Agente Secreto – Memória e estética cinematográfica
Resumo: Em O Agente Secreto (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura é um filme ambientado na cidade de Recife, em 1977, durante a ditadura civil-militar brasileira. A trama nos apresenta Armando/Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário e pesquisador do Departamento de Tecnologia da UFPE, responsável pela criação de patentes e o desenvolvimento entre outras coisas de um protótipo de carro elétrico e de uma máquina de beneficiamento de couro. Entretanto, o pesquisador é obrigado a entrar na clandestinidade, por conta da perseguição empresarial e do regime ditatorial que buscava roubar a sua pesquisa. O pesquisador é acusado de Corrupção e de supostos crimes, “Desviava recursos de órgãos públicos destinados a pesquisa”, nos informa o jornal da época, noticiando sua morte.
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Carlos Augusto Nascimento Sarmento-Pantoja é Professor Associado II da Universidade Federal do Pará, docente da Faculdade de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras. Bolsista PDS e DES do CNPq. Coordena o Laboratório de Narratividades e Visualidades e o projeto Cine Clube Resistências. Lider do Grupo de Pesquisa Estéticas, Performances e Hibridismos (ESPERHI) e do Grupo Estudos de Narrativas de Resistência (NARRARES).
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Os testemunhos do sentir de Liniane Haag na memória de segunda geração sobre a ditadura civil e militar de 1964, no brasil
Resumo: Pretendemos apresentar uma análise de duas produções fortemente comprometidas com os formatos do testemunho: Antes do Passado – o silêncio que vem do Araguaia (2012), de Liniane Haag Brum, produção relacionada à memória da resistência à Ditadura Civil e Militar de 1964, estabelecida no Brasil. Em Antes do Passado – o silêncio que vem do Araguaia, Brum relata sua busca pelo tio, Cilon Cunha Brum, combatente da Guerrilha do Araguaia, desde os anos 1960 até o momento da desaparição de Cilon, nos anos 1970. A produção têm a inespecificidade como referência, especialmente em função do hibridismo de formas e da fragmentação narrativa; a aprendizagem sobre um objeto afetivo; e, por fim – esta é nossa hipótese – a composição de um testemunho do sentir.
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Tânia Maria Pereira Sarmento-Pantoja é Professora Titular da Universidade Federal do Pará, docente da Faculdade de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras. Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq. Coordena o Laboratório de Narratividades e Visualidades e o projeto Cine Clube Resistências. Lider do Grupo Estudos de Narrativas de Resistência (NARRARES).