukenge

L´héritage d’Ahmadou Kourouma dans la littérature contemporaine francophone
Maria de Fátima Outeirinho

Materiais para o Fim do Mundo (1)

53e489047ca37Para estudar o imaginário do fim do mundo, o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa tem organizado, desde 2013, uma série de seminários abertos, coincidindo com os equinócios e os solstícios. Os libretos Materiais para o Fim do Mundo recolhem alguns ensaios apresentados nesses seminários, ou textos afins. Neste primeiro libreto, Luís Quintais estuda a escultura de Rui Chafes “depois da arte” (Arthur Danto), com uma paisagem “gelada” e “comprometida com a morte” em fundo; Patrícia Lino diz como a literatura – ambíguo pharmakon – conduz o leitor ao fim do mundo, de um mundo, do seu mundo; e eu próprio interrogo o imaginário do fim do mundo pelo fogo como castigo e como purificação.

Organização
Pedro Eiras

Versão integral

Índice

Ficha Técnica

A pura aguda lâmina de Pier Paolo Pasolini
Luis Quintais

Começava, só para ti, o fim do mundo ou Poesia/pharmakós = nascença, morte ou História lacrimogénica em duas partes
Patrícia Lino

Do fim do mundo pelo fogo: cinzas e purificação
Pedro Eiras